Live do Núcleo Evangélico 23 defende diálogo e defesa da democracia

Live do núcleo Evangélico 23, realizada nesta sexta-feira (12), discutiu as “Ameaças à democracia no Brasil”. O encontro contou com a participação do ex-senador Cristovam Buarque, da antropóloga e ambientalista Jane Vilas Bôas, do historiador da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e pastor congregacional, Lyndon de Araújo Santos, e foi mediado pelo coordenador do núcleo e presidente estadual do Cidadania no Maranhão, Eliel Gama.

O primeiro expositor do encontro virtual, Cristovam Buarque, destacou os problemas enfrentados pelo Brasil em relação à qualidade do ensino público. Ele lembrou que o país ainda possui 12 milhões de analfabetos e que a Reforma Protestante, citando Martin Lutero, teve importância fundamental ao incentivar que seus seguidores, na Alemanha, aprendessem a ler para, sozinhos, interpretar a Bíblia. Até então, isso era exclusividade das elites e dos clérigos católicos. Cristovam sugeriu, inclusive, que talvez uma das bandeiras do núcleo do Cidadania seja a de abraçar a causa do ensino no país.

Para o historiador e pastor Lyndon de Araújo, o país vive ameaças institucionais e à democracia que precisam ser combatidas. Ele acentuou que uma parcela dos religiosos sustenta o governo Bolsonaro, principalmente aqueles que se articulam em torno do que ele classificou como “grandes empresas da religião”. Na sua avaliação, o núcleo do Cidadania poderia fazer um contraponto importante a esse cenário.

“Cerca de 30 a 40% dos evangélicos brasileiros participam da base de sustentação do Bolsonaro e, dentro dela, há, sim, comportamentos antidemocráticos. Essa parcela utiliza uma lógica fundamentalista. O fundamentalismo é um elemento central e de ameaça ao país. Temos o dever de defender a democracia com mais democracia ante essa ameaça que estamos vivendo com esse governo”, afirmou.

Jane Vilas Boas, em sua exposição, argumentou que a fé, o meio ambiente e a democracia são conectados. Ela ressaltou que a própria Bíblia expressa essa tese e lamentou que os seres humanos deturpem a vontade de Deus ao destruírem o planeta em nome da riqueza e da ambição.

“O ser humano recebeu de Deus a absoluta liberdade para escolher e criar. Até porque não poderia ser parceiro nessa imensa obra que é fazer o planeta funcionar. Contudo, Deus não deixou solto. Deu parâmetros ao homem que era o de cuidar e não o de destruir. A teologia do cuidar é um mandado de Deus. Infelizmente, a raça humana não cumpre bem esse mandado”

No encerramento do encontro, Eliel Gama afirmou que o Núcleo Evangélico 23 acredita no evangelho que dialoga com toda a sociedade, sem preconceitos ou prejulgamentos.

“Acreditamos no evangelho que dialoga com o meio ambiente, com a arte e com a ciência. Que dialoga muito bem com os direitos humanos, diferenças humanas. Que acredita na democracia. É em cima desses propósitos que queremos continuar conversando e defendendo nossas ideias e convicções. Acreditamos que um evangelho inteligente pode contribuir, e muito, com o país”, afirmou.

Evangélicos pela democracia pedem que TSE casse a chapa Bolsonaro-Mourão por fake news

O Núcleo Evangélico23, do Cidadania, coordenado por Eliel Gama, e diversos outros movimentos evangélicos lançaram nesta segunda-feira (18) carta aberta ao Tribunal Superior Eleitoral pedindo que a Corte julgue as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) sobre a prática de fake news nas eleições de 2018, prática que, segundo eles, se mantém ativa mesmo após a eleição da dupla – agora alimentada por “dinheiro público”.

É urgente, na avaliação deles, que o TSE se manifeste sobre os pedidos de cassação da chapa. “A preservação de vidas e da democracia exige ação imediata. Não há motivos que justifiquem ainda mais a prorrogação desse julgamento. Para que a justiça seja feita, sob a égide do Estado de Direito e para o bem-estar social e da democracia”, cobram no documento intitulado “Um clamor de fé pelo Brasil”.

Preservação da vida

Citando diversas passagens bíblicas, os evangélicos contra Bolsonaro repudiam a forma “antiética” com que ele trata a pandemia de Covid-19 e as crises econômica e sanitárias que atingem o país. “A gestão inadequada durante a pandemia atenta contra a vida humana ao invés de ‘praticar a justiça e compaixão pelos pobres (Dn 4:27)’, diz a carta. Eles pendem que as Igrejas não promovam atos públicos e direcionem seus esforços para o enfrentamento da pandemia.

Também dizem que a divisão entre combate à crise sanitária e combate à crise econômica é falsa. “O momento é de grave crise na saúde pública e todos os esforços devem convergir para maior preservação possível de vidas. Não se pode minimizar uma situação de pandemia em favor de lucros. O foco precisa ser solidariedade e proteção social em prol da preservação da vida humana”, sustentam.

Eles também manifestam luto em respeito às famílias dos mais de 16 mil mortos, dizem que é “momento de chorar com os que choram (Rm 12:14-15)”, lembram que a “fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” (Tg 2:17)” e pedem, em oração, que “Deus guarde” os profissionais de saúde “e que eles mantenham a esperança”. Por fim, dizem reconhecer “a ciência como dom de Deus para cuidar da vida humana e toda a sua criação”.

