IBGE: Produção industrial fecha 2019 com queda de 1,1%

A produção da indústria brasileira no ano passado foi impactada pela tragédia de Brumadinho (Foto: Reprodução)

Após dois anos de alta, produção industrial fecha 2019 com queda de 1,1%, aponta IBGE

Bruno Villas Bôas – Valor Econômico

A produção industrial brasileira recuou 0,7% em dezembro, na comparação com novembro, pela série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando comparada a dezembro de 2018, a produção do setor mostrou queda de 1,2%. Com mais um mês de resultado negativo, a indústria fechou 2019 com queda acumulada de 1,1%, interrompendo dois anos consecutivos de crescimento: 2017 (avanço de 2,5%) e 2018 ( alta de 1%).

A queda, segundo o IBGE, foi impactada sobretudo pelo resultado negativo do setor extrativo, que foi afetado pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

“Esse foi o principal responsável pela queda, mas houve redução de produção para além disso, o que pode ter a ver com o contingente de pessoas fora do mercado de trabalho, crise na Argentina, mais entrada de importados”, diz André Macedo, gerente de Indústria do IBGE.

Na passagem de novembro para dezembro, o desempenho da indústria ficou pior do que a mediana das estimativas de consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para queda de 0,5% no mês.

O IBGE também revisou o resultado da produção da indústria de novembro, frente a outubro, com ajuste sazonal, que passou de uma queda de 1,2% para uma retração de 1,7%, uma mudança um pouco mais intensa do que usualmente verificada.

Segundo o instituto, o movimento reflete a entrada de um mês de dezembro mais fraco na série, o que provoca uma revisão de resultados dos meses anteriores pelo ajuste sazonal, que busca expurgar efeitos típicos de cada período do ano.

Apesar disso, a produção industrial encerrou o quatro trimestre de 2019 com alta de 0,2% na comparação aos três meses anteriores. Foi o segundo trimestre consecutivo de crescimento.

A produção havia avançado 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação aos três meses imediatamente anteriores. No segundo trimestre, frente ao primeiro, o setor havia recuado 0,6%, com ajuste sazonal.

Bens de capital e duráveis têm forte queda

Bens de capital e duráveis foram os principais destaques negativos da produção industrial em dezembro entre as grandes categorias econômicas.

A produção de bens de capital registrou forte queda de 8,8% em dezembro, na comparação a novembro, com ajuste sazonal. Essa queda foi disseminada entre os produtos dessa categoria, com caminhões, máquinas e equipamentos para atividade agrícola e industrial. No ano, essa categoria teve queda foi de 0,4%.

“Os bens de capital não crescem desde abril e agora registou essa forte queda. O movimento ao longo desses meses parece ter relação com a confiança de empresários no período”, disse Macedo.

A produção de bens duráveis, por sua vez, apresentou queda de 2,7% em dezembro, na comparação a novembro, pela série com ajuste sazonal. A fabricação de automóveis pesou negativamente no mês. Apesar disso, essa categoria fechou o ano com crescimento de 2% na produção.

No caso de bens de consumo semiduráveis e os não duráveis, houve queda de 1,4% na produção comparação a novembro. No ano, essa categoria mostrou avanço de 0,9%.

Já entre os bens intermediários (bens usados para produção de outros bens), o IBGE notou avanço de 0,1% da produção na passagem de novembro para dezembro, pela série com ajuste. No acumulado do ano, a queda foi de 2,2%, influenciado negativamente ao longo do ano pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG).

Na comparação ao quatro trimestre de 2018, a produção da indústria mostrou queda de 0,6%.

Indústria da transformação perde fôlego

A recuperação da indústria de transformação brasileira perdeu tração no ano passado, mas se manteve em território positivo pelo terceiro ano consecutivo.

A indústria de transformação cresceu 0,2% no ano passado, frente a 2018. O segmento também havia registrado crescimento de produção em 2017 (alta de 2,2%) e 2018 (avanço de 1,1%). O desempenho, contudo, não recupera ainda as perdas da crise. Só em 2015, a transformação caiu 9,8%.

De acordo com Macedo, o crescimento da indústria de transformação foi possível com o crescimento da produção de alimentos (alta de 1,6%), puxado por sucos, carnes e açúcares, rações e pães, por exemplo.

Também cresceram no ano passado a produção de veículos automotores (avanço de 2,1%), puxado basicamente por caminhões, além da produção de produtos de metais (crescimento de 5,1%), neste caso voltado para construções pré-fabricadas de metal.

Macedo chama atenção para o fato que o crescimento da indústria de transformação em 2019 não foi disseminado. Das 25 atividades acompanhadas pelo IBGE, 15 tiveram queda na produção no ano passado, frente ao ano anterior.

