Jovens do Cidadania lançam corrente “Ousadia” com o objetivo de contribuir na transformação do País

Jovens filiados ao Cidadania lançaram, nesta quinta-feira (23), o movimento “Ousadia” (veja abaixo o manifesto) com o objetivo de impulsionar a luta da juventude e contribuir nos debates e as propostas partidárias. Além disso, a iniciativa tem como finalidade somar esforços para transformar o País em uma nação mais justa e igualitária.

Movimento Ousadia

Prezadas e prezados camaradas do Cidadania 23 nós, membros da juventude partidária, viemos a publico anunciar o lançamento de uma iniciativa que parte de nós e da nossa vontade coletiva de impulsionar a luta jovem dentro do Cidadania . Avaliamos que estamos no momento de somar, que a participação cada vez maior da juventude no partido e na política nacional pode fazer a diferença, e é preciso construir essa conquista com OUSADIA. (Nós que lutemos!)

O momento vivenciado na política brasileira é preocupante e desafiador. Porém, a despeito da narrativa pessimista, é necessário fortalecer frentes propositivas de atuação e que gerem impacto social relevante. A garantia de um futuro para as próximas gerações depende do contato dos jovens com a política, pois a participação da juventude é essencial para a consolidação de uma cultura política corajosa e efetivamente organizada. Surgirmos do anseio de efetivação do movimento jovem do Cidadania23, da necessidade de horizontalização dos processos tendo como prioridades urgentes a convocação de um congresso e a produção coletiva de um novo estatuto para a juventude.

A nossa disputa não é interna, mas sim com algo maior. Os desmandos dos governos municipais, estaduais e o nacional precisam ser enfrentados e nós, jovens, temos que protagonizar essa luta. Acreditamos que a união da juventude do CIDADANIA pode fazer a diferença e por isso contamos com todos da J23 juntos nessa grande construção.

Parafraseando o presidente Roberto Freire “não é o que o partido tem a oferecer, mas o que você fará pelo partido” e nós podemos fazer muito. Podemos construir o futuro e nos distanciar do jeito antigo de fazer política.

Convidamos todas e todos para conhecer e compor o movimento OUSADIA. Confira a nossa plataforma, nos ajudem a crescer, diversificar nossas ideias e consolidar nossa bandeira como algo que represente a identidade da J23, pois com vocês em nossa luta a iniciativa estará completa. Sejam bem-vindos!

(NOME/UF/MOVIMENTO)

  1. Mariana Gomes da Rocha – MS – M23 Nacional / J23
  2. Luis Eduardo Lelis – PR – Livres / Igualdade 23 / J23
  3. Graziella Mendes de Carvalho – RJ – Livres / Acredito / M23 / Diversidade / Igualdade / J23
  4. Keyla Gabrielli de Oliveira – PR – Diversidade / J23
  5. José Custódio Carneiro Júnior – PB – J23
  6. Bruno de Arruda Rodrigues – Juventude23 / Acredito
  7. Israel Athayde – PA – Livres / Renovabr / MLP / Aje Pará
  8. Felipe Carlos – RJ – Livres / Diversidade 23 / J23
  9. Karla Falcão – PE – Livres/M23/Juventude23
  10. Adreyelle Mendes – DF – Juventude23
  11. Juliet Matos – M23/D23/J23/DN
  12. Vinícius Pierre – RJ – Movimentos / J23
  13. Gustavo Henrique – PE- J23/ACREDITO
  14. Lucas Almeida Franceschi – PR – Livres / Diversidade / J23
  15. Gabriel Drummond – RJ – J23/Acredito/Livres
  16. Bernald Jonhson PE- Acredito
  17. Kennedy Vasconcelos Júnior/ Juiz de Fora-MG/Movimento ACREDITO, RenovaBR, Frente Nacional de Negros e Negras.
  18. Renata Cezar/ SP/ RenovaBr
  19. Eullys Alves- PE- Acredito/J23
  20. João Gabriel Raddi – PR – Diversidade 23
  21. Fagner Barroso / PE / J23
  22. Bia Nóbrega / DF / Livres
  23. Francisco Layon – PE – Livres/J23
  24. Rebeca Vitória – PE/ J23
  25. Gabriel Marques – SP / D23
  26. Alexandre Freitas – RJ / Acredito/ J23
  27. Loreny – SP – M23/J23
  28. Caroline – RO – M23/J23
  29. Gleyce Prata – RO M23/J23 – Comissão de Ética Cidadania RO.
  30. Guilherme França – GO /J23
  31. Ninã Victor – SE – J23

Conheça a Plataforma

FAP realizará IV Encontro de Jovens com participantes de todo o Brasil

“A nossa preocupação é estar constantemente com a juventude”, diz presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire (Foto: FAP)

Quase 100 pessoas devem se reunir no IV Encontro de Jovens, que será realizado pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), de 15 a 18 de janeiro de 2020, em Corumbá de Goiás, a 125 quilômetros de Brasília. Na sua próxima edição, um dos maiores eventos da juventude no Brasil tem como principal objetivo o engajamento dos participantes na mobilização e organização do curso de formação política Jornada da Cidadania. A FAP é vinculada ao Cidadania.

