Visita de Pompeo ‘ultrapassou limites aceitáveis da interferência americana no Brasil’, diz Eliziane Gama

Para a senadora, a presença do secretário de Estado dos EUA no Brasil ‘é uma tentativa de acirrar os ânimos em relação aos países aqui da América Latina, nossos vizinhos’ (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), disse na Comissão de Relações Exteriores, nesta segunda-feira (21), que a visita inesperada do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao Brasil, ultrapassou os ‘limites aceitáveis da interferência norte-americana no País e alertou que soberania nacional é algo que não se pode ‘abrir mão’.

“Eu vejo que se ultrapassaram os limites aceitáveis da interferência americana no Brasil com a vinda do secretário de Estado Mike Pompeo ao nosso País. Nós precisamos entender que a soberania nacional é algo de que nós não podemos jamais abrir mão”, afirmou a parlamentar, ao lamentar que a ‘rotina histórica’ da diplomacia brasileira de mediar conflitos estava sendo quebrada, e colocando o Brasil numa ‘situação constrangedora’.

“É uma tentativa de acirrar os ânimos em relação aos países aqui da América Latina, nossos vizinhos”, ressaltou Eliziane Gama.

Pompeu se encontrou na última sexta-feira (18) com o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, em Boa Vista, Roraima. O representante da diplomacia norte-americana visitou as instalações da Operação Acolhida, responsável pelo recebimento de refugiados venezuelanos no Brasil.

Eliziane Gama também destacou a decisão da Comissão de Relações Exteriores, da qual ela é membro titular, de aprovar uma moção de repúdio ao chanceler Ernesto Araújo e a sua convocação para explicar na próxima sexta-feira (24), no Senado,    a visita de Mike Pompeo.

Senadores do Cidadania defendem divulgação de vídeo da reunião de Bolsonaro com ministros

Para Eliziane Gama e Alessandro Vieira, se forem verdade as acusações de que Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal do Rio de Janeiro ele deverá ser punido pela conduta incompatível com o cargo (Foto: Alan Santos/PR)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) defenderam nesta terça-feira (12) a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril em que o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, relatou uma tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro para troca da direção da PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro.

“O conteúdo da reunião ministerial denunciado pelo ex-ministro Sérgio Moro precisa vir a público. A imprensa dá conta que de fato nesta reunião o presidente teria pressionado pela mudança no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, em nome de seus filhos. Isso é grave, uma denúncia que de fato precisa ser apurada porque o Brasil não merece ter um presidente sob suspeição”, disse Eliziane Gama.

Para o senador Alessandro Vieira, ‘e urgente que este vídeo seja tornado público’.

“É um direito dos brasileiros saber quais são as verdadeiras intenções do presidente da República. Caso o teor noticiado se confirme, é certamente incompatível com a sua permanência no cargo”, disse ao site ‘O Antagonista’.

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), por sua vez, disse aguardar com expectativa que a gravação venha a público, e observou que o próprio presidente Bolsonaro já teria se manifestado a favor da divulgação de trechos do vídeo da reunião.

‘Rede nacional’

Também ao ‘O Antagonista’, Eliziane Gama disse que o vídeo exibido hoje (12) na PF como parte do inquérito que apura a suposta interferência do presidente no órgão “precisa ser exibido em rede nacional”.

“A sociedade tem o direito de saber a verdade”, afirmou.

“Se forem verdade as acusações de que Bolsonaro teria cobrado a troca na Polícia Federal no Rio para proteger seus familiares, o presidente cometeu crime e deverá ser punido”, acrescentou a senadora.

Alessandro, Eliziane e Freire defendem que Planalto entregue ao STF vídeo citado por Moro em depoimento

‘Quem tem a verdade ao seu lado não precisa esconder provas’, diz o senador; para a líder da bancada, ‘não entregar o vídeo é assumir que o governo tem algo a esconder’; já o presidente do partido lembrou que o próprio Bolsonaro ameaçou divulgar o vídeo e disse que imbróglio pode resultar em obstrução de Justiça

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