Produção ainda está abaixo do pré-crise

O volume de produção da indústria brasileira está 14,8% abaixo do registrado antes da recessão econômica, iniciada em 2014.

No primeiro ano da recessão, em 2014, a indústria brasileira registrou queda de 3%. O pior ano, contudo, foi 2015, com baixa de 8,3% da produção. No ano seguinte houve nova baixa, de 6% no setor. Nesses três anos de recessão, a indústria acumulou perdas de 16,7%

Já o primeiro ano de recuperação da indústria foi o de 2017, com crescimento de 2,5% da produção. A liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelo governo Michel Temer e a baixa base de comparação do ano anterior contribuíram para o crescimento. Em 2018, o setor avançou 1%, afetado pela greve dos caminhoneiros.

Se comparado ao pico da série histórica, registrada em maio de 2011, a produção do setor está 18% menor.

Indicadores econômicos de novembro frustram expectativas

Ao longo de 2019, economia registrou sinais contraditórios de retomada do aquecimento. Vendas do comércio na Black Friday foram abaixo do esperado (Foto: Reprodução)

Jornal Nacional – O Globo

A trajetória de crescimento da economia brasileira diminuiu de ritmo no fim de 2019. Em novembro, alguns números ficaram abaixo das expectativas.

No chão da fábrica, pé no freio. Depois de três meses seguidos de produção em alta, o ritmo caiu em novembro na comparação com outubro – pouco mais de 1% de queda.

O resultado afetou o setor de serviços. A queda de 0,1% foi puxada especialmente pelo setor de transportes. Com menos produtos saindo das fábricas, os caminhões também circularam menos no fim de 2019.

“No caso da indústria, você produz muito em outubro e consome estoques ao longo de novembro e dezembro, isso é um processo natural. Houve um repique da inflação também, isso piora as condições de renda e consumo, atrapalha”, disse Roberto Padovani, economista-chefe do BV.

As vendas do comércio em novembro subiram 0,6% em relação a outubro. Apesar do resultado positivo, foi bem menor do que muitos previam para um mês com Black Friday.

Segundo Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, os dados de novembro deram um banho de água fria nas projeções do mercado e colocam em dúvida a velocidade de crescimento do PIB – o conjunto de todos bens e serviços produzidos pelo país num determinado período. Mas isso não indica que a economia parou

“Os números de novembro colocam certo alerta de que o ritmo seja um pouquinho menor do que se imaginava. Vamos pensar assim: a gente está com uma economia que, na média, em 2019 cresceu em torno de 1%. Ou seja, ainda é um crescimento muito baixo. Quando a gente tem crescimentos baixos assim é normal alguns meses virem pior do que outros e negativos, como a gente viu de fato acontecer, no caso da indústria em novembro”.

Nesta quinta-feira (16), o Banco Central divulgou o índice de atividade econômica que dá um termômetro de como anda o crescimento do país porque leva em conta todos os segmentos da economia. Esse indicador é calculado pelo BC e é considerado uma prévia do PIB.

Em novembro, esse índice subiu 0,18%, resultado que também surpreendeu os analistas, mas desta vez positivamente – muitos acreditavam que haveria queda de atividade nesse período.

“O dinamismo da economia brasileira está vindo via setor privado, através do consumo e de uma recuperação moderada do investimento. Então, a gente deve esperar duas coisas: uma recuperação forte do setor privado, que é ampliação das vendas nível de varejo, e uma retomada dos investimentos produtivos”, disse o professor da Faculdade de Economia da USP Simão Silber.

Produção industrial recua em 11 locais em novembro

Segundo a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), a maior queda foi observada no Paraná (Foto: Reprodução)

A produção industrial recuou em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na passagem de outubro para novembro de 2019. Segundo a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta terça-feira (14), a maior queda foi observada no Paraná (-8%).

Outros locais que tiveram queda acima da média nacional (-1,2%) foram o Espírito Santo (-4,9%), Pernambuco (-4,1%), a Bahia (-3,5%), Minas Gerais (-3,4%), São Paulo (-2,6%), Goiás (-2,1%), o Pará (-1,8%) e Rio Grande do Sul (-1,5%). Também tiveram queda a Região Nordeste (-1%) e Santa Catarina (-0,4%).

Por outro lado, três estados tiveram alta na produção no período: Rio de Janeiro (3,7%), Ceará (3,4%) e Mato Grosso (2,7%). O Amazonas manteve o mesmo nível de produção nos dois meses.

Outras comparações

Na comparação com novembro de 2018, houve quedas em dez locais, com destaque para o Espírito Santo (-24,3%). Cinco locais tiveram alta. Os maiores crescimentos na produção foram registrados no Rio de Janeiro (13,3%), Amazonas (11,5%) e em Goiás (10,3%).