“O partido pensa no futuro. O futuro está nas mãos dos jovens”, destaca o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire.

“A nossa preocupação é estar constantemente com a juventude, buscando discutir a política e fazer com que os jovens possam ter maior eficácia na sua atuação, na mudança do nosso país. É necessária mudança para uma justa realidade”, afirma.

Os jovens terão a oportunidade de participar de uma imersão política em formato de curso de liderança e treinamento para trabalho em equipe, com palestras, aulas, debates, dinâmicas de grupo, além de atividades lúdicas e recreativas. Também participarão do encontro os multiplicadores da Jornada da Cidadania. Os detalhes da programação devem ser divulgados em breve.

Desafios

Coordenadora do IV Encontro de Jovens, Terezinha Lelis diz que a expectativa é de que os participantes aprofundem o conceito de jovens lideranças.

“Como os desafios da política são cada vez maiores, precisamos abordar diferentes conceitos fundamentais, como democracia, para serem compreendidos e vividos em todas as instâncias onde estiverem atuando na sociedade”, ressalta.

O encontro deverá ter a presença de dois jovens de cada uma das 27 unidades da Federação que forem indicados pelos respectivos diretórios estaduais do Cidadania23. Na avaliação de Terezinha, a diversidade regional deve enriquecer ainda mais o encontro.

“Isso traz um enriquecimento do encontro, com diferentes experiências do brasil, e contribui muito para os debates”, assevera ela.

A coordenadora do encontro observa, ainda, que o evento será muito enriquecedor para os participantes que pretendem disputar as eleições de 2020.

“A formação política no Brasil é muito deficiente. Precisamos de que haja mais consciência política, sabendo as responsabilidades do Executivo e do Legislativo”, pondera.

Deputado estadual pelo Rio de Janeiro cassado pela ditadura militar, José Augusto Neves é um dos organizadores do IV Encontro de Jovens e afirma que o mais importante é a conscientização da juventude.

“A posição que a gente ocupa não é de esquerda ou de direita, mas de defesa da cidadania. A FAP é a mais ousada de todas as fundações porque investe na formação dos jovens”, acentua.

Mudança

Na opinião de José Augusto, é preciso incentivar ainda mais os jovens a participarem da política, já que haverá eleições municipais no próximo ano.

“Queremos que o encontro possa incentivar muitos jovens a participarem delas e que estejam preparados para serem fator de mudança da sociedade. Tivemos mudanças nas últimas eleições, mas, se olharmos o Congresso, parece que, mesmo com novas pessoas eleitas, não mudou muito a postura com interesses pessoais”, lamenta.

Um dos coordenadores da Jornada da Cidadania, o advogado Marco Marrafon é um dos convidados com presença confirmada no encontro. Ele, que é doutor e mestre em Direito do Estado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) e estudos doutorais na Universidade de Roma Ter, afirma que o evento é muito importante para promover a integração e a formação da juventude brasileira.

“A proposta de trabalhar com o outro, da cooperação, e de se preparar para assumir o papel de ator político tem tudo a ver com as premissas da Jornada da Cidadania”, disse. (Cleomar Almeida, assessor de comunicação e imprensa da FAP)

Presidente do Senado avalia devolver MP do emprego para contração de jovens

Davi Alcolumbre (DEM-AP) pode não pautar MP se considerar inconstitucional ou que o governo reeditou norma rejeitada pelos parlamentares no mesmo ano (Foto: Reprodução)

Alcolumbre estuda se devolve MP do Programa Verde Amarelo

Daniel Weterman – O Estado de S.Paulo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse ao Estadão/Broadcast que estuda devolver a medida provisória do programa Verde Amarelo, que tem como intuito incentivar a contratação de jovens de 18 a 29 anos.

As empresas que fizerem a adesão ao programa vão ter uma redução de até 34% nos impostos que pagam sobre a folha de salários, desde que ampliem o número de funcionários.

Nesta terça-feira, 26, Alcolumbre recebeu parlamentares e centrais sindicais que pediram a devolução da medida. As entidades classificam a MP como inconstitucional. Uma decisão deve ser tomada na semana que vem.

