‘É mais grave que o uso da máquina pública para fazer campanha’, diz Simone sobre discurso de Bolsonaro na embaixada em Londres

Para a candidata, presidente ‘vira as costas para o povo para fazer uma campanha eleitoral’ em funeral da rainha Elizabeth II (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Em resposta a uma pergunta de um jornalista sobre a presença do presidente  Jair Bolsonaro em Londres, se isso seria um ato de campanha eleitoral, a candidata a presidente da coligação Brasil para Todos (MDB, Cidadania, PSDB e Podemos), Simone Tebet (MDB), disse em São Vicente (SP), nesta segunda-feira (19), que a questão já está judicializada, e que a atitude  do candidato à reeleição no funeral da rainha Elizabeth II é ‘lamentável’  e vergonhosa para os brasileiros.

“É mais grave que o uso da máquina pública para fazer campanha, dinheiro público para fazer campanha. Mais uma vez, trata-se de manchar e envergonhar o povo brasileiro lá fora. Ele estava indo para o funeral de uma rainha, de uma autoridade, e nos envergonha quando, com insensibilidade, vira as costas para o povo para fazer uma campanha eleitoral”, lamentou.

O ministro do TSE (Superior Eleitoral), Benedito Gonçalves proibiu que o presidente Bolsonaro use, em sua campanha de reeleição, imagens do discurso que faz na sacada da embaixada brasileira em Londres, neste domingo (18). Ele determinou ainda que a postagem feita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, seja excluída de uma rede social.

“É vergonhoso e imoral. Eu lamento. Presidência é lugar de coisa séria, é lugar de exemplo. Está na hora de voltarmos a entender e reencontrar a nossa história. Que exemplo estamos dando para nossos filhos, para nossos netos? Que política é essa? Política é coisa séria, é a arte de realizar sonhos. Então é lamentável, é vergonhoso e é imoral e eu peço desculpas, em nome da população brasileira, pela vergonha. O povo do Reino Unido está revoltado e não sem razão”, afirmou Simone aos jornalistas.

A ação no TSE foi protocolada pela candidata à presidência Soraya Thronicke (União Brasil), que alegou abuso de poder político e econômico por parte do mandatário. Para Gonçalves, que é o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, o uso da embaixada foi indevido. (Com informações da assessoria de imprensa da candidata e agências de notícias)