No acumulado de 12 meses, foram registradas quedas em oito locais. O Espírito Santo também foi o destaque negativo nesse tipo de comparação, ao recuar 13,5%. Sete locais tiveram alta, com destaque para o Paraná (5%). (Agência Brasil)

IBGE: Produção industrial recua 1,2% de outubro para novembro

Segundo a pesquisa, a produção caiu 1,7% na comparação com novembro de 2018 (Foto: Reprodução)

A produção industrial brasileira teve queda de 1,2% na passagem de outubro para novembro de 2019. O recuo interrompe três meses de crescimento e elimina parte da alta de 2,2% acumulada entre agosto e outubro daquele ano. De setembro para outubro, a indústria havia crescido 0,8%. Os dados são da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo a pesquisa, a produção caiu 1,7% na comparação com novembro de 2018, 1,1% no acumulado dos 11 primeiros meses de 2019 e 1,3% no acumulado de 12 meses. Na média móvel trimestral, a queda foi 0,1%.

De outubro para novembro, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda: bens de consumo duráveis (-2,4%), bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%), bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-1,3%), e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (-1,5%).

Dezesseis das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção, com destaque para produtos alimentícios (-3,3%), veículos automotores (-4,4%), indústrias extrativas (-1,7%), outros produtos químicos (-1,5%) e máquinas e equipamentos (-1,6%).

Por outro lado, dez atividades tiveram alta e evitaram um desempenho mais negativo da indústria, com destaque para produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (1,6%), impressão e produção de gravações (24%) e produtos de borracha e material plástico (2,5%). (Agência Brasil)

Indústria considera que taxação de aço anunciada por Trump é “retaliação ao País”

Presidente dos EUA afirma que irá retomar tarifas sobre produtos brasileiros e argentinos por conta da desvalorização de suas moedas frente ao dólar. Bolsonaro diz que, “se for o caso”, falará com Trump (Foto: Alex Brandon/AP)

“Decisão de Trump de taxar o aço brasileiro é uma retaliação ao país”, diz indústria

HELOÍSA MENDONÇA, FEDERICO RIVAS MOLINA – EL PAÍS

Em mais uma frente de batalha da guerra protecionista impreendida por seu Governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em seu perfil do Twitter que irá retomar imediatamente as tarifas norte-americanas sobre aço e alumínio do Brasil e da Argentina. “O Brasil e a Argentina têm promovido uma forte desvalorização de suas moedas, o que não é bom para nossos fazendeiros”, justificou Trump. “Portanto, com vigência imediata, restabelecerei as tarifas de todo aço e alumínio enviados aos EUA por esses países”. Na mesma publicação do Twitter, Trump também pediu que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) impeça que países tomem vantagem de um dólar mais forte, desvalorizando suas moedas. Um terço do aço exportado no Brasil tem como destino o mercado dos Estados Unidos, que também é o maior cliente do produto argentino.

Na manhã desta segunda, o presidente Jair Bolsonaro reagiu à fala de Trump, um aliado de seu Governo, afirmando que irá conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e acrescentou que, se precisar, entrará em contato com o próprio presidente norte-americano. “Se for o caso, falo com Trump, tenho canal aberto”. Logo depois, durante uma entrevista à rádio mineira Itatiaia, no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que o anúncio de Trump é “munição para pessoal opositor meu aqui no Brasil” e em seguida que que não entende a medida como “retaliação”.

Para o chanceler Ernesto Araújo, a medida anunciada por Trump não preocupa “e não nos tira desse trilho rumo a uma relação mais profunda”. “Vamos conversar, vamos entender a medida, como eu digo, com toda tranquilidade. Não estamos de forma nenhuma apurados com isso, vamos avaliar o impacto, avaliar exatamente que tipo de medida os EUA estão pensando”, declarou o ministro, segundo quem esse é um setor que desde ano passado preocupa os americanos. “Então, vamos, como eu digo, tentar entender e ver como a gente vai conversar com EUA, com muita calma, vamos chegar a um entendimento sobre isso”, finalizou.

Em nota, o Instituto Aço Brasil afirmou que recebeu com perplexidade a decisão anunciada por Trump e disse que o câmbio no país é livre, não havendo por parte do Governo qualquer iniciativa no sentido de desvalorizar artificialmente o real. “A decisão de taxar o aço brasileiro como forma de compensar o agricultor americano é uma retaliação ao Brasil, que não condiz com as relações de parceria entre os dois países”, diz a nota enviada ao EL PAÍS. “Por último, tal decisão acaba por prejudicar a própria indústria produtora de aço americana, que necessita dos semiacabados exportados pelo Brasil para poder operar as suas usinas”.

