Eliziane Gama pede comissão para acompanhar investigação de assassinato de garota indígena

‘O Brasil inteiro está estarrecido com o que têm ocorrido em relação aos povos indígenas’, diz a senadora (Foto: Reprodução/O Globo)

A líder da Bancada Feminina do Senado, Eliziane Gama (Cidadania-MA), protocolou nesta quinta-feira (28) requerimento de criação de uma comissão externa para acompanhar o processo de investigação do estupro e morte de uma menina da etnia yanomâni de 12 anos na região de Waikás, em Roraima, e denúncias de invasões de terras indígenas e de violência contra povos indígenas na região Amazônica.

“O Brasil inteiro está estarrecido com o que têm ocorrido em relação aos povos indígenas, como é o caso desse crime bárbaro que, segundo denúncias, teria sido cometido por garimpeiros, o que traz sobre nós a grande responsabilidade do aprofundamento dessa investigação”, disse a senadora, ao informar que também irá solicitar audiência com o diretor da Polícia Federal para pedir providências e ações efetivas sobre o caso.

Para Eliziane Gama, a omissão do governo federal tem contribuído para a escalada da violência contra à população indígena, sobretudo em relação à questão da exploração mineral nas comunidades.

“Tem de haver uma apuração rigorosa desse caso, que expõe o Brasil, os nossos povos indígenas e coloca sobre nós a responsabilidade premente de fazer aquilo que está na Constituição Federal, que é a proteção e defesa dos nossos povos indígenas”, disse a senadora.

Milton Coelho da Graça: Uma imensa perda

Em nota pública (veja abaixo), o Cidadania lamentou a morte do jornalista Milton Coelho, aos 90 anos, neste sábado (29), no Rio de Janeiro.

Uma imensa perda

O nosso Partido perdeu, na madrugada de hoje, na cidade do Rio de Janeiro, aos 90 anos, vítima da Covid, um de seus militantes mais respeitados e queridos, o jornalista Milton Coelho da Graça, formado em Direito e em Economia. Ele aderiu ao PCB logo após o chamado Relatório Kruschev, que denunciou os crimes de Stalin, em 1956. Integrante do Comitê Universitário, atuou ao lado de seus amigos cariocas Givaldo Siqueira e Maurício Azedo. Deslocado para Pernambuco, a fim de dirigir o jornal Ultima Hora Nordeste, ele chegou a ser designado Secretário de Estado durante o importante governo de Miguel Arraes, às vésperas do golpe militar de 1964. Ficou preso, durante nove meses no Recife, dividindo a cela com Gregório Bezerra e o próprio Arraes.

Profissional dos mais requisitados da imprensa brasileira, ele foi editor e diretor de redação de jornais como O Globo, Última Hora, Jornal do Comércio, Jornal dos Sports, Gazeta Mercantil, do qual foi correspondente em Nova York, e revistas como Realidade, Placar e Istoé. Também foi editor do portal Comunique-se.

Durante o período da ditadura, ajudou a criar jornais clandestinos, juntamente com Marco Antônio Coelho e Ivan Alves. Editor do clandestino Notícias Censuradas, foi preso em São Paulo, em 1975, e cumpriu seis meses de cadeia. Em sua vida, foi encarcerado oito vezes e, mesmo barbaramente torturado, nunca fraquejou.

Quando da formação do Partido Popular Socialista (hoje Cidadania23), em 1992, não hesitou em apoiar a nova proposta, consciente da necessidade de combinar Democracia e transformação social para o bem do Brasil.

Milton Coelho da Graça vai deixar saudades. Seu bom humor e otimismo sempre nos acompanharão. Queremos prestar aqui a nossa solidariedade à sua querida esposa Leda e aos seus filhos Flávio, Guilherme, Djamila, com votos de muita paz e tranquilidade.

Brasília, 29 de maio de 2021

Roberto Freire

Presidente nacional do Cidadania23”

(Foto: Reprodução/Bruno Poletti/Folhapress)