Pesquisa do DataSenado mostra que brasileiro é favorável a lei com regras para as redes sociais

Para o senador Alessandro Vieira, o resultado mostra que o projeto de lei de sua autoria que estabelece regras para uso e operação de redes sociais e serviços de mensagens está alinhado com o que o brasileiro quer (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Uma pesquisa do DataSenado mostra que 84% dos brasileiros que usam ou já usaram redes sociais avaliam que a criação de uma lei de combate às fake news vai contribuir para a redução de notícias falsas nessas plataformas. Segundo o levantamento — feito por telefone entre os dias 9 e 11 de junho, com 1,2 mil pessoas —, 33% concordam totalmente com a medida e 51% concordam, enquanto 11% discordam, 4% discordam totalmente e 1% não soube ou preferiu não responder.

Para o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o resultado mostra que o projeto de lei de sua autoria que estabelece regras para uso e operação de redes sociais e serviços de mensagens (PL 2630/2020) está alinhado com o que o brasileiro quer. O projeto está previsto para ser votado pelo Senado nesta terça-feira (23).

“O brasileiro médio é aquele que não está engajado ideologicamente em alguma corrente e não quer receber notícia falsa. Ele não quer ser influenciado por equipamentos ou ferramentas manipuladas por quem tem mais dinheiro e mais recursos”, disse Alessandro Vieira.

Preocupação

Dos entrevistados pelo DataSenado, 55% disseram estar muito preocupados com a quantidade de notícias falsas divulgadas nas redes sociais. Já 32% se disseram um pouco preocupados e 12% nada preocupados.

Três em cada quatro usuários (76%) de redes sociais concordam que, nos ambientes virtuais, notícias falsas ganham mais visibilidade que notícias verdadeiras. E 93% acreditam que as notícias falsas oferecem riscos adicionais no momento atual de crise na saúde pública. Desse total, 46% concordam totalmente com isso; 47% apenas concordam; 4% discordam; 2% discordam totalmente; e 1% não soube ou preferiu não responder.

Na comparação entre notícias falsas e verdadeiras, a maior parte dos participantes do levantamento do DataSenado acredita que as fake news ganham mais visibilidade que notícias verdadeiras e bem apuradas. Segundo a pesquisa, 20% concordam totalmente com isso; 56% concordam; 16% discordam; 7% discordam totalmente; e 1% não soube ou preferiu não responder.

Apesar disso, os cidadãos se dividiram ao meio quando avaliaram a capacidade de distinção entre as notícias falsas e as verdadeiras: enquanto 49% acham que é fácil separar as fake news das “real news” (8% que concordam totalmente com essa afirmativa mais 41% que concordam), 49% não entendem assim (38% discordam da afirmativa enquanto 11% discordam totalmente). Os demais 2% não souberam ou preferiram não responder a essa pergunta.

Ao mesmo tempo, as pessoas entrevistadas avaliam que as redes sociais influenciam muito as pessoas: 30% concordam totalmente com isso; 58% concordam; 9% discordam; e 4% discordam totalmente.

Robôs

Diante dos resultados da pesquisa DataSenado, o senador Alessandro Vieira mostrou preocupação com o fato de que pouco mais da metade dos usuários de redes sociais (54%) tem conhecimento de que existem perfis controlados por programas de computador, os chamados robôs. E 46% não sabem da existência dos robôs. Esses números se referem à faixa da população que tem ou já teve rede social. 

“Quase a metades dos brasileiros não sabe de maneira consciente que interage com robôs na internet. Eles recebem as mensagens e imaginam que estejam dialogando com seres humanos. Para esse público, o impacto das informações articuladas artificialmente é imenso. Molda comportamentos, gera radicalismos, gera problemas”, afirma o parlamentar do Cidadania.

Entre os participantes da pesquisa que têm conhecimento da existência de robôs, 75% afirmam que os perfis controlados por computador devem conter aviso de que as mensagens não são enviadas por pessoas. Já 23% disseram que o aviso não deve existir.

Cientes do impacto das fake news, grande maioria dos entrevistados disse que não decidiu o voto em candidatos com base em informações vistas em redes sociais. Nesse quesito, pouco mais de um quinto dos respondentes disseram que basearam sua escolha em conteúdos a que tiveram acesso pelo Facebook (23%) e pelo Whatsapp (21%). Youtube (15%), Instagram (11%) e Twitter (7%) vêm em seguida.

Os dados também mostram que dois em cada três cidadãos entrevistados (66%) sabem que o Congresso Nacional está debatendo uma proposta de lei para combater as notícias falsas em redes sociais.