Como presidente do Congresso, Alcolumbre pode deixar de pautar uma medida provisória, ou parte do texto, se considerar que o governo reeditou uma norma rejeitada pelos parlamentares no mesmo ano ou se avaliar algum ponto como incompatível com a Constituição, as lei e os regimentos internos da Câmara e do Senado. “Não sei. Vou estudar”, afirmou Alcolumbre quando questionado se vai devolver a MP.

O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), ligado a sindicatos, manifestou expectativa de que Alcolumbre rejeite metade da medida provisória e encaminhe para deliberação apenas alguns trechos da MP.

“Pelo que entendemos, ele vai devolver metade do texto. Aí, destrói a medida”, afirmou Paulinho da Força. Segundo Paulinho, um dos itens a serem devolvidos é a taxação do seguro-desemprego como fonte para bancar o novo programa.

Hoje, quem recebe o seguro-desemprego não é taxado. O benefício é assegurado pela Constituição de 1988 com o objetivo de fornecer suporte financeiro ao trabalhador formal demitido sem justa causa enquanto busca recolocação no mercado. É pago por um período que varia de três a cinco meses, de forma alternada ou contínua.

O governo espera arrecadar entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões com a taxação do seguro-desemprego em cinco anos, mais do que suficiente para bancar o regime Verde Amarelo, com custo estimado em R$ 10 bilhões no mesmo período.

Já que vai ter de contribuir ao INSS sobre o valor do seguro-desemprego, esse tempo em que recebe o benefício passará a contar para o cálculo do INSS. A cobrança do imposto sobre o seguro-desemprego passa a valer daqui a três meses.

Trabalho aos domingos

Outro ponto que enfrenta resistência e também pode ser devolvido é o retorno do trabalho aos domingos, que já tinha sido incluído sem sucesso na MP da Liberdade Econômica. A MP permite que todos os trabalhadores sejam convocados para trabalhar aos domingos e feriados. Leis que vetavam convocação de 70 categorias, como professores e funcionários de call centers, foram revogadas. Para comércio e serviços, está garantida folga em um domingo a cada quatro finais de semana. Para a indústria, está garantida a folga apenas em um domingo a cada sete.

A MP regulamenta ainda o trabalho aos sábados nos bancos. O texto estabelece que a jornada diária de seis horas de trabalho vale apenas para os bancários que trabalham nos caixa em atendimento ao público. Para os demais trabalhadores das instituições financeiras, a jornada ordinária é de oito horas.

Desempregados vão bancar por meio do seguro-desemprego novo programa de emprego do governo para jovens

O Executivo deixou as pessoas com mais de 55 anos fora do programa de emprego Verde Amarelo para manter a responsabilidade fiscal da medida (Foto: Reprodução)

Para bancar novo programa de emprego, governo taxa seguro-desemprego

Segundo o secretário de Previdência e Trabalho, custo para reduzir os impostos às empresas que contratarem na modalidade Verde Amarelo é de R$ 10 bilhões ao longo de cinco anos

Eduardo Rodrigues e Lorenna Rodrigues – O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Para bancar o custo do programa que visa incentivar a contratação de jovens entre 18 e 29 anos, o governo resolveu taxar em 7,5% o seguro-desemprego. Na prática, os desempregados vão bancar o novo programa do governo.

Segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, o custo para reduzir os impostos às empresas que contratarem na modalidade Verde Amarelo é de R$ 10 bilhões ao longo de cinco anos. Para compensar a redução de encargos para as empresas, o governo resolveu cobrar imposto de 7,5% sobre o seguro-desemprego, pago a quem está sem emprego. Nos cinco anos, a expectativa é de arrecadação de R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões.

Hoje, quem recebe o seguro-desemprego não é taxado. O benefício é assegurado pela Constituição de 1988 com o objetivo de fornecer suporte financeiro ao trabalhador formal demitido sem justa causa enquanto busca recolocação no mercado. É pago por um período que varia de três a cinco meses, de forma alternada ou contínua.

Já que vai ter de contribuir ao INSS sobre o valor do seguro-desemprego, esse tempo em que recebe o benefício passará a contar para o cálculo do INSS. A cobrança do imposto sobre o seguro-desemprego passa a valer daqui a três meses.

O programa Verde Amarelo tem data para acabar. O limite para contratar nessa modalide é 31/12/2022. Como os contratos podem ter prazo de dois anos, o programa se extingue em 31/12/2024. Já a taxação sobre o seguro-desemprego não tem data para cessar.

A parcela do seguro-desemprego é calculada a partir de uma média dos últimos três salários recebidos, levando em consideração gratificações e horas extras, por exemplo. Como o benefício só é pago a trabalhadores com carteira assinada, o benefício nunca será menor do que um salário-mínimo (R$ 998). Desse valor, R$ 74,85 serão descontados (o correspondente aos 7,5%).

Já o valor máximo pago no seguro-desemprego, de acordo com a tabela de 2019, é de R$ 1.735,29. O imposto, neste caso, será de R$ 130,15.

