Para Eliziane Gama, saída de Pazuello tem de significar mudança na forma de combate à pandemia

‘De nada adianta mudar o gestor e manter o negacionismo, a defesa dos tratamentos que não funcionam’, diz a senadora sobre a substituição do general no Ministério da Saúde (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

A líder do bloco parlamentar Senado Independente, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), refoçou nas redes sociais as críticas à gestão do general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde e disse que a indicação do cardiologista Marcelo Queiroga para a pasta, nesta segunda-feira (16), precisa significar uma mudança na forma como o governo combate à pandemia de Covid-19 no País.

“É fundamental que a saída do ministro Pazuello signifique uma mudança de rumo na forma como o presidente encara a pandemia. De nada adianta mudar o gestor e manter o negacionismo, a defesa dos tratamentos que não funcionam. Queremos vacina e respeito aos 280 mil brasileiros vítimas da Covid”, postou a senadora em seu perfil no Twitter.

Pazuello deixa o cargo com o Brasil no epicentro da pandemia do novo coronavírus, incertezas e atrasos na vacinação, além da recomendação de medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente contra a Covid.

O general será substituído por Marcelo Queiroga, o quarto ministro da Saúde no governo Bolsonaro,  e também o quarto ministro a ocupar a pasta desde o início da pandemia.

“Que o novo ministro tenha total autonomia no comando do Ministério da Saúde. Enquanto o governo não entender que a ciência precisa ser colocada à frente de ideologia política, continuaremos a ver o número de mortes crescendo exponencialmente. Basta de irracionalidade”, afirmou Eliziane Gama na rede social.

Alessandro Vieira: Paciência sobre indefinição da CPI da Covid-19 está se esgotando

Para o senador, fala do ministro da Saúde na audiência pública de fevereiro do Senado não convenceu sobre empenho do governo no combate à pandemia no País (Foto: Reprodução/William Borgmann)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), disse que a paciência diante da indefinição da criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 na Casa está se esgotando. O pedido da investigação para apurar as ações e eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus está parado há quase um mês na mesa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

 “[A CPI] É um instrumento de fiscalização importante”, afirmou o senador, que não ficou convencido com as explicações do ministro da Saúde Eduardo Pazuello na audiência pública promovida pelo Senado, em fevereiro, sobre as ações da pasta e do governo para conter a pandemia do coronavírus no País.

O pedido de criação da CPI da Covid-19 foi apresentado em 4 de fevereiro. A pressão pela investigação ganhou força após o presidente Jair Bolsonaro voltar a criticar o isolamento físico, acirrar o conflito com governadores sobre destinação de recursos federais para o combate da pandemia, e ainda pelo  fornecimento de vacinas por parte do Ministério da Saúde seguir incerto. 

O requerimento da CPI  foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)  e tem a assinatura de 30 parlamentares:

1. Randolfe Rodrigues (Rede)

2. Jean Paul Prates (PT)

3. Jorge Kajuru (Cidadania)

4. Fabiano Contarato (Rede)

5. Alessandro Vieira (Cidadania)

6. Rogério Carvalho (PT)

7. Renan Calheiros (MDB)

8. Eduardo Braga (MDB)

9. Rodrigo Cunha (PSDB)

10. Lasier Martins (Podemos)

11. Zenaide Maia (PROS)

12. Paulo Rocha (PT)

13. Leila Barros (PSB)

14. Styvenson Valentin (Podemos)

15. Acir Gurgacz (PDT)

16. Álvaro Dias (Podemos)

17. Mara Gabrilli (PSDB)

18. Plínio Valério (PSDB)

19. José Reguffe (Podemos)

20. Humberto Costa (PT)

21. Cid Gomes (PDT)

22. Eliziane Gama (Cidadania)

23. Major Olímpio (PSL)

24. Omar Aziz (PSD)

25. Paulo Paim (PT)

26. José Serra (PSDB)

27. Tasso Jereissati (PSDB)

28. Weverton (PDT)

29. Simone Tebet (MDB)

30. Rose de Freitas (MDB)