Alessandro Vieira declara e pede voto em Simone Tebet para presidência do Senado

Integrante do ‘Muda, Senado’, parlamentar diz que grupo trabalhou ‘dois anos fortalecendo os independentes e a eleição em 2021 terá esta marca’ (Foto: Marcos Brandão/Senado Federal)

O vice-líder do Cidadania, Alessandro Vieira (SE), disse na rede social que vota e vai pedir votos  para a senadora Simone Tebet (MDB-MS), candidata à presidência do Senado na eleição em fevereiro.

“Em 2019, a eleição no Senado se resumiu a evitar Renan [Calheiros (MDB-AL)], o que resultou em Davi [Alcolumbre (DEM-AP)]. Trabalhamos 2 anos fortalecendo os independentes e a eleição em 2021 terá esta marca. Voto e peço votos para Simone com a certeza de que ela vai conduzir o Congresso Nacional de que o Brasil precisa”, escreveu no Twitter.

Simone Tebet foi escolhida pelo partido por potencialmente conseguir agregar mais apoio pelo perfil de maior independência do Palácio do Planalto.

Além do grupo suprapartidário ‘Muda, Senado’ – do qual Alessandro Vieira e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) fazem parte – e do Cidadania, a candidatura de Tebet deve receber o apoio do  PSDB, Podemos, Rede e do PSL.

Eleição presencial

A eleição para a Mesa diretora do Senado será presencial, de acordo com nota da presidência da Casa divulgada na última quinta-feira (12).

A reunião preparatória deve ser realizada a partir de 1º de fevereiro e pode ser aberta com o quórum mínimo de 14 senadores, o equivalente a um sexto da composição do Senado. Mas a votação propriamente dita só começa com a presença da maioria absoluta da Casa, de 41 senadores. 

De acordo com o Regimento Interno, será considerado eleito o candidato que obtiver “maioria de votos, presente a maioria da composição do Senado”. Ou seja, maioria simples. Ainda assim, desde a promulgação da Constituição de 1988, todas as eleições tiveram quórum de pelo menos 72 senadores e todos os eleitos receberam pelo menos 41 votos. (Com informações da Agência Senado)

Jorge Kajuru defende adiamento da eleição da presidência do Senado para março

Para o senador, fevereiro poderia ser dedicado para votação de “pautas urgentes”, como definição sobre o auxílio emergencial e medidas relacionadas à vacinação contra a Covid-19 (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Ao site ‘O Antagonista’ (veja aqui e abaixo), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), um dos pré-candidatos à presidência do Senado, defendeu que o pleito seja adiado para 1º de março.

Para ele, fevereiro – mês da eleição – poderia ser dedicado para o Congresso votar “pautas urgentes”, como definição sobre o auxílio emergencial e medidas relacionadas à vacinação contra a Covid-19.

O senador disse também vai abrir seu voto (veja aqui) na escolha do sucessor do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“No primeiro mês, o sujeito que ganha a eleição não trabalha”

O Antagonista

Jorge Kajuru (Cidadania), que se coloca como pré-candidato à presidência do Senado, defendeu hoje que a eleição para a escolha do sucessor de Davi Alcolumbre seja adiada em um mês, portanto, para 1º de março.

“Eu vi isto aqui em 2019: no primeiro mês, o sujeito que ganha a eleição não trabalha, porque tem que ficar cumprindo os acordos que fez. Não tem sessão, são poucas votações. E o presidente fica o tempo inteiro ‘pagando’ os votos que recebeu, com negociações de cargos e outras ofertas.”

Para Kajuru, fevereiro poderia ser um mês para o Congresso tentar mergulhar em “pautas urgentes”, como definição sobre o auxílio emergencial e medidas relacionadas à vacinação contra a Covid-19.

Eliziane Gama cobra de Bolsonaro apresentação de provas de fraude eleitoral em 2018

“O TSE e todos os servidores(as) que atuam nas eleições brasileiras conseguiram tornar as eleições em nosso País um modelo para o mundo”, contestou a senadora na rede social (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), criticou nesta quinta-feira (07) a declaração sem provas do presidente Jair Bolsonaro de que houve fraude nas urnas em 2018, ao fazer um comentário sobre o resultado das eleições nos EUA vencidas pelo democrata Joe Biden.

“Se o presidente da República, eleito legitimamente através do voto de milhares de brasileiros, tem alguma prova de fraude eleitoral no sistema brasileiro que ele as apresente. É inconcebível fustigar e ameaçar a democracia e as eleições brasileiras com ilações”, cobrou a senadora no Twitter.

Sem provas, Bolsonaro voltou a dizer que houve fraude na eleição dos EUA, alegando que o voto pelo correio permitiu que até mortos votassem. Segundo ele, se o Brasil não tiver o voto impresso na eleição de 2022, ‘nos vamos ter problemas piores do que dos Estados Unidos’.

“No Brasil, será a mesma coisa”, diz Bolsonaro, sem apresentar provas.

“O TSE e todos os servidores(as) que atuam nas eleições brasileiras conseguiram tornar as eleições em nosso País um modelo para o mundo. Esse sistema auditado e fiscalizado permanentemente não pode ser alvo de ataques sem provas, apenas como mote para ameaça à democracia”, reagiu Eliziane Gama.

Presidente do Senado tem que ter coragem de dizer não ao presidente da República, diz Jorge Kajuru

Parlamentar do Cidadania coloca nome para representar o grupo ‘Muda, Senado’ na eleição da presidência do Senado e critica o atual presidente da Casa pelo engavetamento de projetos e pedidos de investigação (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Um dos candidatos do grupo ‘Muda, Senado’ à presidência da Casa, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) avalia em entrevista ao jornal O Popular (veja aqui e abaixo) as eleições para a Mesa do Senado, critica a gestão do atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) pelo engavetamento de projetos e pedidos de investigação, e cobra um posicionamento de independência daquele que é também o presidente do Congresso Nacional em relação ao Executivo e Judiciário.

“O presidente [do Senado e do Congresso] tem que ter coragem de dizer ‘não’ ao presidente da República, de desengavetar projetos e processos que estão há décadas no Senado, como pedidos de impeachment e Comissões Parlamentares de Inquérito”, cobra o parlamentar.

Kajuru também fala sobre o trabalho que tem feito para pedir apoio é das principais propostas que defende, como a abertura da CPI da Lava Toga, para investigar o STF (Superior Tribunal Federal) e de tribunais superiores do País; e da CPI do Esporte, para investigar a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

“O presidente tem que ter coragem de dizer ‘não'”, diz Kajuru

Senador coloca seu nome para representar grupo ‘Muda, Senado’, mas admite que tem pouca chance de ser escolhido pelos seus pares

O Popular – Elisama Ximenes

Mesmo considerando que tem poucas chances de vencer, Jorge Kajuru (Cidadania), senador por Goiás, resolveu colocar seu nome como pré-candidato na disputa pela presidência do Senado Federal. O político diz que tem uma qualidade diferente dos demais: “Nenhum deles tem a coragem que eu tenho”. Integrante do grupo ‘Muda, Senado’, quando fala em coragem, Kajuru se refere à relação com o Executivo e com o Judiciário.

“O presidente tem que ter coragem de dizer ‘não’ ao presidente da República, de desengavetar projetos e processos que estão há décadas no Senado, como pedidos de impeachment e Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI)”, explica. Kajuru conta que o trabalho que tem feito para pedir apoio é de entregar aos colegas suas propostas, cujas principais são a abertura da CPI da Lava Toga, para investigar membros do Superior Tribunal Federal (STF) e de tribunais do País, e da CPI do Esporte, para investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Ele também quer que pedidos de impeachment contra membros do STF, como do ministro Gilmar Mendes ou de Dias Toffoli, tenham andamento. Na visão dele, há colegas que não colocariam essas demandas em prática por terem “compromissos” que ele não tem. É por esse mesmo motivo que avalia sua vitória como impossível. “Só ganha quem participa do esquema, e eu não ofereço cargo, dinheiro, nem vantagem para ninguém.”

Crítica

Em ataque ao atual presidente, Davi Alcolumbre (DEM), que está apoiando Rodrigo Pacheco (DEM) na disputa pelo cargo mais alto da mesa diretora, Kajuru questiona a campanha iniciada por eles. O jornal O Globo informou que o segundo deu início a agenda de viagens pedindo apoio dos colegas de parlamento. “E eu pergunto quem é que paga isso?”, questiona Kajuru.

O senador não esconde o descontentamento com Alcolumbre e considera sua presidência pior que a de Renan Calheiros (MDB), mesmo que não estivesse no Senado na época. “A pior possível, não há como comparar, é impressionante como alguém conseguiu ser pior que o Renan. Um homem que engavetou projetos, pedidos de investigação, pelos rabos presos que tem”. Sobre Pacheco, Kajuru diz que, pessoalmente, gosta dele, mas avalia que o cargo de presidente não lhe é adequado. “Está no mesmo nível do Davi.”

