IBGE: Vendas do comércio varejista crescem 0,6% em novembro

Resultado do setor é a sétima alta consecutiva, que acumula alta de 3,3% no período (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% na passagem de outubro para novembro de 2019. Segundo dados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esta é a sétima alta consecutiva do indicador, que acumula alta de 3,3% no período.

O comércio também teve altas na média móvel trimestral (0,5%), na comparação com novembro de 2018 (2,9%), no acumulado de janeiro a novembro de 2019 (1,7%) e no acumulado de 12 meses (1,6%).

A alta de outubro para novembro foi puxada por quatro das oito atividades pesquisadas, com destaque para artigos farmacêuticos, médicos, de perfumaria e cosméticos (4,1%). Também tiveram alta outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), móveis e eletrodomésticos (0,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,8%).

Três atividades tiveram queda no volume de vendas de outubro para novembro: tecidos, vestuário e calçados (-0,2%), combustíveis e lubrificantes (-0,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-4,7%). O setor de supermercados, alimentos, bebidas e fumo manteve em novembro o mesmo patamar de vendas do mês anterior.

A receita nominal do varejo também cresceu em todos os tipos de comparação: em relação a outubro (0,9%), na comparação com novembro de 2018 (4,9%), na média móvel trimestral (0,7%), no acumulado de janeiro a novembro (4,7%) e no acumulado de 12 meses (4,6%).

Varejo ampliado

O varejo ampliado, que agrega os segmentos de veículos e materiais de construção aos oito segmentos do varejo, teve queda de 0,5% na passagem de outubro para novembro, devido ao recuo de 1% na atividade de veículos, motos, partes e peças. Os materiais de construção tiveram variação positiva de 0,1%.

Nos demais tipos de comparação, no entanto, o varejo ampliado teve altas: média móvel trimestral (0,4%), comparação com novembro de 2018 (3,8%), acumulado dos onze primeiros meses de 2019 (3,8%) e acumulado de 12 meses (3,6%).

A receita nominal caiu 0,3% na comparação com outubro, mas cresceu 0,5% na média móvel trimestral, 5,5% em relação a novembro de 2018, 6,3% no acumulado de janeiro a novembro de 2019 e 6,1% no acumulado de 12 meses. (Agência Brasil)

IBGE: Setor de Serviços registra queda de 0,1% em novembro

Na comparação com novembro de 2018, no entanto, o volume cresceu 1,8% (Foto: Reprodução)

O volume de serviços no País caiu 0,1% em novembro de 2019 na comparação com o mês anterior. A queda veio depois de uma alta acumulada de 2,2% nos meses de setembro e outubro, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta terça-feira (14), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na comparação com novembro de 2018, no entanto, o volume cresceu 1,8%. Também houve altas de 0,9% no acumulado de janeiro a novembro de 2019 e no acumulado de 12 meses.

Na passagem de outubro para novembro, três das cinco atividades do setor de serviços tiveram queda no volume: transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,7%), serviços prestados às famílias (-1,5%) e serviços de informação e comunicação (-0,4%).

Por outro lado, duas atividades tiveram alta, o de outros serviços (1,7%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,1%).

Em relação à receita nominal, os serviços tiveram queda de 0,5% na comparação com outubro. Na comparação com novembro do ano anterior foi observada uma alta de 5%. Já nos acumulados de janeiro a novembro de 2019 e de 12 meses, foram registradas altas de 4,4%. (Agência Brasil)

Inflação oficial fecha 2019 em 4,31% e supera centro da meta

Apenas em dezembro, índice de preços avançou 1,15%, a taxa mais alta para o mês desde 2002 (Foto: Reprodução)

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), fechou o ano de 2019 em 4,31%. A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística).

A taxa também ficou acima do centro da meta de inflação, estipulada pelo Banco Central para 2019, de 4,25%.

Em dezembro, o IPCA ficou em 1,15%, acima do 0,51% de novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%).

Com taxa de 1,54%, os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de dezembro, com destaque para a alta de preços de 3,36% da gasolina no período. A aceleração foi influenciada também pelo encarecimento das carnes e dos jogos de azar, segundo o IBGE.

O instituto calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.A inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços em geral que compõem o IPCA em dezembro.

Difusão

O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços, passou de 55,9% em novembro para 58,7% o último mês de 2019, o maior percentual desde os 59,8% registrados em outubro, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.

Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador mostrou uma menor abrangência das altas de preços, ao sair de 54,9% para 50,2%, menor nível desde setembro de 2019, quando a inflação havia se espalhado por 47,9% da cesta por esses parâmetros. (Com informações do IBGE, Agência Brasil e Valor Econômico)

IBGE: Produção industrial recua 1,2% de outubro para novembro

Segundo a pesquisa, a produção caiu 1,7% na comparação com novembro de 2018 (Foto: Reprodução)

A produção industrial brasileira teve queda de 1,2% na passagem de outubro para novembro de 2019. O recuo interrompe três meses de crescimento e elimina parte da alta de 2,2% acumulada entre agosto e outubro daquele ano. De setembro para outubro, a indústria havia crescido 0,8%. Os dados são da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo a pesquisa, a produção caiu 1,7% na comparação com novembro de 2018, 1,1% no acumulado dos 11 primeiros meses de 2019 e 1,3% no acumulado de 12 meses. Na média móvel trimestral, a queda foi 0,1%.

De outubro para novembro, as quatro grandes categorias econômicas da indústria tiveram queda: bens de consumo duráveis (-2,4%), bens de consumo semi e não duráveis (-0,5%), bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-1,3%), e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (-1,5%).

Dezesseis das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção, com destaque para produtos alimentícios (-3,3%), veículos automotores (-4,4%), indústrias extrativas (-1,7%), outros produtos químicos (-1,5%) e máquinas e equipamentos (-1,6%).

Por outro lado, dez atividades tiveram alta e evitaram um desempenho mais negativo da indústria, com destaque para produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (1,6%), impressão e produção de gravações (24%) e produtos de borracha e material plástico (2,5%). (Agência Brasil)

Varejo registra alta de 0,1%, a sexta alta consecutiva em 2019

O setor varejista acumula alta de 2,7% no período, de acordo com dados do IBGE (Foto: Reprodução)

O comércio varejista brasileiro registrou ligeiro crescimento de 0,1% na passagem de setembro para outubro, a sexta alta consecutiva do setor no ano. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) por meio da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio).

O setor acumula alta de 2,7% no período. O varejo também registrou altas de 0,4% na média móvel trimestral, de 4,2% na comparação com outubro do ano passado, de 1,6% no acumulado do ano e de 1,8% no acumulado de 12 meses.

De acordo com a PMC, seis das oito atividades pesquisadas tiveram alta no volume de vendas entre a passagem de setembro para outubro: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,3%), combustíveis e lubrificantes (1,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%), móveis e eletrodomésticos (0,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,3%) e tecidos, vestuário e calçados (0,2%).

As atividades que tiveram queda de acordo com a PMC foram supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%) e de livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%).

Varejo ampliado

Ao analisar o varejo ampliado, que inclui os setores de de materiais de construção e venda de veículos peças, foi registrado aumento de 0,8% de setembro para outubro com alta de 2,1% na atividade de materiais de construção e 2,% no de veículos e peças. Também foi registrada alta na média móvel trimestral (0,7%), na comparação com outubro de 2018 (5,6%), no acumulado do ano (3,8%) e no acumulado de 12 meses (3,8%). (Com informações do IBGE e agência de notícias)

Inflação sobe para 0,51% em novembro, a maior taxa para o mês desde 2015

No ano, índice de preços aumentou 3,12%, aponta IBGE (Foto: Reprodução)

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,51% em novembro deste ano. A taxa é superior às registradas em outubro deste ano (0,10%) e em novembro do ano passado, quando havia sido observada uma deflação (queda de preços) de 0,21%.

Esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015 (1,01%). Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA acumula taxas de 3,12% no ano e de 3,27% em 12 meses.

O avanço de preços dos alimentos, incluindo as carnes, energia elétrica e jogos de azar tiveram impacto no resultado de novembro, segundo o IBGE. (Com informações das agências de notícias)

Puxada pelo consumo das famílias, economia cresce 0,6% no 3º trimestre

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) mostrou um crescimento acima do esperado pelos analistas (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A economia brasileira regisrou expansão de 0,6% entre julho e setembro de 2019, em relação aos três meses antecedentes, feitos os ajustes sazonais, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (03). Foi o maior crescimento nesse tipo de comparação desde o avanço de 0,7% no primeiro trimestre de 2018.