Mais de 55 anos

Marinho explicou que o governo teve que deixar as pessoas com mais de 55 anos fora do programa de emprego Verde Amarelo para manter a responsabilidade fiscal da medida. O programa só contempla jovens de 18 a 29 anos que ainda buscam o primeiro emprego.

“Quando fizemos os cálculos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige uma compensação para cada renúncia fiscal, e tivemos que fazer uma opção pelo grupo com maior desemprego”.

Pelo que foi divulgado, as empresas poderão contratar até 20% dos funcionários na nova modalidade (em postos de trabalho com remuneração de até 1,5 salário mínimo, hoje R$ R$ 1.497). As empresas poderão contratar na nova modalidade até o final de 2022 e os contratos deverão ser de no máximo 2 anos.

Os funcionários receberão, mensalmente, o valor proporcional às férias e ao 13º salário.

Segundo o Ministério da Economia, as medidas previstas no Verde Amarelo são válidas somente para novas contratações e não permitem substituições na atual folha de empregados. A pasta não informou, contudo, se haverá algum tipo de fiscalização.

De acordo com o Ministério da Economia, o objetivo é gerar 1,8 milhão de empregos até 2022.

Para prevenir o suicídio, é preciso falar de vida, afirma Paula Belmonte

A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) disse que para enfrentar o aumento nos índices de suicídio e combater a automutilação é preciso falar de vida.

“Temos que falar que nossos jovens são lindos. Somos todos irmãos brasileiros e temos que trabalhar unidos em prol desta grande nação”, afirmou, ao discursar no Simpósio de Prevenção ao Suicídio e à Automutilação, realizado pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (10).

A parlamentar do Cidadania descreveu os jovens como flores que despertam com plenitude.

“Se a gente falar para eles que eles não conseguem, que não têm condição, eles vão fracassar”, disse ao defender que na prevenção ao suicídio e à automutilação seja utilizada a linguagem do otimismo. “Temos tanto pelo que agradecer”, lembrou. O mês de setembro é saudado com a cor amarela por causa da luta contra o suicídio.

O Brasil é o oitavo país na ocorrência de suicídio. O fenômeno é a terceira causa de morte entre os jovens. Os sintomas experimentados por uma pessoa antes de tentar se matar são tristeza profunda, isolamento, desamparo, desespero e desesperança em relação ao futuro.

O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, afirmou que há evidências de que é possível reduzir o número de suicídios, através, por exemplo, do tratamento adequado dos transtornos psíquicos, principalmente a depressão.

“O estigma mata e suicídio mata mais do que guerras. Quem comete suicídio tem doença mental e é isso que jogamos para baixo do tapete”, disse, ao denunciar a falta de investimento do Estado brasileiro na saúde mental.

“As pessoas não têm acesso à saúde mental”, disse.

 

 

Estudo revela que quase 90% dos empregos dos jovens brasileiros são informais

89% dos novos empregos dos jovens são informais

Bruno Villas Bôas e Thais Carrança – Valor Econômico

Como se não bastasse o elevado nível de desemprego de jovens no país, 89% das pessoas de 18 a 24 anos de idade que conseguiram uma ocupação remunerada nos últimos 12 meses foram parar no mercado de trabalho informal, recebendo salários abaixo da média e sem garantias trabalhistas, mostra levantamento da consultoria IDados obtido pelo Valor.

Do segundo trimestre de 2018 ao mesmo período deste ano, 230 mil jovens de 18 a 24 anos conseguiram uma ocupação. Entre eles, apenas 32,5 mil eram empregos no setor privado com carteira. O restante foi parar em empregos precários, principalmente em vagas sem carteira (85,1 mil) ou no trabalho por “conta própria” sem CNPJ (119 mil).

Os dados chamam atenção num momento em que o governo finaliza um pacote de medidas que inclui o estímulo ao primeiro emprego de jovens, por meio da desoneração da folha de pagamento. O pacote também deve incluir outras medidas como reforço de programas de qualificação profissional e acesso facilitado ao microcrédito.

O levantamento mostra que os empregos com carteira de trabalho assinada foram gerados especialmente nas atividades chamadas de “outros serviços” (41,6 mil vagas líquidas), categoria que reúne profissões como cabeleireiros, embelezamento e cuidados pessoais. Outras 26,9 mil vagas foram criadas no setor de agricultura e pesca no período.

Ao mesmo tempo que esses setores geraram empregos com carteira para jovens, o saldo foi negativo para atividades de comércio (32,5 mil vagas fechadas de forma líquida), construção civil (-21,1 mil vagas) e educação (-9.800 postos), no segundo trimestre deste ano, sempre considerando a comparação ao mesmo período do ano passado.

