Eliziane Gama diz ser ‘inadmissível’ verbas oficiais patrocinarem canais que propagam fake news

Segundo levantamento do jornal ‘O Globo’ com base em dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, 28.845 anúncios da Petrobras e da Eletrobras foram veiculados nestes canais do YouTube (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), classificou de ‘inadmissível’ que verbas publicitárias do governo federal estejam patrocionando canais no YouTube que vinculam notícias falsas, defendem uma intervenção militar no País e propagam ameças contra os Poderes da República.

“Canais no YouTube que disseminam fake news e atacam a democracia receberam verbas oficiais. Petrobras aparece entre os anunciantes. Dinheiro público financiando atividades criminosas. Inadmissível!”, postou a parlamentar em seu perfil no Twitter.

De acordo com levantamento feito pelo jornal ‘O Globo’ com base em dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação (veja aqui), ‘alguns dos donos dos canais e sites’ que recebem verbas publicitárias de estatais ‘são alvo da investigação em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura a existência de uma rede de divulgação de fake news e de ataques aos ministros da Corte’.

A matéria mostra que ‘ao todo, 28.845 anúncios da Petrobras e da Eletrobras foram veiculados nestes canais entre janeiro de 2017 e julho de 2019, antes e durante o governo Bolsonaro’.

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Arnaldo Jardim discute privatização da Eletrobras com comitê da bacia do Rio São Francisco

Deputado reuniu-se o presidente do Comitê da Bacia do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, e o representante da Câmara Técnica de Planos e Programas do organismo, George Gurgel (Foto: Reprodução)

O líder do Cidadania na Câmara, deputado federal Arnaldo Jardim (SP), reuniu-se nesta terça-feira (18) com o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, e o representante da Câmara Técnica de Planos e Programas do organismo, George Gurgel.

O assunto foi a privatização da Eletrobras, que deve ser discutida pela Casa ainda neste ano. Miranda explicou que está interessado em conhecer a fundo a questão para que o assunto possa ser avaliado pelo comitê.

“A privatização tem repercussão direta na bacia do São Francisco, sobretudo nas usinas hidrelétricas que ficam no curso do rio, num contexto em que há muitos potenciais de conflito a partir dos múltiplos usos da água”, explicou Anivaldo Miranda.

Segundo ele, é preciso levar em conta, ao longo do debate sobre a passagem das usinas para a iniciativa privada, as especificidades do São Francisco.

“O potencial de geração de energia elétrica já está esgotado”, afirmou.

A situação do rio é delicada e ficará ainda mais difícil com a transposição, lembrou.