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre mostrou um crescimento acima do esperado pelos analistas, com um desempenho bastante positivo do consumo das famílias e do investimento, pelo lado da demanda. Pelo lado da oferta, os destaquem foram a indústria, com alta especialmente forte do setor extrativo, e a agropecuária, enquanto os serviços tiveram um avanço moderado.

Principal componente do PIB pelo lado da demanda, com peso de mais de 60%, o consumo das famílias cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior, uma aceleração forte na comparação com o 0,2% do segundo trimestre. A expansão do crédito, a queda dos juros e a recuperação incipiente do mercado de trabalho ajudam a explicar o melhor resultado, que pode ganhar ainda mais fôlego nos três últimos meses do ano, com o efeito mais significativo da liberação dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

O investimento também teve um resultado favorável. Cresceu 2% na comparação com o trimestre anterior. Embora inferior aos 3% registrados no segundo trimestre, é um número positivo.

Do lado da oferta, o desempenho mais surpreendente foi da indústria. Avançou 0,8% no terceiro trimestre, mas com desempenho bastante desigual entre os setores. A indústria extrativa cresceu 12% em relação ao trimestre anterior, depois de encolher 6,1% no primeiro e 3,1% no segundo, em grande parte um reflexo da tragédia com a barragem da Vale, em Brumadinho, em Minas Gerais. Entre julho e agosto, houve uma reação expressiva.

Já o setor de serviços — que engloba comércio, intermediação financeira e serviços públicos, entre outros — registrou ampliação de 0,4% nos três meses até setembro, em linha com a projeção dos economistas. No segundo trimestre, o setor teve expansão 0,2%, dado revisado de alta de 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do setor de serviços registrou elevação de 1%.

A agropecuária, por sua vez, cresceu 1,3%, abaixo da projeção mediana de alta de 1,8% dos consultados pelo Valor Data. No segundo trimestre, o resultado foi revisado de queda de 0,4% para queda de 0,5%. Ante o mesmo período do ano passado, o PIB agropecuário avançou 2,1%.

Em valores correntes, o PIB somou R$ 1,842 trilhão no terceiro trimestre, sendo R$ 1,582 trilhão referentes ao Valor Adicionado e R$ 259,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. (Com informações da agências de notícias)

Veja abaixo o resumo dos números do PIB no 3º trimestre

Serviços: 0,4% (com destaque para o comércio e atividades de informação e comunicação, com alta de 1,1%, em ambos)

Agropecuária: 1,3%

Indústria: 0,8% (maior alta desde o 4º trimestre de 2017, puxada pela indústria extrativa, que cresceu 12%, compensando a queda de 1% da indústria de transformação)

Construção civil: 1,3% (com o crescimento puxado pelo mercado imobiliário)

Consumo das famílias: 0,8% (melhor resultado desde o 3º trimestre de 2018)

Consumo do governo: -0,4%

Investimentos: 2% (2ª alta seguida, mas abaixo do avanço de 3% registrado no 2º trimestre)

Exportação: -2,8% (3ª queda seguida, afetada pela desaceleração global e pela recessão na Argentina)

Importação: 2,9%

Taxa de desocupação fica estável e fecha trimestre em 11,6%

De acordo com IBGE, 12,4 milhões de pessoas estão sem trabalho no País (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A taxa de desocupação no País fechou o trimestre encerrado em outubro em 11,6%, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento divulgado na última sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) considera desocupadas as pessoas que estão sem emprego, mas que buscaram efetivamente um trabalho nos 30 dias anteriores à coleta dos dados. De acordo com o levantamento, cerca de 12,4 milhões de pessoas compõem a população desocupada.

A Pnad Contínua foi realizada a partir de informações levantadas em visitas domiciliares a cerca de 211 mil casas em 3.464 municípios. De acordo com o resumo da pesquisa publicado no site do instituto, a taxa de desocupação “ficou estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre de maio a julho de 2019 (11,8%) quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018 (11,7%)”.

Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 1,4 milhão de pessoas ocupadas no período, assim como crescimento da força de trabalho (1,5 milhão). Isso significa que mais pessoas estão procurando emprego, disponíveis para trabalhar.

“É um valor considerado estável frente ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2018. Há uma expansão da ocupação, mesmo num ritmo menor. Ainda que essa taxa esteja no patamar de estabilidade, é uma estabilidade que aponta para uma trajetória de queda que vimos desde 2018”, explica Adriana Beringuy, analista do IBGE.

