João Azevêdo ingressa no Cidadania sem imposição, diz Roberto Freire

Roberto Freire (à esq.), Ronaldo Guerra, presidente do Cidadania-PB, e o governador da Paraíba, João Azevedo (Foto: Reprodução)

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, disse que o governador da Paraíba, João Azevêdo, está se filiando ao partido sem nenhuma imposição e reafirmando compromisso com os princípios defendidos pela legenda. Azevêdo anunciou o ingresso no Cidadania nesta sexta-feira (31).

“[A filiação] foi algo que foi construído pelos nossos companheiros do Cidadania da Paraíba e vejo com satisfação porque o governador está entrando no partido sem nenhuma imposição, com espírito aberto e democrático e, o mais importante, compreendendo o papel do processo de renovação do Cidadania nesta nova etapa”, disse Freire.

Segundo ele, Azevêdo reafirmou compromisso, em nota pública (veja aqui) que confirma a filiação ao partido, com os princípios adotados quando o PPS (Partido Popular Socialista) mudou para ser o Cidadania.

“Ele ressalta os princípios [do partido] e inclusive salienta alguns deles como de fundamental importância para a sua própria biografia do ponto de vista de uma sociedade mais justa e igualitária. É alguém que vem se somar nesse processo de renovação do Cidadania”, disse Freire

O presidente do partido considerou importante o fato de o governador se mostrar aberto para os movimentos cívicos e sociais.

“[Esses movimentos] são instrumentos, sem nenhuma dúvida, de fundamental importância para quem quer efetivamente renovar a política brasileira”, afirmou Freire.

Alessandro Vieira não descarta candidatura a governador em 2022

Ao Portal Lagartense, de Sergipe, parlamentar disse que não pode negar nada para o estado (Foto: Marcos Brandão/Agência Senado)

Senador Alessandro não descarta candidatura ao Governo de Sergipe em 2022

Thiago Farias – Portal Lagartense

Assim como no cenário nacional já são debatidos possíveis nomes para concorrer ao cargo de Presidente da República, em Sergipe, o foco, ainda que nos bastidores, se dá em torno de quem será o sucessor de Belivaldo Chagas [PSD] , que pode ser cassado a qualquer momento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesse debate figura o Cidadania, que tem em seu quadro o senador Alessandro Vieira, responsável por desbancar grandes políticos estaduais no pleito de 2018 e que agora caminha para fortalecer o partido em todo o estado, por meio do lançamento de nomes para concorrer a cargos no legislativo e no executivo de vários municípios sergipanos.

Essa caminhada tem sido vista por setores da imprensa como um método encontrado pelo Senador para pavimentar a sua chegada ao comando ao Palácio dos Despachos do Governo de Sergipe. Diante disso, o Portal Lagartense realizou uma entrevista exclusiva com Alessandro Vieira, o qual não descartou a possibilidade de entrar na disputa pelo comando do Estado de Sergipe em 2022.

“Neste momento, o foco está nas cidades e em realmente garantir alternativas para os municípios. A construção para 2022 é num outro momento, no momento em que você encerrar essa etapa daqui, ouvindo a população e ouvindo o que é necessário para ter um Sergipe que avance e que se modernize. É evidente que pode acontecer uma candidatura em 2022, porque um Senador sempre tem essa possibilidade, mas isso vai depender da vontade do povo”, disse o parlamentar.

Questionado sobre a existência de uma vontade pessoal de derrotar o agrupamento governista e governar o Estado, o Senador Alessandro salientou que nunca sonhou em ser político.

“Sempre gostei e sou muito satisfeito com a profissão que escolhi, que é a de delegado de polícia, mas a gente percebeu uma necessidade e você as vezes tem que emprestar a sua capacidade e a sua coragem para fazer as coisas acontecerem. Isso foi necessário para o legislativo e a gente está mostrando que funciona, que faz bem e que estimula outras pessoas e que pode ser necessário também no executivo. Tudo vai depender do momento de cada coisa”, observou.

Por isso, ainda na entrevista que concedeu ao Portal Lagartense, o Senador foi ainda mais pontual ao dizer que não descarta uma candidatura rumo ao comando do Governo do Estado.

“Não posso negar nada para Sergipe, porque esse estado me deu tudo o que tenho”, encerrou.

