Mercado prevê leve aumento na projeção de crescimento da economia em 2019

A estimativa de inflação dos agentes financeiros para 2020 se mantém a mesma há seis semanas, em 3,60% (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro elevou timidamente a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano de 0,99% para 1,10%. Ao analisar a inflação, as instituições também aumentaram a expectativa de 3,52% para 3,84%. Os dados foram divulgados pelo Banco Central, nesta segunda-feira (9), por meio do boletim semanal Focus.

O mercado também elevou a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020, de 2,22% para 2,24%. Em relação aos anos seguintes não houve alteração ficando 2,50% em 2021 e 2022.

Inflação

Já no que tange a inflação, a estimativa para 2020 se mantém a mesma há seis semanas em 3,60%. Para os anos seguintes também se manteve inalterada: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

Juros

As instituições financeiras, as analisarem a taxa Selic, prevê queda da mesma para 4,5% na reunião que será realizada esta semana pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Para o fim de 2020, a aposta é que a taxa básica de juros também se mantenha em 4,5% ao ano. Já em 2021, a previsão é que índice encerre o ano em 6,25% e para 2022, a previsão segue em 6,50%.

Dólar

Por outro lado, a projeção para a cotação do dólar subiu de R$ 4,10 para R$ 4,15, no final de 2019, e de R$ 4,01 para R$ 4,10, no encerramento de 2020. (Com informações do Banco Central e agência de notícias)

Puxada pelo consumo das famílias, economia cresce 0,6% no 3º trimestre

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) mostrou um crescimento acima do esperado pelos analistas (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A economia brasileira regisrou expansão de 0,6% entre julho e setembro de 2019, em relação aos três meses antecedentes, feitos os ajustes sazonais, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (03). Foi o maior crescimento nesse tipo de comparação desde o avanço de 0,7% no primeiro trimestre de 2018.

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre mostrou um crescimento acima do esperado pelos analistas, com um desempenho bastante positivo do consumo das famílias e do investimento, pelo lado da demanda. Pelo lado da oferta, os destaquem foram a indústria, com alta especialmente forte do setor extrativo, e a agropecuária, enquanto os serviços tiveram um avanço moderado.

Principal componente do PIB pelo lado da demanda, com peso de mais de 60%, o consumo das famílias cresceu 0,8% em relação ao trimestre anterior, uma aceleração forte na comparação com o 0,2% do segundo trimestre. A expansão do crédito, a queda dos juros e a recuperação incipiente do mercado de trabalho ajudam a explicar o melhor resultado, que pode ganhar ainda mais fôlego nos três últimos meses do ano, com o efeito mais significativo da liberação dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

O investimento também teve um resultado favorável. Cresceu 2% na comparação com o trimestre anterior. Embora inferior aos 3% registrados no segundo trimestre, é um número positivo.

Do lado da oferta, o desempenho mais surpreendente foi da indústria. Avançou 0,8% no terceiro trimestre, mas com desempenho bastante desigual entre os setores. A indústria extrativa cresceu 12% em relação ao trimestre anterior, depois de encolher 6,1% no primeiro e 3,1% no segundo, em grande parte um reflexo da tragédia com a barragem da Vale, em Brumadinho, em Minas Gerais. Entre julho e agosto, houve uma reação expressiva.

Já o setor de serviços — que engloba comércio, intermediação financeira e serviços públicos, entre outros — registrou ampliação de 0,4% nos três meses até setembro, em linha com a projeção dos economistas. No segundo trimestre, o setor teve expansão 0,2%, dado revisado de alta de 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do setor de serviços registrou elevação de 1%.

A agropecuária, por sua vez, cresceu 1,3%, abaixo da projeção mediana de alta de 1,8% dos consultados pelo Valor Data. No segundo trimestre, o resultado foi revisado de queda de 0,4% para queda de 0,5%. Ante o mesmo período do ano passado, o PIB agropecuário avançou 2,1%.

