Bancada do Cidadania no Senado: Bolsonarismo, uma ideologia que divide a Nação

Essa insanidade oficial não pode continuar. E o Congresso Nacional coonestar com esses crimes de lesa pátria (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Bolsonarismo, uma ideologia que divide a Nação

A Liderança do Cidadania no Senado Federal manifesta a sua preocupação crescente com as ações do governo federal em quase todas as suas esferas, cada vez mais marcadas por uma ideologia intolerante, arcaica, a-histórica e que divide perigosamente a Nação.

Uma coisa é o governo eleito democraticamente buscar a execução de seu programa, pautando-se pelas regras da democracia, da tolerância, do diálogo. Outra, é agarrar-se a ideias preconcebidas, sem qualquer originalidade, que apenas seguem uma espécie de central de extrema direita, xenófoba e que tem como objetivo, ao final, destruir diferenças e a própria democracia que embala muitos países do mundo e também o Brasil.

Vemos a toda hora o presidente tentando desmoralizar a mídia estruturada e destruir os seus modelos legítimos de negócio; seus seguidores agredindo fisicamente os profissionais da comunicação; o governo alimentando fake news por toda parte como estratégia para afirmar suas narrativas e concepções tortas e intoleráveis.

Vemos representantes institucionais da cultura empenhados na destruição das variadas culturais nacionais; uma Funai que parece não se importar com a possibilidade de dizimação de comunidades indígenas inteiras pela Covid19, e confrontando ONGs e instituições internacionais humanistas quando devia buscar o seu apoio, até financeiro, em momento tão grave gerado pela pandemia.

Essa insanidade oficial não pode continuar. E o Congresso Nacional coonestar com esses crimes de lesa pátria.

O seu povo e a cultura são o que uma Nação tem de melhor.

Eliziane Gama, líder da bandada

Liderança do Cidadania na Câmara esclarece atuação da bancada na votação da reforma da Previdência

A liderança do Cidadania na Câmara dos Deputados divulgou, nesta sexta-feira (12), nota (veja abaixo) de esclarecimento sobre os posicionamentos da bancada do partido na votação da reforma da Previdência.

O documento destaca que o Parlamento é um local democrático que muitas vezes exige estabelecimento de acordos, e ressalta que os deputados do partido atuam, e sempre atuarão, em busca de proteger as classes menos favorecidas da sociedade brasileira.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

As batalhas exigem, antes de tudo, estratégia e boa execução do que foi planejado. Dentro de um espaço onde se busca conquistar algo, por vezes, em algumas etapas, o recuo ou a concessão não podem ser interpretados como derrota. Tais movimentos se fazem necessários no processo para se obter a vitória em algo maior.

O ambiente da negociação política onde ocorre a votação da reforma da Previdência (PEC 06/2019) é um campo aberto onde, necessariamente, é preciso articular, propor, conceder, ceder, avançar, recuar. Sem estes movimentos, a derrota pode ser inevitável.

O Cidadania na Câmara, durante todo o processo de tramitação desta reforma, tem posto em prática um dos seus princípios mais elementares: a defesa dos mais pobres e a busca da justiça social. É preciso destacar que a bancada é signatária do manifesto que exigiu a retirada da capitalização, do Benefício de Prestação Continuada (BPC), da atividade rural do rol de modificações a serem feitas pela reforma da Previdência. E assim foi conquistado. Estes itens estão fora do texto-base.

Em plenário, o jogo é bruto. E o partido na Casa não tem arredado o pé para, novamente, manter coerência com seus princípios. No equilíbrio entre não fazer oposição irresponsável, numa matéria tão importante para o Brasil, e não distanciar o olhar da base da pirâmide da base social, o time do Cidadania na Câmara conquistou espaços para interferir no texto da reforma. É preciso lembrar: são apenas 8 deputados federais, mas com gigante capacidade de articulação.

Entre a noite de quinta-feira e madrugada desta quinta, só para citar como recorte temporal, a bancada trabalhou para aprovar a redução de 20 para 15 anos a idade mínima para os homens se aposentarem. Também atuou de forma decisiva para votar e colocar na reforma o direito às mulheres de se aposentarem com a integralidade do salário após 35 anos de contribuição.

Entretanto, por acordo político, se comprometeu com as demais lideranças partidárias a votar favoravelmente no destaque que diminuiu a idade para aposentadoria de policiais da União. A garantia do voto não se deu por pressão. É negociação.

Quem tem o mínimo conhecimento de Parlamento sabe que não há articulação diferente disto. É preciso lembrar que não se pode analisar fatos e decisões por atos isolados. Até este instante, o saldo é positivo para o partido no alcance de seus objetivos no mérito da PEC 06/2019.

A votação da reforma continua na Casa e o Cidadania seguirá na mesma toada: buscar ainda mais interferir em favor das classes menos favorecidas.

Brasília, 12 de julho de 2019

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA LIDERANÇA DO CIDADANIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS