Jorge Kajuru sobe no ranking dos senadores mais influentes nas redes sociais

Parlamentar ficou em terceiro lugar no levamento feito pelo FSB Influência Congresso divulgado na quarta-feira (Foto: Reprodução)

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) subiu uma posição em relação à semana anterior e ocupa agora o terceiro lugar do ranking dos 15 senadores mais influentes. O levantamento é realizado pelo FSB Influência Congresso e foi divulgado nesta quarta-feira (01).

O Índice Individual de Kajuru foi de 156,90, com alta de 56,90% em relação ao desempenho médio do próprio parlamentar.

Senador do Cidadania de Goiás subiu uma posição no ranking (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

O índice da FSB é calculado “levando-se em consideração o número de seguidores, o alcance, os posts, a eficiência, as interações e o engajamento registrados no Facebook, no Instagram e no Twitter durante o período de análise. A fórmula utilizada no cálculo da nota do parlamentar atribui pesos diferentes a cada critério e a cada rede social”.

Além da posição no ranking, o índice compara a “performance do parlamentar em relação ao seu próprio histórico pessoal nas redes”. Os senadores foram “monitorado de junho a novembro de 2019 e calculou seu desempenho médio neste período”.

País cai uma posição e fica em 79º no ranking do desenvolvimento humano

O Brasil caiu uma colocação quando comparado ao restante do mundo, aponta o relatório do Pnud – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Ilustração: Reprodução)

Brasil desacelera no IDH e empata com a Colômbia

País só avançou 1 milésimo no índice mundial da ONU que avalia saúde, educação e renda, ficando na 79ª posição entre 189 países; coordenador destaca grande avanço desde 1990 e acredita que retomada econômica trará taxa melhor

Rafael Moraes Moura – O Estado de S.Paulo

Um milésimo. Esse foi o avanço em um ano no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro, quando se compara o resultado de 2018 ao de 2017. Considerado “alto”, o IDH nacional ficou em 0,761 e colocou o Brasil na 79.ª posição entre os 189 países e territórios mapeados pela Organização das Nações Unidas (ONU), mesmo lugar da Colômbia, nação marcada pelo conflito com o narcotráfico. No intervalo de um ano, o Brasil caiu uma colocação quando comparado ao restante do mundo, aponta o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud), divulgado nesta segunda-feira, 9.

Segundo o documento, enquanto a esperança de vida ao nascer e a renda per capita subiram no Brasil, os anos esperados de escolaridade e a média de anos de estudo ficaram estagnados – ou seja, os resultados na área de educação “travaram” o crescimento do índice brasileiro. De 2016 para cá, os anos esperados de escolaridade não aumentaram, permanecendo em 15,4 – o que, na prática, significa ensino superior incompleto. Esses quesitos são considerados no cálculo do IDH, que avalia três dimensões: saúde, educação e renda.

A série histórica mostra que o crescimento do IDH nacional se desacelerou – o índice já chegou a saltar entre 0,002 e 0,003 por ano. Houve crescimento mais acentuado de 1990 a 2013, e menos expressivo a partir de 2014. Apesar disso, o diretor do relatório da ONU, Pedro Conceição, prefere analisar a trajetória ao longo das últimas décadas – em 1990, o índice brasileiro era de apenas 0,613. “A história do Brasil é de crescimento sustentado do IDH. Olhando para o desempenho do País, quando a economia voltar a soprar, a expectativa é de que o IDH comece a aumentar a uma taxa mais forte do que tem sido a dos últimos dois anos”, disse ao Estado.

Só que quando o valor do IDH nacional é descontado pela desigualdade, o índice reduz 24,57%, cai para 0,574 e o Brasil despenca 23 posições no ranking mundial – é o país que mais perde posições no mundo inteiro. A desigualdade de renda na África subsaariana e no Brasil continua “extremamente alta”, aponta o relatório.

Mundo

O primeiro colocado no ranking é a Noruega, com IDH de 0,954, seguida por outros três países europeus – Suíça (0,946), Irlanda (0,942) e Alemanha (0,939) –, que se situam na categoria de IDH “muito alto”. O país sul-americano com melhor desempenho é o Chile, em 42.º lugar (0,847). Na América Latina, o lanterna é o Haiti, com 0,503 no IDH, na faixa de baixo desenvolvimento humano. No mundo inteiro, o último lugar permaneceu com o Níger (0,377), na África Ocidental.

