Música é coisa de criança no #ProgramaDiferente

Especial do programa mostra como a música transforma a vida de todas as pessoas, principalmente crianças e adolescentes (Foto: Foto: Ciete Silvério)

Neste especial do Dia da Criança, num período estranho que o Brasil e o mundo vivem, de obscurantismo e desestímulo às artes, à cultura e à educação, o #ProgramaDiferente (veja abaixo) mostra como a música transforma a vida de todas as pessoas, principalmente de crianças e adolescentes.

São exemplares e precisam ser replicadas, entre outras, ações como a Orquestra Sinfônica Heliópolis, do Instituto Baccarelli, que é reconhecida internacionalmente por sua qualidade artística e pelo extraordinário resultado social na formação pessoal e profissional de jovens de famílias humildes da periferia. (#Suprapartidário)

Roberto Freire lamenta influência do fundamentamo religioso na Escola de Música da UFRJ

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, lamentou em publicação nas redes sociais, nesta quinta-feira (5), reportagem do jornal “O Globo” que revela resistência de alunos evangélicos da Escola de Música da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)  contra a música sacra afro-brasileira. Para o dirigente, o fundamentalismo religioso evangélico provoca “estragos” em parte da juventude do País.

“Uma tristeza imensa conhecer dos estragos que o fundamentalismo religioso evangélico começa a provocar em parcela da juventude brasileira alienação de deuses e diabos misturado com posturas racistas anuncia a tragédia de ovo da serpente de uma nefasta questão religiosa no pais”, disse.

Segundo a reportagem de “O Globo” (veja aqui), o estudo do repertório sacro na UFRJ enfrenta o desafio de alunos que se manifestam contrários ao ensino de músicas que vão contra suas convicções religiosas. Alguns chegam até mesmo a trancarem suas matrículas em determinadas disciplinas para evitarem repertórios afro-brasileiros.

De acordo com o coordenadora do Africanias (grupo de pesquisa de repertório brasileiro, com ênfase nas influências negra e indígena), Andréa Adour, a relação de músicas que provocam reações contrárias passa por obras de compositores como Francisco Mignone e Villa-Lobos.

“Tivemos polêmica com “Cânticos de Obaluayê”, de Francisco Mignone, “Abalogun”, de Waldemar Henrique, “Xangô”, de Villa- Lobos. E até com músicas que não falam de orixás, mas que têm palavras como “macumba”, como é o caso de “Estrela é lua nova”, de Villa-Lobos”, ressaltou a professora.

A matéria do jornal destaca ainda que o País enfrenta um grave problema com o crescimento do fundamentalismo religioso, e que é de conhecimento que a criação de igrejas no Brasil é um negócio rentável devido a imunidade fiscal, dentre outras benesses, que os templos recebem do poder público.

Sobre esse assunto, Roberto Freire sugere a leitura do artigo desenvolvido pelo advogado David Telles explicando o sistema de imposto sobre o financiamento das igrejas na Alemanha, mais conhecido como Kirchensteuer (veja aqui).