Na tarde desta segunda-feira, o ministério da Economia comunicou que o Governo brasileiro já está em contato com interlocutores em Washington sobre o tema. “O Governo trabalhará para defender o interesse comercial brasileiro e assegurar a fluidez do comércio com os EUA, com vistas a ampliar o intercâmbio comercial e aprofundar o relacionamento bilateral, em benefício de ambos os países”, diz nota do ministério. Enquanto isso, na Argentina, o ministro das Relações Exteriores, Jorge Faurie, falou por telefone com o secretário de Comércio dos EUA, Willbur Ross, “para negociar em diferentes níveis e ver como a questão pode ser resolvida”, disseram fontes do Ministério das Relações Exteriores ao EL PAÍS. O porta-voz se recusou a dar detalhes da conversa. A negociação também está nas mãos do ministro da Produção, Dante Sica, que pediu ao embaixador argentino em Washington, Fernando Oris de Roa, que solicitasse uma entrevista com Ross, um funcionário que estava em Buenos Aires e que a Casa Rosada considera um aliado. O problema na Argentina é que em oito dias o centro-esquerdista Alberto Fernández substituirá Macri e qualquer negociação iniciada deverá continuar com novos funcionários.

Na avaliação do economista-chefe da Necton André Perfeito, Trump não entende a natureza das desvalorizações do real e do peso. “Mas ao colocar dessa forma a questão faz reverberar sua retórica anti globalista e é um golpe duro ao Palácio do Planalto que via Washington como um aliado”, afirma. Ainda segundo Perfeito, a reação de Trump é desproporcional e sugere que essa talvez seja uma retaliação sobre outros assuntos, como as disputas em relação a tecnologia 5G, por exemplo. “O Brasil está ensaiando se aproximar da China nessa questão”, diz.

No caso argentino, o peso caiu perante o dólar e, neste ano, a inflação será de cerca de 60%, apesar da ajuda de 57.000 milhões de dólares que Macri recebeu do FMI, com a autorização prévia de Donald Trump. Já o real brasileiro superou na semana passada a barreira de quatro unidades por dólar, para o recorde histórico de 4,27 reais. A moeda brasileira é pressionada por uma combinação de fatores, como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, protestos em países vizinhos, como Bolívia, Chile e Colômbia, e o retorno ao poder do peronismo Kirchner na Argentina. A declaração do ministro da Economia Paulo Guedes, que disse não estar preocupado com a desvalorização, assustou ainda mais os investidores.

Para a XP Investimentos, a declaração do presidente dos EUA é uma tentativa clara de fortalecer o apoio político dos produtores de aço e alumínio dos EUA (seus eleitores), já que as eleições primárias dos EUA estão chegando. Ainda na avaliação da corretora, o impacto econômico (de primeira ordem) dessa medida é negativo, mas de certa forma limitado, pois esses produtos representam apenas 1,7% de nossas exportações totais. “No entanto, reconhecemos que a medida pode impactar a economia através do canal de expectativas, uma vez que mais medidas poderão ser anunciadas em breve se as negociações falharem”, afirma relatório da XP Investimentos desta segunda-feira.

O setor industrial argentino também lamentou as restrições comerciais no momento em que o país precisa urgentemente da entrada de dinheiro novo para reverter a falta de crédito internacional e a ameaça de default dos pagamentos de sua dívida externa. Javier Madanes Quintanilla, presidente da Aluar, a maior empresa produtora de alumínio da Argentina, responsabilizou o Governo Macri pelo retorno das tarifas. Em declarações ao jornal La Nación, ele disse que houve uma “má leitura” das conseqüências da guerra comercial e “uma inoperância que assusta a administração da estratégia internacional de negócios”.

Histórico da ‘guerra do aço’

A discussão sobre o tema, no entanto, não é nova. Em março de 2018, Trump havia anunciado a imposição de uma sobretarifa de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio de vários países, incluindo o Brasil —o maior exportador de aço para os EUA.

A decisão provocou, no entanto, enorme polêmica. E os próprios americanos questionaram a medida, já que a maioria do aço proveniente do Brasil é semiacabado, sendo um insumo usado na indústria de transformação. Eles argumentaram que a barreira a essas matérias-primas poderia encarecer o preço de automóveis, eletrodomésticos e de outros produtos, podendo ter um impacto negativo sobre a inflação do país.

Meses depois, em agosto do ano passado, após forte pressão das próprias empresas americanas, o presidente americano voltou atrás e resolveu flexibilizar a política das tarifas da Coreia do Sul, Brasil e Argentina. Ele estabeleceu a entrada de aço e alumínio no país em quantidade acima das cotas livres dessas taxas, caso ficasse comprovado que o produto não era feito nos EUA em quantidade suficiente.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/12/02/economia/1575299561_364176.html

IBGE: Produção industrial brasileira cresce 0,3% em setembro

É a segunda taxa positiva do indicador, que acumula alta de 1,5% no período de dois meses (Foto: Reprodução)

A produção da indústria brasileira teve um crescimento de 0,3% na passagem de agosto para setembro. Esta é a segunda taxa positiva do indicador, que acumula alta de 1,5% no período de dois meses. Os dados, da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), foram divulgados na última sexta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com setembro do ano passado, houve alta de 1,1%. Já na média móvel trimestral, teve crescimento de 0,4%. Por outro lado, a indústria acumula quedas de 1,4% no acumulado do ano e no acumulado de 12 meses.