Brasil fica atrás de Albânia (69.º lugar), Cuba (72.º), Bósnia (75.º lugar) e México (76.º). “Acho que o Brasil tem de se orgulhar, mas não olhando para o que aconteceu de um ano para outro. O IDH é um instrumento que tenta captar uma realidade complexa, e a grande pergunta que tem de ficar é: o País está a evoluir ou não? A meu ver, está, mas não de forma linear”, observou Conceição.

Considerando apenas a América do Sul, Brasil e Colômbia dividem a quarta posição no IDH – atrás de Chile, Argentina e Uruguai. A instável Venezuela, que havia aparecido à frente no relatório anterior, mesmo em convulsão social e enfrentando profunda crise econômica, agora ficou para trás, em 96.º lugar. O país de Nicolás Maduro vem enfrentando queda significativa no índice desde 2013.

Atualização

O Pnud ressalta que não devem ser comparados valores e rankings com anos anteriores, uma vez que os dados oficiais costumam passar por revisões, levando ao recálculo dos IDHs antigos. No relatório deste ano, uma nova série histórica, com os valores atualizados, foi divulgada.

País sobe um degrau em ranking de competitividade, mas segue entre últimos

Brasil sobe pelo segundo ano seguido em ranking da escola de negócios suíça IMD, mas amarga a 59ª posição entre 63 países

Ligia Tuon – Exame

O Brasil subiu uma posição no Anuário de Competitividade Mundial (World Competitiveness Yearbook – WCY) mas segue entre os últimos colocados no ranking, prejudicado por fatores como educação, contas públicas e emprego.

Na edição do ano passado, o Brasil teve primeira melhora relativa em competitividade desde 2010, indo da 61ª para a 60ª posição entre 63 países avaliados.

Na edição 2019, divulgada nesta nesta terça-feira (28), o Brasil subiu mais um degrau e ficou na 59ª posição, na frente apenas de Croácia, Argentina, Mongólia e Venezuela.

O ranking é divulgado há 30 anos pela escola de negócios suíça IMD (International Institute for Management Development) e considera 235 dados em cinco pilares.

Eles incluem indicadores estatísticos e os resultados de uma pesquisa de opinião realizadas entre novembro e abril com executivos que passaram ao menos um ano vivendo no país.

“Nesse ano ficou difícil de prever como a atual administração e as reformas poderão impactar na competitividade do país . O que nos resta é sermos pacientes e ver o que acontece”, conclui diz Jose Caballero, economista do centro de competitividade do IMD.

Performance econômica

A melhora tímida do Brasil no último ano refletiu em parte avanços no pilar de Performance Econômica. O indicador de investimentos externos, por exemplo, foi da 23ª para a 19ª posição.

“A taxa de juros mais baixa por um período maior e a inflação reduzida e sustentada, aliadas ao potencial do mercado brasileiro, justificam o maior fluxo de capital estrangeiro”, diz Caballero.

Outros fatores que também melhoraram de um ano para o outro foram preços (da 43ª para a 42ª posição) e economia doméstica (do 50º para o 49º lugar). Os outros dois indicadores do pilar – comércio exterior e emprego – tiveram queda de um ano para o outro.

“Em relação a performance da economia, tem havido um mistura de bom e ruim para Brasil neste ano. E não é só por causa do que está acontecendo na economia global; as incertezas políticas e econômicas têm impacto sobre o comércio exterior do país”, diz Caballero.

O subfator de comércio exterior caiu mais uma posição neste ano, indo do 50º para o 51º lugar e o subfator “Finanças públicas”, que mede a forma como o governo gerencia seus gastos, foi do último para o penúltimo lugar e agora só perde para a Venezuela.

Os déficits primários (receitas menos despesas antes de pagar os juros da dívida) que o Brasil vem apresentando corroboram a avaliação. O país fechou 2018 com as contas no vermelho pelo quinto ano consecutivo.

O subfator emprego teve uma queda ainda mais dramática: foi de 48º no ranking do ano passado para 56º neste ano. No indicador de “mercado de trabalho”, o país foi chutado da 35ª posição para a 50ª.

A taxa de desemprego no país subiu para 12,4% nos três meses até fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representou um aumento de 7,3% em relação ao trimestre anterior.

O desemprego também prejudicou o país no ranking do pilar “eficiência para negócios”, que foi do 50º para o 57º lugar. Outro subfator desse pilar, “Produtividade e Eficiência” foi do 59º para o 61º lugar.

No pilar infraestrutura, o Brasil caiu da 52ª para a 54ª posição de um ano para o outro puxado especialmente pelo item Eduucação, que foi do 60º para o 61º lugar de um ano para o outro. Esse critério é um dos mais preocupantes para o Brasil, segundo Caballero.

