“O inaceitável (Bolsonaro) e o indesejável (Lula) vão manter o país dividido”, diz Régis Cavalcante

Semana sim semana não o ex-deputado federal Regis Cavalcante segue de Maceió para reuniões em Brasília. O encontro com dos membros da alta cúpula do Cidadania prepara o partido para o congresso nacional e os congressos estaduais onde o martelo será batido sobre as eleições de 2022.

Contudo, em linhas gerais a sigla caminha efetivamente para não apoiar Bolsonaro muito menos Lula. “Somos e continuaremos sendo oposiçaõ ao governo Bolsonaro, assim como fomos aos governos de Lula e Dilma”, afirma Regis

Ele explica que o Cidadania defende um candidatura alternativa – a tão sonhada ‘Terceira Via’ -, uma vez que “o inaceitável (Bolsonaro) e o indesejável (Lula) vão manter o pais dividido. E as pesquisas mostram que o país não quer nem um nem o outro”.

Alagoas

Regis Cavalcante, que vai disputar umas das vagas para a Cãmara Federal, diz que o foco inicial é formar uma chapa com capacidade de eleger pelo menos um parlamentar. “Temos prefeitos e vices com enorme densidade eleitoral”, garante.

Regis revela que tem mantido conversas com lideranças da sociedade pra montagem da chapa e ainda que o partido avalia lançar candidatos ao governo de Alagoas e ao Senado Federal. (Fonte: Portal Cada Minuto em https://www.cadaminuto.com.br)

Marrafon: Cidadania pode lançar vereador Diego Guimarães ao governo do Mato Grosso

Em entrevista à Radio Capital FM, de Cuiabá, o presidente do Cidadania de Mato Grosso, Marco Marrafon, sinalizou que o partido pode lançar o vereador Diego Guimarães (Cidadania) ao governo estadual em 2022 a fim de apresentar aos mato-grossenses um projeto realmente novo de desenvolvimento, que não esteja comprometido com interesses políticos arraigados. Marrafon também disse que poderá disputar uma vaga para o Senado em caso de chapa própria.

“Se precisar queimar uma candidatura forte de deputado estadual com o vereador Diego Guimarães, nós vamos subir com ele para governador. O Diego pode ser candidato a governador, para apresentar um projeto novo para a sociedade. E dentro deste contexto, se tiver que montar uma chapa própria, eu vou para o Senado e o Diego para o governo”, adiantou.

Ele afirmou que o partido está se estruturando para garantir a eleição de três deputados estaduais e até dois deputados federais no ano que vem e destacou que têm mantido conversas com comerciantes e empresários do setor produtivo estadual na formatação de propostas.

“A perspectiva é construir uma chapa competitiva. Nós, inclusive, já temos de 16 a 29 escalados para estadual. [Buscamos] nos associar a alguns setores, como o comércio, que foi duramente penalizado nesta pandemia. Ainda que seja o setor que mais gera emprego e mais paga impostos, carece, contudo, de representação”, avaliou. (Com informações do portal O Bom Da Notícia)

Polarização só interessa a Bolsonaro e Lula, diz presidente do Cidadania

No encerramento do curso Gestão Cidadã, da Fundação Astrojildo Pereira (FAP), nesta quarta-feira (16), o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, voltou a afirmar a necessidade de uma alternativa que faça frente ao atual presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que se apresentam hoje como opção para 2022.

“Essa polarização interessa aos dois polos. Eles se retroalimentam. O Cidadania diz, com toda ênfase, que é necessário barrar a escalada anacrônica do obscurantismo de Bolsonaro e, ao mesmo tempo, não termos retrocesso ao passado com Lula”, destacou.

Para Freire, o cenário político internacional é um termômetro para as eleições no Brasil e citou como exemplo a vitória de Biden nos Estados Unidos. “Mostra que, na democracia, se pode derrotar a extrema-direita, que é o neofascismo do século 21, com toda uma visão raivosa, racista. Essa vitória nos diz que podemos derrotar também o bolsonarismo nas próximas eleições”, defendeu.

Ainda sobre a possibilidade de retorno de Lula, o presidente do Cidadania ressaltou que o país precisa olhar pra frente, absorver as mudanças, e não se manter inerte, como nos anos governados pelo PT, sem avanços mais expressivos.

“A esquerda brasileira que aí está é prisioneira de um reacionarismo porque não entende a mudança e se coloca contra reformas. Passamos 12 anos sob o governo do PT e o Brasil não mudou estrutura alguma fundamental para sermos uma sociedade que não conviva com essa profunda desigualdade que não foi mudada em nada”, avaliou.

Freire observou que a sociedade está passando por mudanças, entrando na era digital, da robotização e inteligência artificial, uma característica de um mundo mais globalizado e integrado.

“O Brasil tem se tornado irrelevante. Não é só pela estupidez de Bolsonaro. É algo que vem de algum tempo. Temos uma esquerda, hegemonizada pelo PT, e uma direita, hegemonizada por Bolsonaro, ambos no seu campo distinto e contra o processo de globalização. O processo da aventura humana na terra é de integração e globalização”, sustentou.

O ex-parlamentar fez um alerta sobre o que chama de crise da democracia representativa, com a tentativa de votação do distritão, que, para ele, é um golpe.

“É o fim de qualquer capacidade de articulação, o fim de partidos sem que se crie novas formas de representação. Precisamos fazer com que a sociedade se mobilize para impedir essa aprovação. Garantir a democracia, a República e suas instituições e não ficar pensando em interesses individuais. Parlamentar não é pra ser instituição, presta serviço à cidadania e à República e não pode colocar seus interesses acima do interesse nacional”, finalizou.

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