Em relação à população ocupada, na comparação com trimestre anterior, houve leve crescimento de 0,5%, o que representa aproximadamente mais 470 mil pessoas trabalhando. Entre agosto e outubro desse ano, 94,1 milhões de pessoas tiveram algum tipo de trabalho. Na comparação com o mesmo trimestre de 2018, a melhora foi de 1,6%.

Carteira assinada

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, incluindo trabalhadores domésticos, também se manteve estável e fechou em 33,2 milhões. Também houve aumento de trabalhadores informais, que atingiram novo recorde na série histórica desde 2012. Estão trabalhando sem carteira assinada 11,9 milhões de pessoas. No mês passado, o IBGE também havia detectado um recorde na informalidade, que foi novamente superado.

A pesquisa também indica que 64,9 milhões de pessoas que não estão trabalhando, nem procurando trabalho. Este dado também revela estabilidade tanto em relação ao trimestre de maio a julho de 2019 quanto em relação ao mesmo trimestre de 2018. (Com informações do IBGE e Agência Brasil)

Prévia da inflação de novembro é a menor dos últimos 21 anos

De acordo com o IBGE, esse é o menor percentual para os meses de novembro desde 1998 (Foto: Reprodução)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta sexta-feira (22), o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) que registrou 0,14% em novembro deste ano. O índice, que mede a prévia da inflação oficial do País, é superior ao observado em outubro, que registrou 0,09%, mas inferior ao mesmo período de 2018 quando foi registrado 0,19%.

De acordo com o instituto, esse é o menor percentual para os meses de novembro desde 1998, quando foi registrado deflação de 0,11%. Além disso, o índice acumula taxas de 2,83% no ano e 2,67% em 12 meses. A taxa acumulada em 12 meses é menor que a de outubro (2,72%).

Dos nove grupos analisados, três registraram deflação e contribuíram para que o mês registrasse a menor taxa para o períodos nos últimos 21 anos com destaque para habitação (-0,22%), artigos de residência (-0,06%) e comunicação (0,02%).

Por outro lado, seis grupos apresentaram alta de preços e são eles: vestuário (0,68%), transportes (0,30%) e despesas pessoais (0,40%). No vestuário, destacam-se os itens de roupa masculina (1,15%), roupa infantil (0,65%) e roupa feminina (0,49%).

No caso dos transportes, os principais aumentos foram da gasolina (0,80%), etanol (2,53%), óleo diesel (0,58%), gás veicular (0,10%) e passagens aéreas (4,44%). Já nos alimentos, as altas foram puxadas pela alimentação fora de casa (0,12%) e pelas carnes (3,08%). Também registraram inflação a saúde e cuidados pessoais (0,20%) e educação (0,04%). (Com informações do IBGE e agências de notícias)

IBGE: Mais de 3 milhões no País buscam emprego há mais de 2 anos

A taxa de desemprego no País no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre (Foto: Thiago Freitas)

Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão à procura de emprego há dois anos ou mais no Brasil. Segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua), divulgada nesta terça-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), isso representa 25,2% dos 12,5 milhões de desocupados do País.

De acordo com a pesquisa, cerca de 1,8 milhão, ou 7,1% dos desocupados, estavam há menos de um mês procurando emprego. A taxa de desemprego no País no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre.

A Pnad Contínua divulgada hoje trouxe ainda dados sobre taxa de desemprego dos estados. São Paulo foi o único a apresentar queda na taxa de desemprego do segundo para o terceiro trimestre deste ano (veja aqui). O desemprego no estado recuou de 12,8% para 12% no período em São Paulo.

“A taxa de desocupação caiu em São Paulo em função de uma redução significativa da população desocupada, que diminuiu em 217 mil pessoas no trimestre. A redução do desemprego veio mais pela redução do número de desocupados do que por expansão da ocupação”, explicou a analista da pesquisa Adriana Beringuy.

Segundo ela, a construção é um destaque na expansão da ocupação no terceiro trimestre, muito concentrada na região sudeste, sobretudo São Paulo.

“Esse contingente associado à construção era formado principalmente por trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada”, complementou.

Alta

Rondônia foi o único estado com alta na taxa de desemprego, ao passar de 6,7% para 8,2%. As outras 25 unidades da federação tiveram estabilidade na taxa, de acordo com os dados do IBGE.

As maiores taxas foram observadas nos estados da Bahia (16,8%), Amapá (16,7%) e Pernambuco (15,8%). Já os menores níveis foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Mato Grosso (8%).