Em valores correntes, o PIB somou R$ 1,842 trilhão no terceiro trimestre, sendo R$ 1,582 trilhão referentes ao Valor Adicionado e R$ 259,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. (Com informações da agências de notícias)

Veja abaixo o resumo dos números do PIB no 3º trimestre

Serviços: 0,4% (com destaque para o comércio e atividades de informação e comunicação, com alta de 1,1%, em ambos)

Agropecuária: 1,3%

Indústria: 0,8% (maior alta desde o 4º trimestre de 2017, puxada pela indústria extrativa, que cresceu 12%, compensando a queda de 1% da indústria de transformação)

Construção civil: 1,3% (com o crescimento puxado pelo mercado imobiliário)

Consumo das famílias: 0,8% (melhor resultado desde o 3º trimestre de 2018)

Consumo do governo: -0,4%

Investimentos: 2% (2ª alta seguida, mas abaixo do avanço de 3% registrado no 2º trimestre)

Exportação: -2,8% (3ª queda seguida, afetada pela desaceleração global e pela recessão na Argentina)

Importação: 2,9%

Para Sérgio Buarque, sinais da economia brasileira são alentadores

Economista diz que País pode voltar a crescer nos próximos anos; queda de juros deve gerar efeitos positivos (Foto: Reprodução)

Os sinais da economia brasileira são alentadores, na avaliação do economista Sérgio Cavalcanti Buarque. Em artigo publicado na 13ª edição da revista Política Democrática online (veja aqui), o consultor em planejamento estratégico disse que a combinação de inflação em patamares civilizados (3,4% ao ano) com a mais baixa taxa de juros de referência (Selic) da história recente do Brasil (5% ao ano que representa menos de 2% em termos reais) cria ambiente macroeconômico muito favorável.

A revista é produzida, em Brasília, pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), vinculada ao Cidadania.

Na avaliação do economista, é possível que o Brasil volte a crescer nos próximos anos, se o presidente Jair Bolsonaro não atrapalhar e as tensões comerciais externas diminuírem.

“Nada espetacular e rápido, contudo, como seria desejável para a geração de renda e emprego e para ampliação da receita pública”, afirma o economista no artigo.

Mesmo com a reforma da Previdência, na avaliação de Buarque, a crise fiscal ainda vai se arrastar por alguns anos. Segundo ele, as famílias e as empresas continuam endividadas, e a economia internacional caminha a passos de tartaruga.

“A queda da taxa de juros de referência deve gerar três efeitos positivos e complementares na economia”, pondera.

De imediato, conforme escreve o consultor, reduz o custo da dívida pública, contendo a tendência de expansão do endividamento, que gera insegurança e instabilidade, e diminuindo o tamanho do superávit primário necessário para pagamento dos juros.

“Ao mesmo tempo, a redução da Selic já está empurrando para baixo os juros do crédito comercial, mesmo com a persistência de oligopólio bancário e a elevada inadimplência”, acentua. (Cleomar Almeida – Ascom/FAP)

Instituições financeiras aumentam previsão de crescimento da economia e inflação

O mercado manteve a expectativa da expansão do PIB em 2,50% para 2021 e 2022 (Foto: Reprodução)

O mercado financeiro elevou as projeções de crescimento da economia em 2019, de 0,92% para 0,99%, e 2020 de 2,17% para 2,20%. As instituições bancárias também elevaram a previsão da inflação de 3,33% para 3,46% para o ano no terceiro ajuste consecutivo. Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (25), pelo BC (Banco Central) por meio do boletim Focus.

Segundo o levantamento, o mercado manteve a expectativa da expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2,50% para 2021 e 2022.

No que tange a inflação, não houve alterações para os anos seguintes ficando 3,60% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022. De acordo com o boletim, as projeções de 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional que é de 4,25% para este ano, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022 podendo ter variação de 1,5 ponto percentual seja positivo ou negativo.

