Suprapartidário: Por que fazemos oposição a Bolsonaro

Esse governo não vai terminar bem. Nem é preciso qualquer dom premonitório para cravar esse prognóstico pessimista (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Um ministro do Meio Ambiente que é inimigo dos ambientalistas, da natureza e da sustentabilidade. Um ministro da Educação que é um deseducador, avesso aos livros, provocador insano e inimigo de estudantes e professores. Uma ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que é uma fanática religiosa, homofóbica e desequilibrada. Um ministro das Relações Exteriores que é um provinciano ignorante, antiglobalista e caçador extemporâneo de comunistas.

O ministério de Jair Bolsonaro junta um bando de ineptos, desqualificados, despreparados,  insensatos, irresponsáveis e incompetentes. Tudo à imagem e semelhança do chefe, o meme que virou presidente, com seu guru charlatão e um bando de filhos problemáticos e incontroláveis, num governo retrógrado, limitado, bélico, antidemocrático, leviano, populista, intolerante, preconceituoso e desagregador. Verdadeira ameaça ao estado democrático de direito e às instituições republicanas.

Dia após dia, o governo fabrica as suas próprias crises. Nem é preciso oposição. Vale tudo para manter a estratégia do eterno confronto, a caça aos inimigos reais e imaginários, a lavagem cerebral de seus seguidores. Cada postagem nas redes sociais é um tiro no pé. A bolha ideológica se apequena, cria uma realidade paralela, enquanto a claque de adoradores e a milícia virtual cumprem o papel de aniquilar os críticos e manter unido o círculo de bajuladores do presidente.

Esse governo não vai terminar bem. Nem é preciso qualquer dom premonitório para cravar esse prognóstico pessimista. Basta acompanhar os fatos cotidianos, fazer a leitura isenta dos acontecimentos e traçar um paralelo com o que vem acontecendo em outros países. Além disso, devemos compreender que a política é cíclica. Ondas de direita e esquerda, mais liberais ou mais conservadoras, progressistas e retrógradas, vem e vão.

O Brasil já assistiu a ascensão e queda de líderes políticos com extrema popularidade, de Vargas Lula, passando pelos presidentes da ditadura militar, por Tancredo/SarneyCollor/ItamarFHC, Dilma/Temer. Todos tiveram seus momentos de quase unanimidade, de vitória arrasadora nas urnas, de salvadores da Pátria ungidos pelo povo. A frustração e o tombo são inevitáveis. O fim do bolsonarismo já iniciou a contagem regressiva. Tic-tac.

Do nosso lado, em espaços como o #Suprapartidário, seguiremos vigilantes, críticos e resistentes. Defendendo a democracia, o estado de direito e as liberdades individuais e coletivas. A reação por vezes indignada de alguns legitima e valoriza a nossa existência. A direita nos acusa de ser esquerda, e vice-versa. Porque fanáticos geralmente não convivem bem com a crítica independente e imparcial, sem contar que a liberdade de expressão incomoda quem sofreu lavagem cerebral e idolatra mitos e ditaduras em geral. Sigamos em frente. (#Suprapartidário)