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve altas em Goiás (que passou de 8,9% para 10,8%) e Mato Grosso (de 6,7% para 8%). Três estados tiveram queda neste tipo de comparação: São Paulo (13,1% para 12%), Alagoas (de 17,1% para 15,4%) e Sergipe (17,5% para 14,7%).

Subutilização

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas) foi de 24% no País. Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%) apresentam estimativas acima de 40%.

Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

Desalentados

O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) foi de 4,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil) e no Maranhão (592 mil) e os menores em Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

O percentual de pessoas desalentadas foi de 4,2%. Os maiores percentuais estavam no Maranhão (18,3%) e Alagoas (16,5%) e os menores em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

Empregos formais

Santa Catarina tinha o maior percentual de empregados com carteira assinada (87,7%). Já o menor percentual estava no Maranhão (49,9%).

As unidades da federação com maior percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado foram Maranhão (50,1%), Pará (49,9%) e Piauí (49,9%). As menores taxas foram observadas no Rio Grande do Sul (18,1%) e Santa Catarina (12,3%). (Com informações das Agência Brasil e Agência IBGE Notícias)

Setor de serviços cresce 1,2% em setembro, diz IBGE

O grupo que engloba os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio teve um aumento de 1,6% (Foto: Reprodução)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta terça-feira (12), que o setor de serviços apresentou crescimento de 1,2% em setembro, com destaque para o turismo que avançou 4,8% recuperando, assim, a retração de 4,5% registrada em agosto. Os dados são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços).

Segundo o pesquisa, com o resultado no período o setor acumula alta de 0,6% em 2019 e 0,7% no período de 12 meses encerrado em setembro. Além disso, o terceiro trimestre teve alta de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2018. O resultado foi superior ao segundo trimestre do ano que apresentou alta de apenas 0,1%.

A pesquisa identificou aumento em quatro de cinco grupos das atividades pesquisadas e a única que teve queda foi o de serviços de informação e comunicação, com baixa de 1% na comparação com o mês de agosto.

O grupo que engloba os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio teve um aumento de 1,6%. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares obteve alta de 1,8%, enquanto que os serviços prestados às famílias tiveram expansão de 0,8% e outros serviços 0,5%.

Quando comparado com setembro de 2018, a pesquisa identificou um aumento de 1,4% no setor de serviços como um todo e expansão em três dos cinco grupos analisados. Nessa base de comparação, os serviços de informação e comunicação cresceram 2,2%, outros serviços 11% e os serviços profissionais, administrativos e complementares, 2,9%. Por outro lado, os grupos de serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caiu 1,7% e serviços prestados às famílias, 0,3%.

O IBGE também apontou que 14 das 27 unidades da federação tiveram alta em setembro em relação a agosto com destaque para São Paulo (1,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (1%) e DF (1,3%). (Com informações do IBGE e agências de notícias)

IBGE: Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60% (Foto: Reprodução)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro ficou em 0,10%. O índice, que é usado como referência para a inflação oficial, foi divulgado nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando o IPCA ficou em 0,02%.

No acumulado do ano, o IPCA está agora em 2,60%. E, nos últimos 12 meses, a variação é de 2,54%, abaixo do índice de 2,89%, encontrado nos 12 meses anteriores.

Três grupos pesquisados apresentaram deflação: habitação (-0,61%), artigos de residência (-0,09%) e comunicação (-0,01%). A queda no grupo de habitação foi puxada pelo item energia elétrica, com 3,22% negativos.

As altas ficaram por conta de vestuário (0,63%), transportes (0,45%) e saúde e cuidados pessoais (0,40%). A maior alta em vestuário foi atribuída a roupas femininas: 0,98%.

Embora a energia elétrica tenha sido uma das responsáveis por puxar o índice para baixo em outubro, o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, prevê uma alta para este mês.

Ele explica que, em outubro, as contas pagas pelos consumidores estavam com bandeira amarela, que adicionava R$ 1,50 a cada 100km/h consumidos.

Para novembro, a variação do item será regida pela bandeira vermelha, que aumentou de R$ 4 para R$ 4,16 a cada 100kw/h consumidos.

“Provavelmente deve ter uma alta de energia elétrica em novembro”, disse o economista do IBGE.

O IPCA é medido pelo IBGE desde 1980 em famílias com renda até 40 salários mínimos em 10 regiões metropolitanas e seis municípios do País. (Agência Brasil)