Segundo José Pastore, professor de relações de trabalho da Universidade de São Paulo (USP), são dois os fatores principais que explicam a dificuldade do jovem em conseguir emprego. “As empresas consideram que o jovem não tem experiência, então não dão preferência a ele”, afirma. “E os encargos sociais são os mesmos para contratar alguém com experiência ou sem, o que desestimula a contratação do jovem.”

Pastore avalia que a desoneração de folha é, dessa forma, boa por atacar um dos fatores que inibem a contratação dos jovens. Já os programas de qualificação em parceria com o Sistema S, também parte do pacote, enfrentam a outra ponta da questão.

O sociólogo reconhece, porém, que reduzir o custo do trabalho não resolve sozinho o problema. “O emprego depende de investimentos e crescimento econômico, mas, dentro do atual quadro de baixo crescimento, um estímulo às empresas abrirem as portas é uma medida necessária”, afirma Pastore.

Uma parcela significativa dos jovens de 18 a 24 anos segue em busca de oportunidade de trabalho. Mesmo mais escolarizados do que as gerações anteriores, muitos desses jovens profissionais esbarram na falta de experiência para acessar o mercado de trabalho e também acabam sendo alvo mais frequentes em momentos de corte.

Dados do IBGE mostram que 4 milhões de jovens de 18 a 24 anos estavam desempregados no segundo trimestre deste ano. Dessa forma, a taxa de desemprego da faixa etária estava em 25,8% no segundo trimestre deste ano. Esse percentual é três vezes mais elevado, por exemplo, do que na faixa de 40 a 59 anos, que está em 7,2%. O desemprego médio geral estava em 12%.

Se incluído nesses cálculos os jovens subocupados (empregados, mas que gostariam de trabalhar mais) e da chamada força de trabalho potencial (que não buscam emprego, mas estão disponíveis), 7,2 milhões de pessoas de 18 a 24 anos têm a mão de obra “desperdiçada”. Essa é a medida chamada de subutilização, cuja taxa estava em 41% no segundo trimestre deste ano.

Com um quadro geral tão ruim de emprego, os profissionais mais jovens também sofreram com o encolhimento salarial. Na média, a renda caiu de R$ 1.191 no segundo trimestre de 2018 para R$ 1.173 no mesmo período deste ano, baixa de 1,5%. É um desempenho pior do que a média geral dos trabalhadores, que viram a renda cair 0,2%.

Para Sérgio Firpo, professor do Insper, a desoneração da folha de pagamentos como estímulo à contratação de jovens pode ser um paliativo ao desemprego nas faixas etárias mais baixas, mas melhor política é estimular o jovem a permanecer na escola.

“O desemprego entre a juventude é alto em todos os países, mas, no Brasil, ele cresceu muito recentemente por causa da crise”, observa Firpo. “Muitos jovens tiveram que ajudar a recompor renda familiar, entrando precocemente no mercado de trabalho. Isso afetou a capacidade deles de acumular capital humano e ter renda futura mais alta.”

Nesse cenário, o economista avalia que, pensando na renda futura e no crescimento da produtividade, seria mais importante gastar recursos públicos para aumentar a qualidade da educação – particularmente no ensino médio público, em que a evasão é elevada – ou em incentivos às famílias dos jovens para que eles se mantenham na escola.

O professor também avalia que um escalonamento do salário mínimo por faixa etária talvez fosse uma medida mais bem focalizada do que a desoneração de folha, embora mais difícil de tornar viável. “Criar subsídio para as firmas contratarem jovens me parece uma forma de universalizar algo que poderia ser focado naquele jovem que não tem emprego porque o salário mínimo é muito elevado para aquilo que ele consegue agregar de produtividade às empresas”, afirma. “Talvez fosse o caso de se pensar em ter diferentes pisos salariais dependendo da idade.”

Atlas da Violência aponta crescimento de homicídios de negros, mulheres e jovens e da violência contra LGBTs

O Atlas da Violência (veja aqui), estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com bases em dados do Ministério da Saúde colhidos nas cidades brasileiras em 2017, revelou que o País registrou 65,5 mil homicídios, ou 179 mortes diárias, relacionados à violência.

Os números assustam ainda mais quando analisados os públicos mais atingidos. Segundo o estudo, ao analisar o número geral, 75,5 % das vítimas são negras, a maior proporção da última década. O número de morte de mulheres de forma violenta também assusta já que foram registrados 4.936 assassinatos em 2017. Uma média de 13 homicídios por dia, e mais uma vez, o maior número em uma década.

A situação foi recentemente debatida pelo Cidadania nos encontros realizados pelo núcleo de Mulheres M23 que reuniram mulheres negras, indígenas e jovens do partido. Os eventos proporcionaram relatos das dificuldades enfrentadas diariamente por essa parcela da sociedade, sobretudo o machismo e a violência.