Na passagem de agosto para setembro, três das quatro grandes categorias econômicas tiveram crescimento: bens de consumo duráveis (2,3%), bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) e bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (0,2%). Já os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos, tiveram queda de 0,5%.

Onze das 26 atividades pesquisadas mostraram expansão na produção. Entre elas, a indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 4,3%, revertendo um recuo de agosto (-2,4%).

Outros impactos positivos relevantes vieram de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,6%), bebidas (3,5%), produtos de metal (3,7%), móveis (9,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,0%) e produtos de borracha e de material plástico (1,4%).

Queda

Entre os 14 ramos que tiveram queda na produção, os desempenhos de maior impacto foram observados em impressão e reprodução de gravações (-28,6%), indústrias extrativas (-1,2%), máquinas e equipamentos (-2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,8%) e produtos do fumo (-7,7%). (Agência Brasil)

Industria cresce 0,8% em agosto, mas tem queda de 2,3% na comparação com mesmo período de 2018

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou, nesta terça-feira (1), a PIM (Pesquisa Industrial Mensal) que aponta crescimento de 0,8% da produção industrial brasileira entre julho e agosto. Segundo o levantamento, a alta contribuiu na recuperação de parte da perda de 0,9% entre os meses de maio e julho.

Por outro lado, a indústria apresentou queda de 2,3% na comparação com o agosto de 2019 e de 1,7% tanto no acumulado do ano quanto no acumulado de 12 meses. A alta no período se deu exclusivamente pelos chamados bens intermediários, que são os insumos industrializados usados no setor produtivo. O crescimento foi de 1,4%.

No caminho inverso, tiveram queda o bens de capital como máquinas e equipamentos (-0,4%), os bens de consumo duráveis (-1,8%) e os bens de consumo semi e não duráveis (-0,4%).

Das 26 atividades pesquisadas, 10 tiveram alta e sustentaram o crescimento médio da indústria com estaque para indústrias extrativas, que avançaram 6,6% de julho para agosto. Também tiveram altas os setores de derivados de petróleo e biocombustíveis (3,6%) e de produtos alimentícios (2%).

Já os 16 segmentos que apresentaram queda se destacam os veículos automotores (-3%), artigos de vestuário e acessórios (-7,4%), máquinas e equipamentos (-2,7%) e produtos farmacoquímicos e farmacêuticos (-4,9%). (Com informações do IBGE e agências de notícias)

Produção industrial recua em oito dos 15 locais pesquisados em julho

A produção da indústria caiu em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ), de julho para agosto deste ano, seguindo a tendência nacional, já que a produção nacional recuou 0,3%. As maiores quedas registradas pela PIM (Pesquisa Industrial Mensal) foram observadas no Amazonas (-6,2%) e em Pernambuco (-3,9%).

Também tiveram queda na produção a Região Nordeste (-2,6%) e os estados do Rio Grande do Sul (-2,4%), Ceará (-1,5%), São Paulo (-1,4%), Bahia (-1,3%) e Santa Catarina (-0,3%).

Por outro lado, sete estados tiveram alta na produção: Rio de Janeiro (6,8%), Mato Grosso (5,5%), Paraná (2%), Goiás (1,7%), Espírito Santo (1,7%), Pará (0,5%) e Minas Gerais (0,3%).

Na comparação com julho do ano passado, oito locais tiveram alta na produção, com destaque para Paraná e Rio de Janeiro (ambos com 4,8%), e sete apresentaram recuo, entre as quais a maior foi apresentada pelo Espírito Santo (-14,2%).

No acumulado do ano, dez dos 15 locais pesquisados tiveram queda, entre eles Espírito Santo (-12,2%) e Minas Gerais (- 4,7%). Já Paraná, com crescimento de 7,2%, e Rio Grande do Sul, com avanço de 6,9%, estiveram entre os cinco estados com alta na produção.

No acumulado de 12 meses, nove dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas, com destaque para Espírito Santo (-5,9%), enquanto seis locais tiveram alta, sendo a maior delas no Rio Grande do Sul (8,4%). (Agência Brasil)

IBGE: Produção industrial cai 0,3% de junho para julho

A produção industrial brasileira registrou queda de 0,3% na passagem de junho para julho deste ano, o terceiro resultado negativo consecutivo. A perda acumulada no período chega a 1,2%, segundo dados da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta terça-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A produção teve queda ainda maior na comparação com julho do ano passado (-2,5%). A indústria também acumula recuos de 1,7% neste ano e de 1,3% em 12 meses.