O DataSenado apurou que 74% dos entrevistados têm alguma rede social, como WhatsApp, Facebook, Instagram e Twitter. Outros 4%, já tiveram e 22%, nunca se inscreveram em mídias sociais.

Em relação à frequência de uso dos meios de comunicação e das redes sociais como fonte de informação, o DataSenado registrou que o WhatsApp é o mais acessado, seguido pela televisão e por sites de notícias. Facebook, YouTube, Rádio e Twitter vêm em seguida, nessa ordem. (Agência Senado)

Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/06/19/pesquisa-mostra-que-brasileiro-e-favoravel-a-lei-com-regras-para-as-redes-sociais

Rubens Bueno destaca derrubada de veto que retirava recursos da pesquisa

“É inaceitável tentar retirar recursos de instituições de pesquisa como a Embrapa” (Foto: Robson Gonçalves)

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) disse nesta quinta-feira (05) que o Congresso Nacional agiu “corretamente” ao derrubar o veto presidencial que bloqueava as verbas orçamentárias direcionadas ao setor de pesquisa e tecnologia.

“O Parlamento foi correto ao derrubar este veto que comprometia as pesquisas e o futuro do país. Seria inaceitável retirar recursos orçamentários de instituições estratégicas como a Embrapa”, criticou Bueno.


Se fosse mantido, o veto de Bolsonaro atingiria também o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e também permitiria o corte de recursos da Fiocruz, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A emenda que impedia o contingenciamento de recursos na pesquisa é de autoria do líder do Cidadania na Câmara, deputado federal Arnaldo Jardim (SP).

“As bancadas do nosso partido na Câmara e no Senado atuaram firmemente para derrubar este veto. O investimento em ciência e pesquisa é bandeira histórica do Cidadania”, afirmou Rubens Bueno.

Os itens com veto rejeitado pelos deputados e senadores constavam do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2020) e serão promulgados e incorporados à Lei 13.957/2019.

Cidadania quer derrubar veto de Bolsonaro que bloqueou verbas para pesquisa

“Toda vez que se interrompem os repasses de verbas para pesquisa e inovação, se corre o risco de perder tudo aquilo que foi investido”, diz o líder do partido na Câmara, Arnaldo Jardim (Foto: Reprodução)

O líder do Cidadania na Câmara, deputado federal Arnaldo Jardim (SP), disse que a bancada do partido na Casa quer derrubar o veto à emenda de sua autoria que proibiu que o governo bloqueasse verbas para pesquisa, reunidas no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e que são destinadas à Embrapa, Fiocruz, Ipea e IBGE.

Na justificativa do veto, o Palácio do Planalto alegou que não seria possível elevar o nível das despesas obrigatórias e reduzir os gastos discricionários, em que o governo gasta como quer.

“Vamos agir para derrubar o veto do presidente da República”, diz o deputado (Foto: Robson Gonçalves)

“Toda vez que se interrompem os repasses de verbas para pesquisa e inovação, se corre o risco de perder tudo aquilo que foi investido. Agora vamos agir para derrubar o veto do presidente da República e garantir que as verbas para esses setores não sejam suspensas”, afirmou o parlamentar.

O Congresso Nacional – deputados e senadores – se reúne nesta terça-feira em sessão para analisar este e os demais vetos presidenciais.

A emenda de Jardim garantia a continuidade dos investimentos em pesquisa e inovação para setores como a agropecuária, que é a atividade que apresenta mais alta taxa de retorno para o País. Cada real investido significa uma restituição de R$ 12 e R$ 16, segundo o líder do partido na Câmara.

Na Câmara, Cidadania é nota 10

O Ranking de Plenário 2020, divulgado pelo Instituto Monte Castelo (veja abaixo) neste mês, traduz o protagonismo do Cidadania no cenário político nacional. Pela responsabilidade e coerência mantida nas votações das principais matérias de interesse do País, a bancada do partido na Câmara dos Deputados foi reconhecida como uma das mais atuantes da Casa e emplacou diversos nomes no topo da lista.

O deputado federal Daniel Coelho (PE), que liderou a bancada em 2019, recebeu nota 10 e figura na primeira colocação do ranking, ao lado da deputada federal Paula Belmonte (DF). Os deputados Da Vitória (ES), Alex Manente (SP), Marcelo Calero (RJ), Carmen Zanotto (SC) e Rubens Bueno (PR) aparecem com a segunda melhor nota da lista (9,6). A média geral da legenda ficou em 9,5.

