Alessandro Vieira pede informações ao WhatsApp sobre bloqueio de contas do PT na plataforma

O senador também apresentou requerimento pedindo ao Facebook a lista completa de contas e páginas removidas de servidores ligados à família do presidente Jair Bolsonaro e membros do PSL (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou requerimento para que seja  requisitado  ao  WhatsApp Brasil  informações referentes  à  ação  que  bloqueou  10  contas  relacionadas  ao  PT (Partido dos Trabalhadores),  no  dia  25  de  junho.

Em nota sobre o bloqueio, o aplicativo de mensagens alegou que seus produtos “não foram projetados para enviar mensagens em massa ou automatizadas, que violam nossos termos de serviço”.

“A  operação  realizada  pelo  WhatsApp  comprova  que  a  empresa  têm,  à sua  disposição,  ferramentas  que  possibilitam  o  combate  a  comportamento inautêntico,  disparo  em  massa  ou  automatizada  em  seus  serviços  e  que podem  contribuir  para  um  ambiente  mais  plural  e  democrático”, justifica Alessandro Vieira no requerimento.

Dentre as informações solicitadas, o senador quer saber quais as medidas que o WhatsApp vem adotado para evitar ações semelhantes de disparos em massa ou automatizadas; de que modo a plataforma chegou aos nomes e números dos responsáveis pelas contas; e quantas pessoas tiveram acesso aos conteúdos disparados em massa ou automatizada em cada uma das 10 contas do partido que forma bloqueadas.

Facebook

Alessandro Vieira apresentou também requerimento pedindo ao Facebook a lista completa de contas e páginas removidas de servidores ligados à família do presidente Jair Bolsonaro e membros do PSL.

Autor do PL das Fake News, o parlamentar questiona ainda como a plataforma chegou aos responsáveis; como era a interação entre contas e páginas removidas; qual era o engajamento – números de visualizações, curtidas e compartilhamentos -; e qual foi a conduta irregular específica cometida por cada conta.

Internauta se retrata por calúnia contra o deputado estadual Douglas Fabrício em rede social

“Ninguém pode caluniar e difamar outras pessoas, quem quer que seja. Todo cidadão deve garantir sua honra”, diz o parlamentar do Cidadania do Paraná (Foto: Divulgação)

Um internauta de Goioerê (PR) se retratou publicamente, nesta terça-feira (29) por ter ofendido o deputado estadual do Cidadania do Paraná, Douglas Fabrício, durante o período eleitoral de 2018. O pedido de desculpas foi determinado pela Justiça e João Cláudio Tozzi admitiu em nota na página “Goioerê em Destaque”, do Facebook, ter postado texto calunioso ofendendo e denegrindo a imagem do parlamentar.

Douglas Fabrício lembra que vem de origem humilde e que está em seu quarto mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, sempre trabalhando com seriedade e transparência. Ele afirma que acusações mentirosas, ou qualquer tipo de divulgações “fake news”, devem ser combatidas com ações judiciais, evitando injustiças e garantindo a informação verídica das pessoas em qualquer tipo de meio de comunicação.

“Ninguém pode caluniar e difamar outras pessoas, quem quer que seja. Todo cidadão deve garantir sua honra”, alerta Douglas Fabrício, orientando que todos os prejudicados com ofensas devem procurar seus direitos por meio da Justiça.

Outras ações tramitam na Justiça pedindo providências com relação a ofensas a Douglas Fabrício em redes sociais. Nesta semana, outro internauta teve que se retratar por determinação da Justiça, depois de ter ofendido o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) em sua página no Facebook (veja aqui).

Fake news geram mais engajamento no Facebook que mídia tradicional, mostra estudo

Informações falsas e com conteúdo extremo geram maior engajamento no Facebook do que notícias da mídia tradicional. A conclusão foi de um estudo do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, um dos mais renomados do mundo. A investigação analisou a circulação de conteúdos em redes sociais relacionados às eleições do Parlamento Europeu, que tiveram início na quinta-feira (23) e ocorrem até este domingo (26).

A pesquisa avalia o que chama de junk news, que classifica como conteúdos “ideologicamente extremos, enganosas e informações com fatos incorretos”. A disseminação desse tipo de mensagem vem ocorrendo em larga escala em processos políticos na região e preocupado autoridades dentro da União Europeia.

“As junk news em nossa base tenderam a envolver temas populistas como anti-imigração, fobia contra grupos islâmicos, com poucos mencionando líderes ou partidos europeus”, afirmaram os autores. Os pesquisadores também verificaram o compartilhamento de mensagens de fontes russas, dialogando com a preocupação de interferência externa no pleito.

Sites populares de junk news na maioria dos idiomas obtiveram um engajamento de 1,2 a 4 vezes maior do que as notícias de meios jornalísticos tradicionais. Engajamento é o termo usado para interações com as publicações, como curtidas, compartilhamentos e comentários realizados.

Os idiomas com maior índice de engajamento envolvendo as junk news foram inglês (3,2 mil por publicação), alemão (1,9 mil), sueco (1,76 mil) e francês (1,7 mil). Nas páginas de Facebook de sites em italiano e polonês a situação se inverte, com os veículos jornalísticos obtendo maior engajamento do que as fontes de junk news.

Twitter

Já no Twitter, a presença de conteúdos enganosos foi menor. Menos de 4% das fontes, entre as mensagens analisadas, tinham como foco a difusão de junk news ou de sites russos. A exceção foi a Polônia, onde esse tipo de publicação representou 21% dos conteúdos analisados. Os veículos tradicionais de mídia tiveram desempenho melhor, com 34% das informações compartilhadas.

Metodologia

Os autores analisaram publicações em sete idiomas que circularam em redes sociais em países da região. Foram analisados mais de 580 mil mensagens no caso do Twitter e as principais fontes de junk news e de notícias de veículos profissionais no Facebook. (Agência Brasil)