“Países que querem se ranquear melhor em competitividade devem focar não só no jogo de curto prazo, mas também no longo prazo”, avalia o professor.

Ele também ressalta que a América Latina é um destaque negativo em termos de desigualdade social, e mesmo assim o Brasil é quem tem os piores resultado.

No índice de Gini, o país está em penúltimo colocado no ranking geral e em desigualdade de gênero, fica na 58ª posição.

O pilar da Eficiência Governamental permanece com todos os subfatores bem baixos, com exceção de politica de juros, que pulou da 40ª para a 38ª posição.

Veja o ranking completo:

1 – Singapura
2 – Hong Kong
3 – EUA
4 – Suíça
5 – Emirados Árabes
6 – Holanda
7 – Irlanda
8 – Dinamarca
9 – Suécia
10 – Qatar
11 – Noruega
12 – Luxemburgo
13 – Canadá
14 – China
15 – Finlândia
16 – Taiwan (China)
17 – Alemanha
18 – Austrália
19 – Áustria
20 – Islândia
21 – Nova Zelândia
22 – Malásia
23 – Reino Unido
24 – Israel
25 – Tailândia
26 – Arábia Saudita
27 – Bélgica
28 – Coreia do Sul
29 – Lituânia
30 – Japão
31 – França
32 – Indonésia
33 – República Tcheca
34 – Cazaquistão
35 – Estônia
36 – Espanha
37 – Eslovênia
38 – Polônia
39 – Portugal
40 – Letônia
41 – Chipre
42 – Chile
43 – Índia
44 – Itália
45 – Rússia
46 – Filipinas
47 – Hungria
48 – Bulgária
49 – Romênia
50 – México
51 – Turquia
52 – Colômbia
53 – Eslováquia
54 – Ucrânia
55 – Peru
56 – África do Sul
57 – Jordânia
58 – Grécia
59 – Brasil
60 – Croácia
61 – Argentina
62 – Mongólia
63 – Venezuela

Pesquisa da OCDE mostra que Brasil lidera ranking de violência contra professores

Brasil lidera ranking da OCDE de violência contra professores

Pesquisa usa dados de 2013; 12,5% dos docentes relataram agressões semanais

Folha de S. Paulo

Após 20 anos de magistério, Paulo Rafael Procópio, 62, irá abandonar a profissão. A decisão foi tomada no fim do mês passado, após ter sido agredido por um estudante de 14 anos que jogou um caderno em seu rosto e o atingiu com socos.

Paulo lecionava em uma escola estadual em Lins —município paulista com menos de 80 mil habitantes, que registrou outros dois casos de agressão física contra professores em menos de uma semana. A sequência de casos na região reabre o debate sobre um grave problema do contexto educacional brasileiro.

O país lidera um ranking de violência nas escolas elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (alunos de 11 a 16 anos).

O levantamento considera dados de 2013, quando 12,5% dos professores brasileiros ouvidos relataram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos ao menos uma vez por semana. A média entre os 34 países pesquisados é de 3,4%. O Brasil é seguido por Estônia (11%) e Austrália (9,7%).

Além das agressões físicas e verbais, as condições de trabalho são muito estressantes em algumas regiões. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, professores convivem com confrontos armados nos arredores das escolas onde trabalham e ameaças recorrentes de estudantes e familiares.

As consequências dessa realidade para os profissionais da educação são graves. Em 2018, a Secretaria Municipal de Educação concedeu 3.055 licenças por doenças como transtorno ou reação ao estresse, depressão e esquizofrenia – o que equivale a uma licença a cada três horas. O número corresponde a 8% do quadro de professores do município.

O quadro é extremamente complexo e envolve causas de diferentes naturezas. Porém, especialistas ouvidas pela DW Brasil apontam uma relação fundamental entre a violência e a ausência de uma política de convivência escolar no Brasil. Sem um plano que oriente as escolas a prevenir e lidar com o problema, fica-se refém de iniciativas pontuais, que dependem da presença de gestores específicos e podem não ter continuidade, apontam.

A pesquisadora Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM), alerta para o fato de que os estudos sobre a violência contra professores costumam agrupar casos de agressões verbais e físicas, como é o caso do ranking da OCDE.