Entre as grandes categorias econômicas, a queda de junho para julho foi puxada pelos bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (-0,3%), e pelos bens intermediários – os insumos industrializados usados no setor produtivo (-0,5%).

Por outro lado, os bens de consumo tiveram alta no período e evitaram um desempenho pior da indústria no mês. Os bens semi e não duráveis cresceram 1,4% no período, enquanto os bens duráveis avançaram 0,5%.

Onze das 26 atividades industriais tiveram queda na passagem de junho para julho, com destaque para outros produtos químicos (-2,6%), bebidas (-4,0%) e produtos alimentícios (-1%).

Entre as 15 atividades com crescimento, o principal destaque ficou com as indústrias extrativas, que tiveram alta de 6%. (Agência Brasil)

Produção industrial recua em sete estados e na Região Nordeste em maio

A produção industrial recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na passagem de abril para maio deste ano, acompanhando o recuo de 0,2% da indústria nacional no período. Segundo a PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada na semana passada, foi a maior queda foi observada no Espírito Santo (-2,2%).

Outros estados com queda na produção foram Rio Grande do Sul (-1,4%), Santa Catarina (-1,3%), Minas Gerais (-1%), Ceará (-0,9%), Mato Grosso (-0,7%) e Pernambuco (-0,6%) a seguir. A Região Nordeste, que tem a produção industrial de seus nove estados calculada em conjunto, recuou 0,9%.

Sete estados tiveram aumento na taxa, com destaque para o Pará, que teve uma alta recorde de 59,1%, devido à retomada do setor extrativo mineral no estado. Outros locais com alta foram o Rio de Janeiro (8,8%), Goiás (1,6%), o Amazonas (1,2%), a Bahia (1,1%), o Paraná (0,7%) e São Paulo (0,1%).

Outras comparações

Na comparação com maio do ano passado, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram alta, com destaques para os três estados do Sul: Paraná (27,8%), Rio Grande do Sul (19,9%) e Santa Catarina (19,3%). Entre os três locais com queda, o recuo mais intenso foi no Espírito Santo (-17,4%).

No acumulado do ano, oito locais tiveram alta, com destaque também para os três estados do Sul: Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul (8,8%) e Santa Catarina (6,1%). Sete locais tiveram queda, a maior delas no Espírito Santo (-11,8%).

No acumulado de 12 meses, oito locais pesquisados tiveram altas, com destaque, mais uma vez para Rio Grande do Sul (9,2%), Paraná (6,3%) e Santa Catarina (5%). Dos sete locais em queda, o maior recuo foi observado no Espírito Santo (-4,1%).(Agência Brasil)

Produção industrial cresce 0,3% em abril e apresenta alta em 10 das 15 regiões analisadas

A produção industrial brasileira cresceu 0,3% no mês de abril, na comparação com março, nos 10 dos 15 locais pesquisados. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio de PIM (Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional).

Segundo o levantamento, as maiores altas foram identificadas em Pernambuco (8,3%), Bahia (7,4%) e Região Nordeste, que acumula dados de nove estados (6,1%). Também foram identificadas alta em Mato Grosso (5,1%), Ceará (3,7%), São Paulo (2,4%), Rio Grande do Sul (2,3%), Santa Catarina (1,3%), Paraná (0,3%) e Minas Gerais (0,1%).

Por outro lado, cinco locais apresentam baixa com destaque ao Pará que apresentou recuo de 30,3%. Além do estado da região Norte, tiveram redução na produção Espírito Santo (-5,5%), Rio de Janeiro (-4,5%), Goiás (-1,4%) e Amazonas (-1,2%).

Quando comparado com o mesmo período do ano passado, apenas seis locais tiveram alta como Ceará (6,5%) e Rio Grande do Sul (6,3%). Nove locais tiveram queda, a maior delas no Pará (-31%). Já no acumulado do ano, o Instituto identificou queda em onze locais com destaque para Espírito Santo (-10,3%), e quatro com alta sendo o Paraná e Rio Grande do Sul com os maiores crescimentos (6,2% cada um).

No acumulado de 12 meses 10 locais tiveram queda, sendo a maior delas (-4,9%) em Goiás. Cinco locais tiveram alta na produção, com destaque para o Rio Grande do Sul (6,6%).

Motivos da queda

Ao comentar a queda incomum no Pará, o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, destacou que 85% da indústria paraense é concentrada no extrativismo. Com o rompimento da barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho (MG), ocorreram paralisações na planta produtiva de mineração no estado.

