“Não podemos politizar o combate ao coronavírus”, diz Carmen Zanotto

A relatora da comissão externa disse a união de forças pode ajudar o país a enfrentar a pandemia (Foto: Robson Gonçalves)

A relatora da comissão externa do coronavírus , deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), disse, nesta quarta-feira, que as disputas políticas não podem contaminar as medidas de combate à propagação do coronavírus.

“O País só sairá dessa crise se houver união. A batalha contra esse vírus não pode ser transformar em palanque político, numa guerra federativa, alertou.

Para a parlamentar, o momento de crise na saúde exige que as dissensões políticas devem ser deixadas de lado.

“Não podemos politizar o combate ao coronavírus. Temos que buscar a convergência. Só com união de forças poderemos enfrentar essa pandemia.Todos devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde, que é autoridade sanitária máxima: do presidente da República ao cidadão comum deste país”, ressaltou a deputada.

A fala de Carmen Zanotto aconteceu em reunião, por teleconferência, da comissão externa, que aprovou moção de apoio ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que vem enfrentando críticas por causa do distanciamento social, que atinge, principalmente por idosos e portadores de doenças crônicas.

Para colegiado, que tem médicos e especialistas entre seus integrantes, Mandetta e os técnicos do Ministério da Saúde vêm seguindo, “com responsabilidade e competência”, as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O nosso apoio é incondicional ao trabalho desenvolvido por Mandetta e pelos técnicos do Ministério da Saúde. O isolamento social é importante para evitar um colapso no SUS. A correria aos hospitais é tudo que não precisamos neste momento”, afirmou Carmen Zanotto, que coordena a Frente Parlamentar Mista da Saúde.

O apoio oficial da comissão foi extensivo aos gestores públicos nos estados e municípios, médicos, enfermeiros, pesquisadores e demais trabalhadores que trabalham “diuturnamente” na batalha contra o coronavírus.

A convite do Cidadania, Mandetta participa nesta quarta-feira de debate sobre coronavírus

A deputada Carmen Zanotto é a autora do requerimento de comissão geral (Foto: Robson Gonçalves)

O Plenário da Câmara dos Deputados vai debater na quarta-feira (11), em comissão geral, as ações preventivas de vigilância sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao enfrentamento do coronavírus.O debate, marcado para as 13h55, ocorre a requerimento da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC). Ela foi relatora do projeto que deu origem à lei que regula a situação de emergência para combater o coronavírus (Lei 13.979/20).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta participará da comissão geral da parlamentar. A outra convidada é a doutora Ho Yeh Li, especialista em doenças infecciosas e parasitárias. A médica do Hospital das Clínicas de S. Paulo fez parte da equipe acompanhou os brasileiros que estavam Wuhan (China) para ao Brasil.

Carmen Zanotto também é relatora da comissão externa da Câmara que acompanha o enfrentamento do coronavírus da parte das autoridades de saúde em todo o país. Até agora, há 34 pessoas com a Covid-19 em estados e no Distrito Federal.

Diálogo

Para Zanotto, a vinda de Mandetta à Câmara é importante para a prestar contas das ações de prevenção que vêm sendo tomadas pelo Ministério da Saúde para conter a propagação do vírus no país. Ela também destacou o diálogo que vem sendo mantido entre a comissão externa e o Ministério da Saúde. “É importante destacar que o Parlamento, por meio da comissão externa, tem feito o acompanhamento diário das medidas que estão sendo tomadas pelo governo. O diálogo com o Mandetta tem sido permanente”, afirmou Zanotto.

Ministro da Saúde garante a Carmen Zanotto que não haverá desabastecimento de medicamentos

Em reunião na tarde desta terça-feira (16) com a presidente da Frente Parlamentar Mista da Saúde, deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC), e representantes da Sociedade Brasileira de Diabetes, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, garantiu que a suspensão de contratos com laboratórios nacionais não prejudicará o abastecimento de medicamentos no País.

“O ministro Mandetta nos assegurou que a portaria que suspendeu temporariamente os contratos não vai prejudicar a distribuição de remédios em todo o país. Essa declaração traz alívio para os milhares de pacientes que estão apreensivos. Essas pessoas não podem interromper o tratamento”, disse Carmen Zanotto.

Publicada em julho passado, a portaria do Ministério da Saúde suspende Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com laboratórios públicos que fornecem 19 produtos para milhares de pacientes, como insulina, para diabéticos, e everolimo, para transplantados, e para o tratamento do câncer.  Todos os produtos são fornecidos gratuitamente pelo SUS. (Sistema Único de Saúde)

Nota Pública

De acordo com o ministério, a “suspensão temporária” permitirá que os laboratórios apresentem medidas para reestruturar o cronograma de ações e atividades. Desde 2015, 46 PDPs passaram por processos de suspensão e atualmente 87 parcerias estão vigentes, segundo a nota.

“Trata-se de uma medida regular e recomendada pelos órgãos de controle. Toda e qualquer parceria que estiver em desacordo é suspensa para avaliação”, acrescentou  Mandetta.

Para a parlamentar do Cidadania de Santa Catarina, que é vice-presidente da Frente Mista da Diabetes, “o mais importante é termos a garantia do ministro (da Saúde) de  que a medida não afetará o atendimento à população”.

Sociedade Civil

Segundo Hermelinda Pedrosa, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Brasil é o quarto país com o maior número de pessoas com diabetes no mundo. A estimativa é que o país chegue a 26 milhões de diabéticos nos próximos anos.

Em evento da Frente de Saúde, Carmen Zanotto pede mais diálogo e ministro elogia atuação da deputada 

Em lançamento oficial da Frente Parlamentar Mista Saúde, nesta quarta-feira, a deputada lfedera Carmen Zanotto (Cidadania-SC) pediu ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que a pasta amplie o diálogo com os colegiados que atuam no Congresso Nacional sobre o tema e com os Conselhos de Saúde.

“Precisamos nos aproximar mais, ter uma articulação maior com o ministério, para podermos trabalhar juntos, inclusive com os Conselhos de Saúde, na busca de ações positivas para a saúde da população brasileira”, afirmou Carmen Zanotto, que preside a Frente.

Neste ano da realização da 16ª Conferência Nacional de Saúde, a parlamentar disse que o estreitamento do diálogo é importante para fazer avançar a busca por uma saúde pública de qualidade.

“O SUS [Sistema Único de Saúde] é a maior conquista da sociedade brasileira, mas precisamos nos unir para tirar o Sistema do subfinanciamento. Só assim poderemos vencer os gargalos no atendimento em todas as regiões deste imenso Brasil”, disse.

A solenidade de lançamento da Frente Parlamentar da Saúde, na Comissão de Seguridade Social e Família, também foi marcada pelo início dos trabalhos da Subcomissão Permanente de Saúde, que também é presidida por Carmen Zanotto.

Elogios

Em sua fala, o ministro Mandetta elogiou a atuação parlamentar da deputado do Cidadania não só na defesa da saúde pública como também dos temas importantes para a população brasileira.

“Por seu notório saber em saúde pública, sua militância permanente favor do SUS, com seu poder de articulação, com certeza, saberá comandar com sabedoria, diálogo e bom senso esta Frente”, elogiou.

Guarda-chuva

Luiz Henrique Mandetta defendeu ainda que a Frente Parlamentar Mista da Saúde, que é integrada por 175 deputados de 23 senadores, seja o “grande guarda-chuva” das outras 17 frentes que atuam no Congresso Nacional sobre o tema saúde.

“Essa aproximação é importante para que o ministério possa ter uma interlocução conjunta para melhor  atendimento das demandas da sociedade”, disse.