Mobilização

Kajuru lançou seu nome como pré-candidato à presidência da Casa pelo grupo ‘Muda, Senado’. Trata-se de uma mobilização de senadores, iniciada em meados de 2019 e formada por 21 parlamentares, que se vende como um projeto renovador do modo de fazer política na Casa. A principal pauta é o combate à corrupção. O representante de Goiás diz que se identificou porque, segundo ele, é um grupo que não participa de esquemas.

“O nosso movimento é por um presidente que tenha independência do Palácio, que pode concordar com projetos que vêm de lá, mas também discorda”, diz. Questionado sobre a relação com Jair Bolsonaro (sem partido) caso consiga se tornar presidente. Kajuru afirma que seria de independência. “Tenho uma boa relação de amizade e risadas com o presidente, mas ele sabe que eu bato pesado na hora que tenho que bater”, garante.

Além dele, outros cinco senadores do ‘Muda, Senado’ lançaram seus nomes para a disputa – Major Olímpio (PSL), Álvaro Dias (Podemos), Mara Gabrilli (PSDB), Alessandro Vieira (Cidadania) e Lasier Martins (Podemos). Dos 80 senadores, Kajuru diz ter pelo menos três votos garantidos, o dele próprio, da Leila do Vôlei (PSB) e de Styvenson Valentim (Podemos).

Mas já considerando a hipótese de não chegar ao fim do processo como candidato, o parlamentar aponta que o nome mais preparado do grupo é de Álvaro Dias. “É o mais experiente e preparado. É o único também que concorda com todas as posições e posturas do grupo”, explica. De fora do grupo, caso o movimento não saia com nome próprio, Kajuru defende a vitória de Simone Tebet (MDB). Para ele, a senadora é a que mais se aproxima do seu modo de pensar a condução da Casa.

Sobre a votação, Kajuru promete repetir a tática que vem utilizando desde o início do mandato, que é a de lançar enquetes nas redes sociais. Segundo ele, o método está mais amadurecido hoje e seus seguidores mais filtrados. “Tenho convicção que as minhas enquetes são confiáveis.”

Alessandro Vieira pede à PGR e ao TSE explicações sobre ataque hacker nas eleições

Parlamentar do Cidadania solicita ainda que seja oferecido maior detalhamento da tentativa de invasão ao sistema no dia 15 de novembro (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) encaminhou nesta segunda-feira (16) ofícios ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, e ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que expliquem o atraso na divulgação dos resultados finais do pleito.

Ao TSE, o parlamentar do Cidadania pede que tornem públicas as razões técnicas que embasaram a mudança de protocolo adotado para a apuração dos votos no primeiro turno das eleições municipais deste ano. Como foi divulgado, ao contrário do protocolo anteriormente adotado, em que os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) totalizavam os votos de cada estado, o TSE passou a centralizar a apuração dos votos.

Os ofícios pedem ainda que seja oferecido maior detalhamento acerca dos ataques hackers realizados no dia 15 de novembro, para que se tenha conhecimento da dimensão da “tentativa criminosa de desestabilizar as eleições”.

À PGR, Alessandro Vieira pede, a esse respeito, a instauração de procedimento para investigar os ataques, revelando a origem da atuação, as pessoas envolvidas e o eventual emprego de recursos por terceiros interessados. (Assessoria do parlamentar)

Alessandro Vieira: ‘Máquinas de mentira não podem ter mais uma eleição’

‘Durante uma pandemia, a mentira e a desinformação matam. Isso é um ponto muito claro. E a gente não pode chegar a mais uma eleição com máquinas de mentiras, de desinformação, de ataques, disponíveis nas redes sociais’, diz o autor da Lei das Fake News (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

Entrevista: ‘Máquinas de mentira não podem ter mais uma eleição’, diz autor do projeto que combate fake news

Amanda Almeida – O Globo/Sonar – 12/06/2020

Autor do projeto que trata do combate às fake news e da regulação das empresas de redes sociais, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) defende que o texto precisa ser votado com urgência, apesar das divergências sobre o tema. Ele argumenta com o calendário, lembrando que o processo eleitoral se aproxima e que o país não pode voltar às urnas sem um controle mais rígido da internet. As críticas mais comuns têm sido de que a falta de um critério claro para definir fake news pode limitar a liberdade de expressão das pessoas, e que a obrigação de cessão de dados às empresas donas das redes pode expor os usuários. Sem consenso, a votação da proposta esta semana foi adiada. O senador quer vê-la na pauta do plenário da próxima semana.

Seu projeto conseguiu unir petistas e bolsonaristas. Ambos os lados dizem, por exemplo, que o texto fere a liberdade de expressão. O senhor aceitou parte das críticas?

A gente continua achando as críticas desarrazoadas. Não há no texto qualquer risco à liberdade de expressão. Mas a gente tomou uma providência. A gente retirou dele as referências em relação à situação de (o que é) desinformação, checagem de fatos, enfim, aquela questão toda. No projeto, a gente tentava regulamentar isso, o que já é feito pelas empresas, pela plataforma. E a gente deixou esse tema para um debate posterior. Não há risco à liberdade de expressão, privacidade ou confidencialidade.

Críticos apontam que, ao tentar reforçar o controle das redes, o projeto acaba por fornecer em demasia dados dos usuários às plataformas. Dizem que vamos virar uma sociedade patrulhada e que esses dados podem ser usados equivocadamente.

Não vejo nenhum sentido. As empresas de tecnologia já têm um volume imenso de dados sobre cada cidadão. O que a gente está focado em garantir não é mais dado para empresa, mas o direito a uma eventual vítima de identificar o autor daquela ofensa, daquele crime. Para que isso aconteça, você precisa ter o suficiente para a identificação do usuário. Não vejo esse risco. Esse dado só seria acessível via ordem judicial. Não tem de colocar “Amanda” e seu CPF em seu perfil. Apenas ter o dado disponível para se a Justiça necessitar.

Outra crítica é de atropelo no debate, já que o projeto corre em meio à pandemia, sem passar pelas comissões.

Durante uma pandemia, a mentira e a desinformação matam. Isso é um ponto muito claro. E, segundo, a gente está se aproximando de um novo momento eleitoral. E a gente não pode chegar a mais uma eleição com máquinas de mentiras, de desinformação, de ataques, disponíveis nas redes sociais. A gente sabe o impacto que isso tem. É plenamente justificada a necessidade de votação imediata. E já passou de uma centena de reuniões com todas as plataformas, com entidades de direitos nas redes, com especialistas. Todo mundo foi ouvido, alguns mais de uma vez, tiveram oportunidade de deixar sua sugestão, várias incorporadas. Então, não vejo falta de debate.

Do projeto original, o senhor vê alguma mudança fundamental?

A gente teve mudanças, como a que suscitava esse debate da subjetividade. As empresas já verificam conteúdo, já tarjam conteúdo. A gente queria que isso fosse de forma bastante transparente. Mas, para evitar qualquer tipo de incompreensão, optamos por tirar esse pedaço. Nosso eixo está claro. O projeto objetiva garantir a identificação dos usuários, acabar com contas falsas e redes artificiais não declaradas, a rede de robôs. Hoje, estão levantando uma hashtag sobre o Fábio Porchat. Você vê aquele volume imenso de mensagens iguais. Isso custa de dinheiro. Alguém paga. Só que o usuário final, na ponta, não sabe que está interagindo com uma máquina, pensa que é gente mesmo. Isso tem impacto violento na sociedade. Tanto para fins eleitorais como para moldar comportamentos. Você pode continuar manifestando sua opinião, inclusive ofensiva. É um direito e vai ser responsabilizado, caso alguém se sinta agredido. A situação atual impede a responsabilização e isso é muito ruim.

O relator fala sobre a necessidade de recadastrar linhas pré-pagas. Quer controle mais rígido. Diz que é a raiz das fake news por dificultar a identificação dos titulares. O senhor concorda?

Está fora do escopo inicial do projeto. O relator está apontando um problema que é real. Você realmente tem dificuldade grande para encontrar usuários de aparelhos pré-pagos. Mas não sei como ele vai resolver isso tecnicamente. Estou aguardando o relatório para analisar.

O controle das ferramentas é o suficiente para o combate às notícias falsas?

No projeto, há a obrigação de o Estado promover o processo educacional, do ponto de vista da segurança e da independência, de liberdade de pensamento. Assim que se resolve definitivamente, qualificando o cidadão que consome informação. O crime sempre vai existir. Mas, hoje, é muito difícil de ser punido e altamente compensador.

Sob argumento de combater fake news, o STF abriu um inquérito próprio, alvo de críticas. O senhor concorda?

Eu entendo e manifesto desde o início que esse inquérito é inconstitucional. Você não pode ser, ao mesmo tempo, a vítima, o acusador e o juiz. Dito isso, entendo que é inconstitucional, mas que os fatos apurados são graves e precisam ser investigados.

Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/sonar-a-escuta-das-redes/post/entrevista-maquinas-de-mentira-nao-podem-ter-mais-uma-eleicao-diz-autor-do-pl-das-fake-news.html