“Depois de Brumadinho, aumentou a preocupação com questões ambientais dentro das plantas industriais desse setor, o que acarretou uma queda na produção”, disse.

Já no caso de São Paulo, que registrou a alta mais intensa desde junho do ano passado, a explicação se deve ao aumento de produção de automóveis

“Houve uma volatilidade em fevereiro, março e abril, que pode ser explicada pela demanda doméstica, que está mais cautelosa em um ambiente de incertezas. Há também a crise na Argentina, que é o nosso maior mercado de exportação do setor automobilístico”, disse. (Com informações do IBGE e agência de notícias)

Indústria apresenta ligeira recuperação, mas registra aumento do desemprego e queda salarial

A produção industrial brasileira apresentou uma ligeira recuperação de 1,8% entre 2016 e 2017, alcançando neste ano valor bruto de R$ 2,7 trilhões e faturamento bruto de R$ 3,9 trilhões. Os dados (veja aqui) foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na  PIA Empresa (Pesquisa Industrial Anual Empresa 2017).

Os números do setor, mais uma vez, mostram a incapacidade da gestão lulopetista de alavancar a economia e gerar de empregos. Segundo a pesquisa, entre 2014 e 2017, a indústria cortou 1,1 milhão de postos de trabalho e reduziu os salários das vagas remanescentes em 14,7% durante a pior crise financeira brasileira sob o governo Dilma Rousseff. A pesquisa revelou ainda que a receita das indústrias caíram 7,7% quando comparado o mesmo período.

Recuperação

Para a gerente da pesquisa, Synthia Santana, em entrevista à Agência Brasil, disse que o pequeno crescimento do setor se dá principalmente pelo fato da base de comparação – com os anos anteriores – ser muito baixa.

“A gente vem de um contexto de baixo crescimento no País. Os principais resultados da pesquisa mostram leve recuperação no setor industrial entre 2016 e 2017. Em termos de faturamento das empresas, comparando 2016 com 2017, aumentou em 1,8%. Na verdade, houve um contexto geral de crescimento na economia em 2017. Não foi um crescimento tão grande, mas como em 2015 e 2016 foram anos muito ruins, aí a base de comparação é muito baixa”, disse.

Regiões

Os dados apontaram que entre 2008 e 2017 das 27 unidades da Federação, em 16 as atividades de produção alimentícia apareceram em primeiro lugar no ranking com destaque para a região Centro-Oeste com o incremento da indústria de papel e celulose. No Nordeste também houve crescimento da industrial de papel e celulose. No Maranhão e Pernambuco chamou atenção para o crescimento do setor de petróleo e fabricação de veículos automotores.

No Sul, Santa Catarina teve destaque com a indústria têxtil. Já o Sudeste foi responsável por 58% da transformação industrial em todo o País em 2017, mantendo-se, mais uma vez, líder na produção industrial brasileira. (Com informações do IBGE e agência de notícias)

Apesar de ligeira alta de 0,3%, indústria acumula queda nos quatro primeiros meses do ano

A produção industrial brasileira registrou leve alta em abril, com crescimento de 0,3%. Contudo, o setor acumula queda de 2,7% nos quatro primeiros meses do ano. Além disso, também registrou queda de 3,9% quando comparado com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi divulgado, nesta terça-feira (4), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da PIM (Pesquisa Industrial Mensal).

De acordo com o estudo, a produção industrial para o período está 17,3% abaixo do nível recorde registrado em maio de 2011. Segundo os pesquisadores, a influência negativa se deu por conta do setor extrativo, principalmente pela redução na produção de minério de ferro decorrente da tragédia de Brumadinho (MG) com o rompimento da barragem, em janeiro. Por conta disso, a indústria extrativa caiu 9,7%.

Para o gerente de pesquisa, André Macedo, o crescimento na indústria seria de 1,2% se não tivesse ocorrido o incidente.

“Há um efeito de queda em sequência do setor por conta de Brumadinho, e isso vem trazendo impactos negativos na indústria como um todo”, disse.

Crescimento

A pesquisa revelou que houve crescimento em 20 das 26 atividades consultadas. Entre as altas na passagem de março para abril o destaque foi para veículos com 7,1%; maquinas e equipamentos, 8.3%; produtos químicos 5,2%; e alimentos 1,5%.

“Veículos automotores vêm mostrando um comportamento de maior volatilidade, em função de uma demanda doméstica que não consegue acompanhar essa produção. Ainda há a crise na Argentina afetando as exportações desse setor, então se regula a produção para atender a demanda”, afirmou o pesquisador.

Além disso, a ligeira alta também foi influenciada em três das grandes categorias economias em relação a março com alta de 3,4% em bens de consumo duráveis; 2,9% em bens de capital e de 2,6% em bens de consumo semi e não duráveis. O setor de bens intermediários teve queda de 1,4%.