“A violência contra professores tem que chocar mesmo, é inadmissível. Mas não é tão frequente como as pessoas colocam. O dado também inclui agressões verbais. Não dá para por as duas coisas no mesmo balaio. Às vezes, o aluno reage com um palavrão a algo dito pelo professor. É claro que não poderia falar desse jeito, mas é bem diferente de agredir fisicamente. Alunos que agem assim são ofensivos, mas, por vezes, levam a linguagem que usam cotidianamente entre os pares para a sala de aula”, avalia.

Um estudo realizado pela pesquisadora Maria Díaz-Agudo, na Espanha, em 2015, mostrou que havia características comuns entre os alunos que admitiam ter cometido agressões físicas e verbais contra professores, a maioria meninos entre 12 e 14 anos: múltiplas situações de risco e ausência de proteção; problemas acadêmicos e dificuldades na aprendizagem; maiores taxas de repetência; maior número de faltas sem justificativa e o recebimento de punições com maior frequência.

De acordo com a professora da Unicamp, levantamentos realizados no Brasil revelam um perfil bem semelhante dos jovens que cometem esse tipo de ação violenta. Ela cita como exemplo o estudante de 15 anos que, em agosto de 2017, agrediu a professora Marcia Friggi, em Santa Catarina.

Tratava-se de um adolescente com histórico de violência familiar, que via o pai chegar alcoolizado em casa com frequência e havia sido espancado por ele mais de uma vez. Na ocasião, ele já realizava trabalhos comunitários por ter agredido colegas e era medicado contra ataques de raiva. Além disso, o rapaz apresentava histórico de uso de drogas.

“Chama atenção o fato de que esses alunos são bem conhecidos dos educadores. A relação de suas famílias com a escola é menos frequente. Geralmente, os responsáveis não querem mais ouvir que o filho é agressivo, pois já não sabem o que fazer sobre isso. Se a escola sabe desse perfil, é possível atuar de outra forma”, afirma Telma.

MEDIDAS PARA MELHORAR CONVIVÊNCIA

São diversas as ações apontadas pela pesquisadora como possíveis medidas para melhorar a convivência escolar. Ela lembra que ações coercivas mais duras, como a expulsão do jovem, não irão impedir que ele reproduza o comportamento em outros ambientes. As medidas sugeridas incluem organizar assembleias em salas de aula em que os conflitos possam ser permanentemente trabalhados e envolver os estudantes na elaboração e aplicação de regras.

No estudo realizado na Espanha, foi observado que mais da metade dos jovens que agrediram fisicamente seus professores alegam ter sido agredidos por eles, inclusive fisicamente. O dado revela uma percepção distorcida das ações praticadas por esses estudantes e da assimetria na relação de sala de aula.

Essa característica é associada a uma dificuldade de regulação da raiva, que leva a ações mais impulsivas. Por isso, a atitude de confrontação pode ser um dos principais gatilhos para a violência nesses casos — como uma ordem para que o aluno se retire de sala.

Nesse sentido, a ausência do debate sobre convivência escolar na formação dos professores representa um grande desafio. Na Faculdade de Educação da Unicamp, referência na formação de professores, não há uma disciplina sequer que trabalhe o tema das relações interpessoais.

A ausência desse debate também foi observada nas pesquisas conduzidas pela socióloga Miriam Abramovay, coordenadora da Área de Estudos e Políticas sobre a Juventude da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), que há duas décadas estuda o tema da violência no ambiente escolar.

“A forma de ver quem são os adolescentes e jovens que estão nas escolas não foi repensada, tampouco a forma como nós vamos responder aos seus anseios”, analisa.

Buscando contribuir para suprir a lacuna detectada na formação dos professores, a Flacso lançou recentemente um curso online de um ano e meio sobre juventude, adolescência, violência nas escolas, sexualidade e drogas, voltado a professores e outros profissionais da área de educação.

Uma experiência recente organizada pela Flacso em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou o potencial dessa iniciativa. Em Teresina (Piauí), um formato mais simples do curso foi oferecido de forma presencial a educadores e guardas municipais.

O objetivo, segundo Abramovay, é fazer com que esses profissionais possam olhar para a escola de forma mais científica, saindo do senso comum. “É impressionante como eles descobrem outro mundo, uma escola que não imaginavam”, conta.

Abramovay lamenta, ainda, que as políticas públicas não considerem a relação entre o tema da convivência escolar e indicadores de desempenho.

“Quando acontecem casos de violência, não só o professor se prejudica pessoalmente, como também a escola e todos os alunos. Há consequências na aprendizagem, evasão e repetência. O clima escolar é fundamental para termos escolas de melhor qualidade, que é nossa discussão essencial. Tenho a impressão de que só uma política pública de convivência escolar pode melhorar esse problema”, opina.