Negros

O crescimento nos registros de assassinatos no Brasil atingiu em cheio a população negra, com  taxa de mortes que chega a 43,1 por 100 mil habitantes, enquanto para não negros é de 16. Apesar das vítimas negras sempre representarem os maiores registros em estudos passados, os dados de 2017 chamam atenção por essa prevalência ter crescido. Como exemplo, em 2007, o assassinato de negros era na ordem de 63,3% do total, saltando, como escrito acima, para 75,5%.

O estudo aponta que em uma década (2007 a 2017), a taxa de negros assassinados cresceu 33,1% enquanto a de não negros apresentou um crescimento pífio, de 3,3%. Quando analisada a variação de 2016 e 2017 a taxa de mortes de não negros teve ligeira estabilidade com redução de 0,3%, enquanto a de negros subiu 7,2%.

Ao analisar a situação por região, a discrepância faz com que em alguns estados a diferença entre as vítimas seja ainda mais acentuada. De acordo com o Atlas, no caso de Alagoas, por exemplo, a taxa de negros é de 67,9 por 100 mil habitantes, a quinta mais elevada do País. Por lá, a taxa de morte de não negros é de 3,7 por 100 mil habitantes.

Feminicídio

Ao confrontar os dados relacionados à mortes violentas de mulheres, os números de 2017 revelam que das quase 5 mil mulheres assassinadas, 53,8% foram vitimadas com armas de fogo e 26,8% com objetos cortantes. Mais uma vez, esse número se dá sobretudo entre mulheres negras. Essa parcela viu o número de homicídios crescer em mais de 60% em uma década em comparação com um crescimento de 1,7% nos assassinatos de não negras.

Além disso, quase 40% das mortes femininas ocorreram dentro de casa o que aponta que os casos estejam relacionados ao feminicídio, quando as mortes envolvem crimes de gênero. Conforme revelado pelo Atlas, só em 2017, mais de 221 mil mulheres procuraram delegacias de polícia para registrar agressões em decorrência de violência doméstica.

As regiões Norte e Nordeste registraram os maiores números de mortes contra mulheres. O Ceará, por exemplo, registrou 71,6% de crescimento de homicídios de mulheres em uma década; no Rio Grande do Norte, o aumento foi de 48%.

LGBTs

A novidade para a versão do Atlas deste ano foram os dados relacionados à denúncias de crimes violentos relacionados a orientação sexual e identidade de gênero. Segundo o estudo, apesar do problema ainda continuar “invisível” às estatísticas oficiais, os poucos dados existentes indicam que esse tipo de violência tem se agravado no País.

A pesquisa, que utilizou como base de dados o Sinan – sistema de dados do Ministério da Saúde – e o Disque 100, que é vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. De acordo com as informações, o Disque 100 recebeu, em 2017, 193 denúncias de homicídios, 26 tentativas e 423 casos de lesão corporal contra essa população.

Jovens

A Atlas mostrou também que de todas as causas de mortes envolvendo jovens, a com maior relevância é o assassinato. Em 2017, 35.783 jovens, mais da metade de todos os assassinatos registrados, foram por meios violentos. O número representa uma taxa de 69,9 homicídios para cada 100 mil jovens, entre 15 e 29 anos, e mais uma vez, taxa recorde para os últimos 10 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além disso, ao observar o grupo de homens jovens, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes chegou a 130,4 em 2017. Segundo a pesquisa, dos 35,783 jovens mortos no período, 94,4%, ou 33.772, foram do sexo masculino.

1º Encontro de Mulheres Jovens: Formação política para o empoderamento feminino

O 1º Encontro de Mulheres Jovens do Cidadania foi aberto neste sábado (29), em Brasília, com a participação de representantes femininas do partido de 15 estados. Promovido pelo núcleo de Mulheres do partido M23, o evento dá sequência a estratégia de formação política das militantes para o empoderamento feminino na luta contra à violência e à discriminação no Brasil.

A mesa de abertura do encontro contou com a participação do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire; da deputada estadual do partido em Sergipe, Kitty Lima; das vereadoras Jéssica Serra (Terra Roxa-PR), presidente da Câmara Municipal; Loreny Caetano Roberto (Taubaté-SP), 2ª vice-presidente da Câmara; Juliet Matos, Secretária Nacional do M23; e de Indaiá Pacheco, do núcleo de Mulheres e da Juventude 23.

Ao fazer a saudação , Raquel Dias (Igualdade 23 e M23), uma das organizadoras do encontro, falou sobre a “política inclusiva” da Secretaria de Mulheres de dividir recursos do núcleo com as “facetas femininas” dos demais agrupamentos do partido, como o Juventude 23, Igualdade 23 e Diversidade 23.

