Senadores do Cidadania repercutem posse de Joe Biden e Kamala Harris nos EUA

Parlamentares destacaram nas redes sociais a importância do processo democrático (Foto: AP Photo/Carolyn Kaster)

Os senadores Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) repercutiram nas redes sociais, nesta quarta-feira (20), a posse de Joe Biden, o 46º presidente dos EUA. Além de destacar a importância do processo democrático, os parlamentares fizeram votos para o realinhamento diplomático com o Brasil.

Líder do partido, Eliziane Gama disse esperar que com a posse de Biden e da vice-presidente, Kamala Harris, os norte-americanos possam iniciar “um novo ciclo de desenvolvimento humano, fortalecimento da democracia e realinhamento diplomático com o Brasil, com base em interesses mútuos”.

Para Alessandro Vieira, a chegada de Biden à presidência é resultado do processo democrático.

“A posse de Joe Biden e Kamala Harris mostra a beleza da democracia. Não é perfeita, dá muito trabalho, mas é a melhor forma de solucionar os problemas da sociedade. Não está satisfeito com seus representantes? Trabalhe e seja a mudança. Só reclamar em redes sociais não muda nada”, destacou o senador pelo Twitter.

Eliziane Gama cobra de Bolsonaro apresentação de provas de fraude eleitoral em 2018

“O TSE e todos os servidores(as) que atuam nas eleições brasileiras conseguiram tornar as eleições em nosso País um modelo para o mundo”, contestou a senadora na rede social (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), criticou nesta quinta-feira (07) a declaração sem provas do presidente Jair Bolsonaro de que houve fraude nas urnas em 2018, ao fazer um comentário sobre o resultado das eleições nos EUA vencidas pelo democrata Joe Biden.

“Se o presidente da República, eleito legitimamente através do voto de milhares de brasileiros, tem alguma prova de fraude eleitoral no sistema brasileiro que ele as apresente. É inconcebível fustigar e ameaçar a democracia e as eleições brasileiras com ilações”, cobrou a senadora no Twitter.

Sem provas, Bolsonaro voltou a dizer que houve fraude na eleição dos EUA, alegando que o voto pelo correio permitiu que até mortos votassem. Segundo ele, se o Brasil não tiver o voto impresso na eleição de 2022, ‘nos vamos ter problemas piores do que dos Estados Unidos’.

“No Brasil, será a mesma coisa”, diz Bolsonaro, sem apresentar provas.

“O TSE e todos os servidores(as) que atuam nas eleições brasileiras conseguiram tornar as eleições em nosso País um modelo para o mundo. Esse sistema auditado e fiscalizado permanentemente não pode ser alvo de ataques sem provas, apenas como mote para ameaça à democracia”, reagiu Eliziane Gama.

CPI aprova requerimento de Paula Belmonte para viagem aos EUA

A CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (11), requerimento de autoria da vice-presidente do colegiado, deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF), que prevê a realização de audiência, em Washington, com o presidente pro tempore do Senado americano, Chuck Grassley e com outros congressistas daquele país que estejam tratando do mesmo assunto que a comissão, como a internacionalização de empresas brasileiras nos Estados Unidos.

O principal foco da comissão é o grupo JBS, que recebeu aportes do banco de desenvolvimento para comprar companhias americanas nos governos Lula e Dilma.

Os parlamentares vão pagar as despesas da viagem. Eles vão fazer a entrega formal do relatório elaborado após 90 dias de oitivas quando o documento estiver pronto e aprovado pelo plenário da comissão. O repasse pretende evitar que a “famigerada empresa dos irmãos Batista continue emitindo títulos naquele país e planejando uma abertura de capital perante a Securities Exchange Commission (SEC) – Comissão de Valores Imobiliários dos Estados Unidos”, conforme informa o requerimento.

Para Paula Belmonte, é importante que o Congresso americano tome conhecimento das práticas usadas para viabilizar as aquisições de empresas americanas pela JBS para que “possam ser adotadas as devidas providências com vistas a aprofundar os trabalhos investigativos de possíveis ilícitos praticados naquele país, no âmbito do Foreign Corrupt Act (FCPA)”.

Na reunião da CPI, a parlamentar disse que os deputados não podem deixar que a JBS “se expanda nos Estados Unidos e deixe o prejuízo no Brasil”.

Depoimento

O ex-executivo do BNDES Julio Cesar Raimundo prestou depoimento na CPI nesta reunião. Paula Belmonte questionou-o sobre qual seria o ganho do país em o banco financiar uma empresa que quebrou dezenas de outras para se firmar no mercado externo, como foi o caso do grupo JBS. O ex-funcionário disse que houve aumento de arrecadação, das exportações e queda da informalidade. A deputada contestou as informações, argumentando que o TCU (Tribunal de Contas da União) atestou que não foram constatados nenhum desses indicadores.