Ao comentar a indústria de transformação, Macedo destacou a existência de uma “constante” que contribui na queda do setor industrial no ano.

“São fatores que a gente já comenta para o setor industrial, associados à demanda em ritmo menor e à taxa de desocupação do mercado de trabalho”. (Com informações do IBGE)

Produção industrial registra queda em 9 das 15 regiões analisadas pelo IBGE

A indústria brasileira registrou recuo na produção em 9 dos 15 regiões analisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da  PIM (Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional), divulgada nesta última quarta-feira (8). O resultado se soma a uma série de sucessivos resultados negativos que apontam a estagnação econômica do País.

Os piores resultados foram identificados no Pará, com recuo de -11,3%, e Bahia com -10,1%. Além disso, também tiveram queda Mato Grosso (-6,6%), Pernambuco (-6%), Minas Gerais (-2,2%), Ceará (-1,7%), São Paulo (-1,3%) e Amazonas (-0,5%). A região Nordeste, que foi analisada de forma conjunta, registrou redução de -7,5%.

Segundo o IBGE, seis locais tiveram uma ligeira alta na produção sendo Espírito Santo com o melhor desempenho com crescimento de 3,6% seguido por Rio de Janeiro (2,9%), Goiás (2,3%), Paraná (1,5%), Santa Catarina (1,2%) e Rio Grande do Sul (1%).

Quando comprado com o mês de março do ano passado, 12 locais apresentaram queda principalmente Pará, 12,5%, e Mato Grosso (12,3%). No acumulado do ano, dez locais tiveram queda com destaque para o Espírito Santo com queda de -8,5%. Já no acumulado de 12 meses, foram nove locais com queda sendo o estado de Goiás o mais atingido com redução de -4,1%. (Com informações do IBGE e agência de notícias)

IBGE: Produção industrial cai 1,3% em março; pior resultado desde setembro de 2018

A economia brasileira continua tropeçando diante uma gestão federal fraca que ainda não mostrou competência para reverter os sinais negativos que atingem e prejudicam toda a sociedade. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou, nesta sexta-feira (03), na PIM (Pesquisa Industrial Mensal), que a produção brasileira recuou 1,3% entre fevereiro e março, resultado considerado o pior resultado desde setembro do ano passado.

No mês anterior, a indústria havia crescido 0,6%. Já na comparação com março de 2018, observou-se a continuidade do efeito negativo que o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) teve nas indústrias extrativas (-14%) e automotivas (-13,3%), que exerceram as maiores influências negativas no índice de -6,1% do total da indústria.

Com a queda de 1,3% em março, a indústria nacional acumulou -2,2% no primeiro trimestre, com perdas em três das quatro grandes categorias econômicas investigadas pela PIM, divulgada hoje.

O levantamento revelou que foram registradas quedas em todos os tipos de comparação temporal. Quando comparado com o mesmo período do ano passado o recuo foi de -6,1%; na média móvel trimestral o número foi de -0,5%; no acumulado do ano, -2,2%; e no acumulado de 12 meses, -0,1%.

Segundo a PIM, das 26 atividades industriais 16 tiveram queda na produção na passagem de fevereiro para março, principalmente o setor de alimentos, que teve recuo de 4,9%. Além disso, influenciaram na queda da produção o setor de automotores, reboques e carrocerias (-3,2%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%); indústrias extrativas (-1,7); e outros produtos químicos (-3,3%).

Por outro lado, nove segmentos apresentaram alta na produção e evitaram um número ainda pior para a indústria no período. O setor de produtos farmoquímicos teve o maior destaque com 4,6% de crescimento. Entre as quatro grandes categorias, apenas os bens de capital – máquinas e equipamentos usados no setor produtivo, tiveram alta de 0,4%. A maior queda foi nos bens intermediários – insumos industrializados usados no setor produtivo – que apresentou 1,5% negativo.

Nos bens de consumo, foi observado queda de 1,3% nos bens duráveis e 1,1% nos bens semi e não duráveis.

Recuperação

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o País está longe de uma trajetória de recuperação.

“Dado que a gente observa todos esses indicadores no campo negativo, podemos dizer que estamos longe de pensar em qualquer trajetória de recuperação, que dirá de uma recuperação consistente”, avaliou

Para ele, o resultado negativo da pesquisa é o mais intenso desde 2016. “Este é o resultado negativo mais intenso desde o 4º trimestre de 2016, quando havia recuado 3,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior”, destacou o gerente da pesquisa. “Desde o 4º de 2017, quando a indústria crescia 5%, o setor vem numa trajetória de redução de ritmo”, acrescentou. (Com informações do IBGE e agências de notícias)