Para elaboração do ranking, o instituto determinou pontuações diferentes para 13 propostas debatidas pela Câmara. O resultado obtido pelo Cidadania, neste caso, está associado ao fato do partido ter votado fechado a favor de diversas matérias, como a reforma da Previdência, o Pacote Anticrime, a Medida Provisória da Liberdade Econômica e a redução do valor gasto com o fundo eleitoral.

A ideia, segundo a pesquisa, é “avaliar quais deputados federais contribuem para a construção de um País mais seguro, livre e próspero”.

“Isso implica, no Brasil atual, no respeito às instituições, na liberdade de empreender, no combate incessante à corrupção, no rigor contra o crime”, diz o documento divulgado pelo Instituto.

Instituto Monte Castelo

O Instituto Monte Castelo é um centro independente de pesquisa em políticas e legislação. Com sede em Brasília, foi fundado em julho de 2017, “e tem a independência como princípio inegociável”. O centro de estudos não recebe recursos de governos ou de partidos políticos.

Pesquisa aponta declínio da imagem do Poder Judiciário

Não acreditam na independência do Poder 61% dos pesquisados, mostra rodada do levantamento “A Cara da Democracia” (Foto: Reprodução)

Pesquisa detecta declínio da imagem do Judiciário

Ricardo Mendonça — Valor Econômico

Um dos aspectos que chamam a atenção na mais recente rodada da pesquisa “A Cara da Democracia” é o declínio da imagem positiva do Poder Judiciário. Num período em que até o Congresso Nacional e os partidos esboçaram alguma melhoria, a confiança na atuação de magistrados despencou.

Em março de 2018, 33,9% dos brasileiros não confiavam no Poder Judiciário, outros 22,2% diziam confiar pouco. Na pesquisa mais recente feita com o mesmo método, essas taxas subiram para 38,2% e 24,1%, respectivamente (confira no gráfico acima).

Tendência no sentido oposto foi observada no grupo dos que dizem confiar muito no Poder Judiciário. Eram 12,9% dois anos atrás, são 8,3% agora.

Para o cientista político Leonardo Avritzer, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a exposição excessiva do Judiciário ajuda e explicar essa tendência. “A população reage às mazelas, como os privilégios, o corporativismo exacerbado”, afirma.

A tomada de decisões em ambiente politico muito polarizado também pode ter contribuído para o desgaste, avalia.

Outros recortes da pesquisa apontam para a mesma direção. Apenas 26% dos brasileiros acreditam que o Judiciário toma decisões sem ser influenciado por políticos, empresários ou outros interesses. 61% não acreditam na independência, outros 13% não souberam responder.

Fonte: https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/01/27/pesquisa-detecta-declinio-da-imagem-do-judiciario.ghtml

45% reprovam atuação de deputados e senadores, mostra pesquisa Datafolha

Reprovação é 10 pontos percentuais a mais do que no final de agosto (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Reprovação a deputados e senadores volta a subir e atinge 45%, diz Datafolha

Índice dos que consideram ruim ou péssimo o trabalho de congressistas era de 35% no final de agosto

Ranier Bragon – Folha de S. Paulo

Tendo assumido o mandato em meio a uma onda renovadora, antissistema e de forte apelo conservador, os atuais congressistas não conseguiram até agora alterar o histórico cenário de descrédito popular.

De acordo com pesquisa do Datafolha realizada no início deste mês, 45% dos eleitores reprovam o trabalho de deputados federais e senadores, dez pontos percentuais a mais do que no final de agosto —apenas 14% o aprovam, oscilação negativa de dois pontos percentuais em relação ao último levantamento.

Os números do instituto mostram uma piora no quadro no decorrer deste primeiro ano da nova legislatura.

No final de 2018, a onda que elegeu Jair Bolsonaro levou a população brasileira a demonstrar expectativa otimista: 56% dos entrevistados diziam acreditar que os novos congressistas teriam um desempenho ótimo ou bom, número superior ao verificado antes das duas legislaturas anteriores (49% e 40%).

Após a posse, em fevereiro de 2019, o Datafolha já realizou quatro pesquisas sobre o desempenho dos congressistas. Enquanto o índice dos que consideram ótimo ou bom o trabalho de deputados e senadores caiu de 22% para 14%, a rejeição foi de 32% para 45%.

Em outubro de 2018, os eleitores patrocinaram a maior renovação na Câmara desde pelo menos 1998, reduzindo o rol de reeleitos a menos da metade das 513 cadeiras.