Encontro de Mulheres Jovens em Brasília

“As mulheres do Igualdade estiveram aqui na semana passada [no 1º Encontro de Mulheres Negras], as mulheres da J23 estão presentes nesta mesa”, reforçou.

Segundo ela, a estratégia da Secretaria de Mulheres é transformar sua “plataforma geral em plataforma inclusiva”.

“[É ]ouvir as especifidades das mulheres e permitir que as políticas públicas defendidas por nós, mulheres do Cidadania, sejam de inclusão de todas faces e desafios do que é ser mulher nesse País”, disse, ao explicar que ao final do encontro será celebrado um acordo de cooperação entre J23 e M23.

Roberto Freire lembrou que a vitória e conquista de qualquer movimento só acontecem quando ganham a sociedade. “Enquanto ele ficar só entre nós, ele se perde”, provocou, lembrando que o partido (PPS-PCB) foi o primeiro a discutir o aborto.

Mulheres do Parlamento

Deputada estadual Kitty Lima

A secretária nacional do M23, Tereza Vitale, destacou a importância da presença das mulheres no Parlamento. Ela disse que o encontro dá continuidade a formação política do grupo feminino do partido para a conquista de direitos e busca de espaços na política para o empoderamento das mulheres.

Após a abertura, as mulheres participaram de dinâmica de grupo e assistiram ao vídeo “Agradeça a uma feminista”. A programação do dia foi encerrada pelo grupo Slam – DéF, de Brasília, com uma “batalha de poesias”. O Slam – DéF também se apresentou no início dos trabalhos com poesias de temática feminina.

Participam do encontro representantes do Cidadania do Pará, Paraná, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, São Paulo, Sergipe, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

Saúde e redes sociais

O 1º Encontro de Mulheres Jovens prossegue neste domingo (29) com relato do ex-deputado federal Arnaldo Jordy (Cidadania-PA) sobre os resultados da CPI do Tráfico de Pessoas no Brasil, roda de conversa sobre a saúde da mulher e o uso das mídias sociais com responsabilidade.

Cidadania realiza 1º Encontro de Mulheres Jovens do partido no fim de semana, em Brasília

O núcleo de Mulheres do Cidadania (M23) realiza no próximo fim de semana, em Brasília, o 1º Encontro de Mulheres Jovens do partido (veja abaixo a programação). O evento será  no hotel San Marco (Setor Hoteleiro Sul), com início às 10h no sábado (29) e às 9h30 no domingo (30). O encontro será transmitido ao vivo pela internet.

O evento vai abordar temas como a saúde da mulher, dados relacionados à pedofilia e a correta utilização das redes sociais. Para a organizadora do evento, Raquel Dias, o encontro tem o objetivo de debater os desafios da mulher jovem no Brasil e a convergência das pautas feministas e da juventude.

A abertura contará com a presença do presidente do partido, Roberto Freire; da deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF); do ex-deputado federal, Arnaldo Jordy (Cidadania-PA), da representante do Igualdade 23, Indaiá Pacheco; e da secretária nacional do M23, Juliet Matos.

PROGRAMAÇÃO

I ENCONTRO DE MULHERES JOVENS DO CIDADANIA M23

DIA 29/06

10h-12h – Credenciamento

14h – Abertura
APRESENTAÇÃO DE POEMA COM TEMA FEMINISTA
SlaméDF

14h15 – Formação da Mesa de Abertura
SAUDAÇÕES
Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania 23
Paula Belmonte
Deputada Federal (DF)
Arnaldo Jordy
Ex-Deputado Federal (PA)
Indaiá Pacheco
Juventude 23
Juliet Matos
Secretária Nacional M23

15h – Relato
NÚMEROS E CASOS SOBRE PEDOFILIA
Arnaldo Jordy
Ex-Deputado Federal. Presidente da CPI do Tráfico de Pessoas no Brasil
e da CPI da Exploração Sexual de Crianças e adolescentes

16h30 – Rodas de Conversa
SAÚDE da MULHER
Jane Neves
Mestra em Saúde Coletiva. Rede Fulanas, Coletivo ABAYOMI, NUPIR23
Provocadora: Raquel Dias

20h – Jantar
APRESENTAÇÃO CULTURAL
Batalha de SlaméDF (batalha de poemas)

DIA 30/06

9h30 – Dinâmica
CÍRCULO FEMININO
Elissa Felipe
Juliet Matos

10h30 – Video: AGRADEÇA a uma feminista
RODA DE CONVERSA
Provocação: Tereza Vitale
BATALHA DE EXPERIÊNCIAS – Loreny (vereadora SP), Kitti (deputada estadual
SE), Jessica (vereadora PR).