Fonte: http://lagartense.com.br/66603

Discurso de governador do Amapá na ONU sobre Amazônia é barrado pelo Itamaraty

Itamaraty barra discurso de governador do Amapá sobre Amazônia na ONU

Governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), falaria em encontro sobre desmatamento

Patrícia Campos Mello, Marina Dias – Folha de S. Paulo

O Itamaraty intercedeu para que o presidente do Consórcio Amazônia Legal, o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), tivesse seu discurso cancelado durante encontro organizado pela França, Chile e Colômbia para discutir o desmatamento na Amazônia, às margens da Cúpula do Clima nas Organizações das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Com isso, na reunião, não houve nenhuma fala sobre Amazônia de um representante brasileiro.

Segundo a Folha apurou com fontes diplomáticas, o governador foi convidado formalmente pelos presidentes Emmanuel Macron, da França, Sebastián Piñera, do Chile, e Iván Duque, da Colômbia, na segunda-feira passada (16), para participar do encontro que foi realizado na manhã desta segunda-feira (23).

Mas segundo relataram fontes diplomáticas, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, protestou contra o fato de um representante de governo estadual ser convidado para representar a Amazônia no encontro enquanto o governo federal não estaria presente. A Colômbia então teria passado a se opor ao convite para o discurso.

“Desde 4ª feira a Colômbia, sob pressão do Ministro Araújo, cria grandes obstáculos à participação de autoridades estaduais”, diz mensagem enviada por organizadores do encontro e obtida pela Folha.

No encontro, o presidente Macron anunciou que o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a ONG Conservação Internacional vão doar US$ 500 milhões para combate ao desmatamento da Amazônia e de outras florestas tropicais.

“Eu tinha recebido convite para participar e falar enquanto autoridade regional, mas depois, pelas informações que tivemos, a Colômbia teria criado problema, dada a relação com o governo do Brasil”, disse à Folha o governador Waldez Góes.

Segundo ele, como o governo federal brasileiro não participou, dependeria do consenso entre Chile, Colômbia e França decidir sobre a possível fala regional, e “a Colômbia disse que vetaria.”

“É lamentável porque queríamos que houvesse um representante brasileiro falando para o mundo sobre a Amazônia. É um debate necessário para a humanidade.”, disse Waldez, que apenas assistiu à reunião.

O Itamaraty nega que tenha havido ingerência para impedir o governador de falar.

“A notícia é falsa e não tem fundamento. Não temos qualquer participação na cúpula, direta ou indiretamente. Não houve qualquer intervenção brasileira direta ou por intermédio de outro país.”, disse o ministério, em nota. Segundo o Itamaraty, o veto pode ter sido iniciativa de “países amigos do Brasil”, o que não quer dizer que tenha havido pedido ou gestão do ministério.

Waldez publicou no Twitter um vídeo em que cumprimenta o presidente Emmanuel Macron na manhã desta segunda (23). Macron trocou farpas com o presidente Bolsonaro por causa das queimadas na Amazônia e de menção do líder brasileiro à esposa do francês.

Waldez também tuitou parte do discurso de Macron: “O Brasil é bem vindo, eu acho que todos devem trabalhar com o Brasil, com os Estados da região. É bom que isso aconteça de forma respeitosa. As próximas semanas permitirão uma solução política que será um avanço.”

Emmanuel Macron, presidente da França, na Cúpula do Clima da ONU: “O Brasil é bem vindo, eu acho que todos devem trabalhar com o Brasil, com os Estados da região. É bom que isso aconteça de forma respeitosa. As próximas semanas permitirão uma solução política que será um avanço”.

O embaixador da França no Brasil, Michel Miraillet, retuitou a mensagem de Waldez, dizendo: “Muito abrigado [sic] governador Waldez Goes pelo trabalho liderando o consórcio dos governadores da Amazônia”.

O Brasil já havia sido excluído da lista de discursos oficiais da cúpula do clima por não ter apresentado nenhum plano para aumentar o compromisso com o clima.

O Consórcio da Amazônia Legal, formado por Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, vem se movimentando para negociar diretamente com o G7 e com países como França, Alemanha, Noruega e Reino Unido projetos de proteção à Amazônia e obtenção de recursos, uma vez que o governo federal vem bloqueando iniciativas.

Os governadores do consórcio da Amazônia se reuniram neste mês com embaixadores da Alemanha, da França, do Reino Unido e da Noruega, entre os principais doadores de recursos para proteção da Amazônia. Eles terão uma segunda rodada de reuniões com esses embaixadores em outubro. Os governadores negociam a manutenção do Fundo da Amazônia e outros programas de financiamento.