Até então nanico, o então partido de Bolsonaro, o PSL, elegeu 52 deputados, tornando-se a segunda maior bancada da Casa. A primeira continuou sendo a do oposicionista PT.

O resultado das urnas mexeu também com o perfil da Câmara, elevando a representação de militares e líderes evangélicos, enquanto a de professores e médicos registrou queda.

O principal projeto aprovado por deputados e senadores em 2019 foi a reforma da Previdência, cuja votação foi concluída na Câmara em agosto e, no Senado, em outubro.

Em meio à falta de articulação do governo Bolsonaro, o Congresso foi protagonista não só nas mudanças previdenciárias, mas assumiu a frente de outras decisões no campo econômico, além de barrar várias medidas do Planalto no campo dos costumes.

Sob o comando do deputado Rodrigo Maia (RJ) e do senador Davi Alcolumbre (AP), ambos do DEM, o Congresso amenizou, por exemplo, a flexibilização de porte e posse de armas e rejeitou ou engavetou —tornando-as sem efeito— várias medidas provisórias editadas pelo presidente da República, assim como derrubou vetos dele a leis aprovadas pelos parlamentares.

Bolsonaro assumiu com o discurso de que alteraria a forma de se relacionar com o Executivo e tentou negociar com frentes parlamentares (como a evangélica e a ruralista) em vez de partidos. O modelo tem mostrado limitações e ocasionou derrotas governistas ao longo do ano.

Crítico durante a campanha eleitoral do chamado toma lá, dá cá, ele reduziu a nomeação de apadrinhados dos parlamentares para cargos públicos, mas incrementou a promessa de liberação de verbas do Orçamento para deputados e senadores.

Os atuais números de avaliação popular do Congresso ainda são melhores do que os picos de reprovação registrados no final de 2017 (60%), pouco após a Câmara barrar pela segunda vez o afastamento do presidente Michel Temer (MDB), e em 1993 (56%), ano de hiperinflação e data da revelação do desvio de recursos federais para o bolso de políticos, escândalo que ficou conhecido como o dos anões do Orçamento.

Mas estão ligeiramente piores do que a média das 70 avaliações realizadas pelo Datafolha nos últimos 26 anos —15% de aprovação e 39% de rejeição. No período, a única vez que a avaliação positiva esteve numericamente acima da negativa foi em dezembro de 2003, primeiro ano da primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

“É um desgaste natural diante do ambiente negativo em relação aos partidos e políticos em geral, que persiste desde 2013”, avalia o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino. “Evidência disso é a taxa de eleitores sem partido de preferência, que permanece acima de 60%.”

Na comparação com o final do primeiro ano de cada uma das seis legislaturas anteriores, a avaliação popular do atual Congresso tem números piores dos que os de 1995, 1999 e 2003.

É similar aos de 2007 e só é melhor do que os de 2015, época em que a Câmara havia dado início ao processo que resultaria, meses depois, no impeachment de Dilma Rousseff (PT). O instituto não realizou pesquisa no final de 2011.

Na atual pesquisa, o Datafolha ouviu 2.948 pessoas em todo o Brasil, nos dias 5 e 6 de dezembro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/12/reprovacao-a-deputados-e-senadores-volta-a-subir-e-atinge-45-diz-datafolha.shtml

Marcelo Calero condena corte de bolsas da Capes

O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) ocupou o microfone de aparte da tribuna da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (03), para condenar o cancelamento de mais de cinco mil bolsas de pós-graduação oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Para o parlamentar, o Ministério da Educação deve prestar esclarecimentos sobre o corte que, na sua visão, prejudicará o andamento de projetos importantes para o desenvolvimento do País.

Segundo Calero, o financiamento de pesquisas é fundamental “para reforçar o papel do Brasil como espaço do pensar, onde se desenham novas tecnologias”.

“É realmente lamentável que isso aconteça e acho que o Ministério da Educação tem que dar esclarecimentos sobre isso. Nesse momento, do curso da humanidade, a gente parar de investir em bolsas para tecnologia é realmente lamentável”, disse o deputado.

O cancelamento, que afetará 6% dos 92.680 incentivos mantidos atualmente, foi feito em razão do contingenciamento de recursos no Governo Federal. A Capes, neste sentido, teve R$ 819 milhões bloqueados de um orçamento anual de R$ 4,2 bilhões. O Rio de Janeiro, estado pelo qual Marcelo Calero foi eleito, é o terceiro mais atingido, com corte de 684 bolsas, atrás apenas para São Paulo e Rio Grande do Sul, que tiveram 1.673 e 725 incentivos perdidos, respectivamente.