IBGE: Vendas do comércio recuam 1% em janeiro

Além do dado fraco do primeiro mês de 2020, o IBGE revisou o desempenho dos meses anteriores (Foto: Reprodução)

Antes dos impactos do coronavírus sobre a economia, o volume de vendas no varejo brasileiro recuou 1% em janeiro, perante um mês antes, conforme dados com ajuste sazonal da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), divulgada nesta terça-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além do dado fraco de janeiro, o IBGE revisou o desempenho dos meses anteriores. As vendas de dezembro de 2019 passaram a recuar 0,5% frente a novembro (revisado de queda de 0,1%). O resultado de novembro, por sua vez, passou de avanço de 0,7% para elevação de 0,3%.

De acordo com o IBGE, as vendas do varejo ficaram 1,3% acima do mesmo mês de 2019. No acumulado de 12 meses até janeiro, o setor registra alta de 1,8%.

O volume de vendas no varejo, em janeiro de 2020, voltou a mostrar perda de ritmo, expresso não só pelo recuo de 1% frente a dezembro, mas também pela disseminação de taxas negativas entre as atividades investigadas. Com isso, o comércio varejista, em janeiro de 2020, permanece 5,4% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014.

No confronto com janeiro de 2019, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 1,3% e no varejista ampliado a taxa foi de 3,5%. No entanto, no acumulado em 12 meses, o volume de vendas fica estável tanto para o varejo quanto para o varejo ampliado.

Já a receita nominal do setor — que não desconta a inflação — aumentou 0,8% ante dezembro de 2019. Ante janeiro do calendário passado, houve expansão de 6,6%. (Com informações do IBGE e Valor Econômico)

Inflação oficial recua em janeiro e fica em 0,21%, diz IBGE

Preço das carnes foi o principal item individual responsável pela queda da taxa no mês (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, ficou em 0,21% em janeiro deste ano. Essa é a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa é inferior ao 1,15% de dezembro e ao 0,32% de janeiro de 2019. O IPCA acumula taxa de 4,19% em 12 meses, abaixo dos 4,31% registrados nos 12 meses anteriores.

Despesas

Entre os responsáveis por frear a inflação em janeiro foram os segmentos de saúde e cuidados pessoais, que teve deflação (queda de preços) de 0,32%, vestuário (deflação de 0,48%) e artigos de residência (deflação de 0,07%).

Os alimentos continuaram registrando inflação (0,39%), mas em um ritmo bem menor do que a taxa observada em dezembro (3,38%), o que também contribuiu para a queda do IPCA de dezembro para janeiro.

O pesquisador do IBGE Pedro Kislanov destaca que o recuo de 4,03% do preço das carnes foi o principal item individual responsável pela queda da taxa de inflação oficial em janeiro.

“Tivemos uma alta muito grande no preço das carnes, nos últimos meses do ano passado, devido às exportações para a China e alta do dólar que restringiram a oferta no mercado interno. Agora, percebemos um recuo natural dos preços, na medida em que a produção vai se restabelecendo para atender ao mercado interno”, disse.

Os demais grupos tiveram as seguintes taxas de inflação: transportes (0,32%), habitação (0,55%), despesas pessoais (0,35%), educação (0,16%) e comunicação (0,12%).

Base de dados

O IPCA foi calculado com base na nova cesta de produtos e serviços, atualizada pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2017-2018, que reflete mudanças nos hábitos de consumo da população brasileira. Pela primeira vez, um robô virtual coletou variações de preços do transporte por aplicativo. (Agência Brasil)

Prévia da inflação oficial fica em 0,71% em janeiro

A taxa foi puxada principalmente pelos alimentos e bebidas (Foto: Reprodução)

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 0,71% em janeiro deste ano. O resultado ficou abaixo do 1,05% do IPCA-15 de dezembro, mas acima do 0,30% de janeiro de 2019. Essa é a maior taxa para o mês desde 2016 (0,92%). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa do IPCA-15 acumulada em 12 meses ficou em 4,34%, acima dos 3,91% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

A taxa de janeiro foi puxada principalmente pelos alimentos e bebidas, que tiveram inflação de 1,83% e responderam por mais da metade da taxa de 0,71% do IPCA-15. Os principais responsáveis por esse resultado foram as carnes, que tiveram alta de preços de 17,71% no período e foram o item individual com maior impacto. A alimentação fora de casa também teve alta importante, de 0,99%.

Outro grupo de despesas com impacto importante na prévia de janeiro da inflação foi o de transportes, que teve alta de preços de 0,92%. A gasolina teve inflação de 2,64% e foi o segundo item individual com maior impacto no IPCA.

Também tiveram inflação os grupos de despesa vestuário (0,10%), saúde e cuidados pessoais (0,35%), despesas pessoais (0,47%), educação (0,32%) e comunicação (0,02%).

Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesa habitação (-0,14%) e artigos de residência (-0,01%). (Agência Brasil)