Para assinar a carta, clique abaixo:

Um clamor de fé pelo Brasil

Eleição 2020 – Cidadania do Maranhão reunirá pré-candidatos neste sábado, em São Luís

“Nosso partido, desde 2012, tem projeto eleitoral em São Luís”, diz Eliel Gama, presidente do partido no estado (Foto: Reprodução)

O Cidadania do Maranhão realiza neste sábado, em São Luís, reunião com pré-candidatos que disputarão às eleições municipais de outubro. Segundo o presidente do partido no estado, Eliel Gama, o objetivo do encontro é esclarecer questões eleitorais, como aspectos contábeis, jurídicos e politico do pleito. No estado, o Cidadania deve participar das eleições em 50 cidades com candidaturas próprias.

“Nosso partido, desde 2012, tem projeto eleitoral em São Luís. Sempre tivemos protagonismo no debate eleitoral da Capital de forma que não poderíamos nos furtar neste momento”.

O evento, na Câmara Municipal de São Luís, às 8h30, terá a presença do dirigente nacional da legenda Cláudio Vitorino, um dos responsáveis por acompanhar as candidaturas do partido.

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), também vai participar do encontro e falará aos pré candidatos sobre projetos e programa do partido.

Cidadania do Maranhão deve disputar eleição em 50 cidades do estado com candidatura própria

O presidente do partido no estado, Eliel Gama, diz que o Cidadania está se organizando de forma orgânica para o pleito (Foto: William Borgmann)

O Cidadania do Maranhão se prepara para disputar a eleição municipal de outubro em pelo menos 50 cidades do estado com candidatura própria a prefeito. A avaliação é do presidente do partido, Eliel Gama, ao blog do jornalista Diego Emir, de Sāo Luís.

Segundo o dirigente, a legenda tem “recebido muitos aliados históricos do partido que estavam ou sem legenda, ou em outras agremiações partidárias”. Na sua opiniāo, o Cidadania hoje é uma boa alternartiva ética e política no estado.

As candidaturas, ainda de acordo com Eliel, sāo projetos viáveis e, portanto, receberāo apoio partidário para que sejam vitoriosos.

De acordo com o dirigente, o Cidadania terá “forte chapa de vereadores” nas cidades onde lançar candidaturas próprias a prefeito

Ele acentua ainda que, além de próprios candidatos, o partido apoiará aliados em outros municípios estratégicos do Maranhão.

2016

Na eleição municipal de 2016, o então PPS (Partido Popular Socialista) conseguiu eleger apenas dois prefeitos no Maranhão e pouco mais de duas dezenas de vereadores.

O blog destaca ainda que a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) estará empenhada para que o Cidadania participe da eleição municipal no interior do estado como protagonista e mais visibilidade. (Com informações do Blog Diego Emir)

Cidadania reforça necessidade de combate à intolerância religiosa no País

O País celebra, nesta terça-feira (21), o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data serve para alertar a sociedade sobre o problema gerado pelo desrespeito às diversas crenças existentes no mundo. O dia é considerado um marco pela luta ao respeito da diversidade religiosa que, no Brasil, é considerado crime e passível de punição prevista pelo Código Penal.

O Cidadania, além de apoiar a data, vem trabalhando o tema por meio do Núcleo FÉ criado no último Congresso Nacional realizado em outubro do ano passado. Para o integrante do núcleo e presidente estadual do Cidadania no Maranhão, Eliel Gama, a questão é um problema que atinge todo o mundo.

Segundo o dirigente, em todo o planeta, cristãos são perseguidos pela fé que professam e destacou estudos que apontam a perseguição de cristãos em pelo menos 144 países. Por outro lado, Eliel ressaltou que no Brasil o problema está na perseguição de religiões de matrizes africanas realizada muita vezes por cristãos.

“Falamos de algo real e atual. Segundo estudos, aproximadamente 245 milhões de cristãos, nos 50 maiores países do mundo, sofrem altos níveis de perseguição. No Brasil esse problema é diferente. Religiões de matriz africana sofrem toda ordem de preconceito. Por vezes, infelizmente, praticada por cristãos. Temos que discutir e refletir sobre essas questões em um dia especifico sobre isso e pautando esses temas na ordem do dia. Temos que fazer algo no caminho da tolerância”, defendeu.

Situação no Brasil

Ao analisar a situação da intolerância no País, Eliel Gama disse que, pelo fato do Brasil ser de maioria cristã, o respeito ecumênico deveria ser padrão. Contudo, lamentou o fato de a sociedade assistir, nos últimos anos, cenas de intolerância contra religiões de matriz africana.

“Preconceitos que por vezes se confundem com racismo e só servem para semear o ódio entre pessoas que, a priori, deveriam ter uma relação amistosa. O Brasil é um País laico e por esse motivo deveríamos respeitar as predisposições da Declaração Universal dos Direitos Humanos [da ONU] e da própria Constituição brasileira. Para além da garantia constitucional e o pacto estabelecido pela ONU, existe a Lei 9459/97 que em seu primeiro artigo prevê punição por crimes praticados contra a fé. Mas nada disso vai realmente combater esse obscurantismo. Isso é um problema de educação e só pode ser resolvido por meio dela”, afirmou.

Papel do Cidadania

Eliel ressaltou o importante trabalho realizado pelo Cidadania contra todos os tipos de intolerância. Ele defendeu a importância do debate do tema e a elaboração de propostas que possam contribuir para o fim da intolerância religiosa.

“O Cidadania é um baluarte no combate a qualquer tipo de intolerância. No último Congresso Nacional Extraordinário, o partido criou um núcleo para discutir a intolerância religiosa. No nosso País, como uma Nação religiosa, é fundamental o partido manter esse debate. É preciso expor casos que ameaçam a democracia e o respeito ao Estado laico. É fundamental e oportuno fazer esse debate da intolerância como das políticas obscurantistas que vem fortalecendo uma política nefasta que assumiu o poder do nosso Brasil”, reforçou.