Jardim comemora recursos do Plano Safra, mas juros ainda preocupam

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP) comemorou os números anunciados pelo governo no início da noite desta quarta-feira (17) no Plano Safra 2020/2021. Segundo o parlamentar, serão destinados à agropecuária R$ 236,3 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Para o seguro rural, disse o líder, serão repassados R$ 1,3 bilhão.

A cifra para o seguro é importante, salientou Jardim, embora não seja suficiente para a universalização do serviço. “Mas foi um avanço significativo”. De acordo com o deputado do Cidadania, o crescimento dos recursos para o setor agro foram da ordem de 6,5% se comparados ao montante da safra passada, quando foram destinados R$ 225,59 bilhões.

O parlamentar adiantou que os deputados engajados no trabalho pelo aumento dos recursos vão se reunir com os integrantes do Copom ainda hoje. Enquanto falava da tribuna, Jardim recebeu uma mensagem de um parlamentar anunciando que a taxa Selic havia caído de 3% para 2,25%. 

As taxas de juros dos agricultores familiares, segundo o Plano Safra, ficarão entre 2,75 e 4% ao ano. Já os índices para produtores de médio porte vão a 5% em doze meses. Grandes produtores vão pagar 6% ao ano. O líder do Cidadania disse que as taxas de juros ainda são uma preocupação.

Líder Arnaldo Jardim defende Plano Safra com mais recursos e taxas de juros menores

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim, defendeu nesta quarta-feira (17) que “o Plano Safra dê uma resposta mais adequada ao momento que estamos vivendo”, em referência à crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19. O documento deve ser anunciado pelo governo ainda hoje. O parlamentar explicou que trata-se de um conjunto de políticas voltadas ao setor agropecuário, como o montante de linhas de crédito e as taxas de juros a serem praticadas.

Arnaldo Jardim informou que tem mantido contato com a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, e também com a área econômica do governo, inclusive com o ministro da Economia, Paulo Guedes, levando as ponderações do agro. No ano passado, R$ 225 bilhões foram destinados a esse setor. “Acreditamos ser necessário um aumento de recursos e taxas de juros mais adequadas”, apontou.

De acordo com o líder, o dinamismo desse setor é reconhecido por todos. Nos três primeiros meses do ano, a economia amargou uma retração de 1,5%, enquanto a agropecuária fechou o período com crescimento de 0,6%. “É injusto penalizar essa área que tem um dinamismo tão importante na nossa economia”, finalizou Jardim.