11h45 – Apresentação do Livro
MYRTES BEVILACQUA. MEMÓRIAS EM FRAGMENTOS
Elissa Felipe
Secretária Nacional M23
Tereza Vitale
Secretária Nacional M23

12h – Almoço

14h – Roda de Conversa
MÍDIAS SOCIAIS. COMO USÁ-LAS COM RESPONSABILIDADE
Juliet Matos
Secretária Nacional M23
Lairson Geisel
Diretório Nacional Cidadania23
Mediadora: Raquel Dias

15h – Momento cultural:
SlaméDF

16h – Assinatura do Acordo de Cooperação
Juventude23 e Mulheres23

17h – Fechamento
Elissa Felipe
Juliet Matos
Raquel Dias
Tereza Vitale

Número de jovens no ensino médio aumenta de 61% para 68,7% em 6 anos, mostra pesquisa

O número de jovens de 15 a 17 anos cursando o ensino médio aumentou de 61% em 2012 para 68,7% em 2018. O percentual de jovens nesta faixa etária que frequentam a escola também vem crescendo e chegou a 91,5% em 2018. Os dados estão no Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado nesta terça-feira (25) pelo movimento Todos pela Educação em parceira com a Editora Moderna e traz dados organizados de acordo com as metas do PNE (Plano Nacional de Educação).

“É uma avanço estatisticamente significante, mas um avanço ainda tímido. O modelo que temos acaba fazendo com que adolescentes e jovens saiam da escola e, mesmo os que frequentam a escola, não veem um ambiente atrativo para seguir e encaixar a ideia de escolarização do ensino médio nos seus projetos de vida”, disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação, Caio Callegari.

A conclusão do ensino médio na idade adequada ainda é um desafio, como mostram os dados do relatório. Em 2018, apenas 63,6% dos jovens de 19 anos matriculados concluíram o ensino médio. Em 2012, 51,7% dos jovens de 19 anos haviam concluído essa etapa do ensino.

Desigualdades

As desigualdades socioeconômicas e de raça têm peso no acesso ao ensino médio, como aponta o anuário. Em 2018, 75,3% dos jovens brancos de 15 a 17 anos estavam matriculados na etapa. Já entre os jovens negros da mesma faixa etária esse percentual era de 63,6%, uma diferença de quase 12 pontos percentuais.

O anuário mostra também as disparidades em relação à distribuição de recursos. Enquanto São Paulo recebe a maior média anual de recursos vinculados à educação por aluno, R$ 6,5 mil, o Maranhão está no outro extremo com R$ 3,5 mil por aluno ao ano.

“Boa parte das desigualdade educacionais está relacionada a desigualdade de financiamento tanto em relação a garantia de recursos mínimos quanto a gestão de recursos. Estamos dando menos recurso para quem tem que corrigir um passivo histórico de investimento em educação”, disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação.

Professores

Em relação à formação dos professores a publicação mostra que desde 2012 houve aumento médio de cerca de cinco pontos percentuais no número de docentes com formação adequada para as disciplinas que lecionam.

Em 2018, 48,7% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental, que vai do 6º ao 9º ano, tinham formação adequada. O dado representa um crescimento de 5 pontos percentuais em comparação a 2012. Já no ensino médio, essa taxa era de 56,3%, aumento de 5,4% no mesmo período.

“A última década foi marcada por avanços importantes, mas que de forma nenhuma desligaram a sirene de urgência de mudanças estruturais na educação brasileira. Ainda estamos muito distantes das metas estratégicas do PNE”, disse Caio Callegari

O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 usa como base dados do Ministério da Educação e traz análises sobre os temas das 20 metas do PNE que foi sancionado em 2014 e estabelece metas para melhorar a educação até 2024. (Agência Brasil)

Paula Belmonte fala a ministra sobre violência contra crianças e jovens

Em audiência com a ministra da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves, nesta quarta-feira (05), a deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) se emocionou ao falar da violência contra crianças. Ela lembrou o caso do garoto Rhuan Maycon da Silva Castro, de apenas nove anos de idade, que foi assassinado pela mãe e pela companheira dela em Samambaia (DF).

“Brasília chora porque não foi só o Rhuan que foi morto brutalmente. Também tivemos o caso de uma criança que foi pedir alimentação no vizinho e acabou morta, depois de apanhar muito”, disse.

Os casos de agressões a crianças têm sido noticiado cotidianamente pelos jornais.

“É muito sério o que está acontecendo com nossas crianças e jovens e só é possível dar segurança a elas a partir de duas bases: geração de emprego e educação”, afirmou

A deputada salientou que não se pode admitir que o povo passe fome.

“Não podemos aceitar que as políticas não conversem entre si – saúde, educação e justiça. Eu me coloco 100% para lutar por essa causa”, disse.