“Deixamos claro que, enquanto estados e consórcio da Amazônia, temos personalidade jurídica para negociar”, diz Waldez.

Juventude do Cidadania de Santa Catarina repudia governador pela extinção de coordenação de jovens

A Juventude do Cidadania de Santa Catarina divulgou nota pública (veja abaixo) em repúdio a decisão do governador do estado, Comandante Moisés da Silva (PSL-SC), em extinguir órgão gestor da juventude. O documento critica a decisão e diz que o ato deixa de garantir aos jovens catarinenses ações executivas focadas em políticas públicas para o público alvo. A nota diz ainda que a decisão contraria o Estatuto da Juventude e pode causar insegurança jurídica.

NOTA PÚBLICA DA JUVENTUDE DO CIDADANIA DE SANTA CATARINA

MUNICÍPIOS DE ITAJAÍ, BALNEÁRIO CAMBORIÚ E FLORIANÓPOLIS

“Quando ceifamos a participação da juventude na política, estamos matando gerações inteiras de renovação, de participação democrática e do exercício pleno da cidadania!”

Consta do obituário das conquistas das políticas públicas para a juventude catarinense o dia de seu desaparecimento, aos 22 dias do mês de maio de 2019, tendo a aquiescência infelizmente, da Casa Legislativa, que talvez por não ter sido provocada por setores da própria juventude (fazemos nosso mea culpa), igualmente acabou por endossar a mortal proposta do Senhor Governador Carlos Moisés.

Espaço democrático e na defesa de direitos, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina tem em sua história ricos momentos de enfrentamento contra tentativas de reduzir conquistas, supressão de participações sociais e tantas outras atitudes que somente orgulham o povo catarinense.

Enquanto assistimos absortos que na esfera nacional, o Presidente da República, que por Decreto, acabou com conselhos de direitos, é no estado de Santa Catarina que a Reforma Administrativa do Governador Moisés alcança seu maior retrocesso, ao extinguir a Coordenação Estadual da Juventude, órgão responsável pela gestão de políticas públicas para a juventude de Santa Catarina.

Órgão este que foi uma luta de todas as forças politicas e da sociedade organizada para bem representar essa parcela tão importante do nosso estado na busca de politicas afirmativas de inclusão e de futuro, a simples extinção sem qualquer debate com a sociedade presta um desserviço à juventude catarinense. Foram mais de dez anos de batalhas e articulação política para que a lei 12.852 de 2013 fosse aprovada, assim como a PEC 138/03, dando um novo paradigma nas políticas públicas de estado e trazendo ao plano nacional um novo e importante debate, passando a existir o conselho Nacional da juventude e fortalecendo a Coordenadoria Nacional da Juventude.

A Juventude do Cidadania, sucessora da JPS/SC, teve papel relevante para que tal feito tivesse êxito, articulando com as mais diversas Câmaras de Vereadores do estado, onde diversas moções foram enviadas ao Congresso Nacional, construindo diálogo com os senadores a época, para que o projeto fosse colocado em votação e aprovado depois de anos de tramitação.

Outrossim, a aprovação feita pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, ALESC, ao ferir os princípios e diretrizes do Sistema Nacional da Juventude dá margem para insegurança jurídica, que poderá ser questionada, por deixar de possuir órgão estadual responsável em um momento crucial de debate de uma nova formatação de políticas públicas e do papel do estado. Em um momento que se discute ensino superior, novo ensino médio, verbas da educação, novo modelo penal, maioridade penal não ter um órgão legitimo de debate é cercear o direito e o futuro de milhões de jovens catarinenses.

Preocupa-nos a onda de retrocessos na liberdade e nos direitos individuais e coletivos, espantando-nos da docilidade permeada no Parlamento Estadual, e esperamos que estes vestígios ideológicos e populistas não cheguem ao nosso estado.

Portanto, defendemos o retorno da Coordenadoria Estadual da Juventude para que a mesma, subordinada ao Gabinete do Governador do Estado possa continuar sendo a representante legitima dos jovens catarinenses na busca de políticas públicas e na modernização do estado.

Saudações Cívicas e Democráticas,

Foz do Itajaí (SC), 23 de maio de 2019.

JUVENTUDE DO CIDADANIA

Itajai, Balneário Camboriú e Florianópolis