Juros

Ao analisar a taxa Selic, a previsão do mercado é que o índice encerre 2020 em 4,5% ao ano. Atualmente em 5%, as instituições financeiras esperam que ela volte a cair em dezembro se estabelecendo também em 4,5%. Já para 2021, a previsão é que a taxa de juros da economia termine em 6% e 6,5% em 2022.

Dolar

Em relação ao dólar, a previsão é que a moeda suba de R$ 4 para R$ 4,10, no fim de 2019, e permanece em R$ 4 ao final de 2020. (Com informações da Agências de Notícias)

PPPs e concessões: Relatório de Arnaldo Jardim mira crescimento econômico e geração de empregos

O objetivo da lei proposta – e que ainda será votada pelo plenário da Câmara e pelo Senado – é atrair investimento privado, diz o deputado (Foto: Robson Gonçalves)

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) apresentou, nesta terça-feira (20), seu relatório sobre o novo marco regulatório para PPPs (Parcerias Público-Privadas), concessões e fundos de investimento em infraestrutura. O parecer é resultado de uma minuciosa coleta de informações, sugestões e observações feitas no plenário da comissão especial, em audiências públicas, e também nos estados. Jardim propõe ao Congresso a Nova Lei Geral de Concessões e PPPs, detalhando como esses instrumentos devem funcionar para atrair investimentos e movimentar a economia e o crescimento, gerando empregos.

O relatório do parlamentar do Cidadania aposta em uma nova legislação perene, que aperfeiçoe a cultura regulatória, mantendo o instrumental e as práticas de normatização que vem dando bons resultados. Jardim aprimorou ou extinguiu os mecanismos que não se mostraram eficazes ao longo do tempo. Outra preocupação do deputado foi a de “incorporar novos modelos já praticados pela administração pública e que ainda não estão dispostos em lei ou mesmo que sofrem questionamentos por parte de órgãos de controle, Ministério Público e Poder Judiciário”.

Uma das novidades é o contrato vivo, com mais flexibilidade do que a modalidade atual, no qual o prazo de duração é uma questão de critério de julgamento.

“Estamos falando em prazos ainda mais longos de contratos, que serão rigorosos em suas normas, mas com atualidade, incorporando inovações tecnológicas e passando por revisões periódicas”. Esses acordos serão, a partir da nova legislação, menos detalhados nos procedimentos e com foco maior na finalidade.

O objetivo da lei proposta – e que ainda será votada pelo plenário da Câmara e pelo Senado – é atrair investimento privado. Para isso, são elencadas regras claras e garantida a segurança jurídica. Um dos conceitos incorporados pelo relatório é o de concessão simplificada e a concessão por adesão.

“Acredito que terão muita aquiescência, particularmente de municípios, e terão os cuidados de transparência, concorrência e simplificação”, diz o deputado do Cidadania.

Jardim defende que, com um processo desburocratizado, é possível prestar serviços mais ágeis e de qualidade à sociedade. Segundo o deputado, não será viável a votação da lei ainda neste ano.

“Dá pra terminar a votação na comissão especial. Depois de aprovado pela Câmara, o texto vai para o Senado, que deve votá-lo no começo do próximo ano. Ainda no primeiro semestre, a matéria deve ter o aval da Câmara”, analisou o parlamentar do Cidadania.

Copom reduz taxa básica de juros para 5% ao ano

Decisão já era esperada pelos analistas financeiros e deixa a Selic no menor nível desde o início da série histórica do BC, em 1986 (Foto: Reprodução)

Pela terceira vez seguida, o BC (Banco Central) diminuiu os juros básicos da economia. Por unanimidade, Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic para 5% ao ano, com corte de 0,5%. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão desta quarta-feira (30), a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do BC, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018, só voltando a ser reduzida em julho deste ano.

Em comunicado, o BC reiterou a necessidade de continuidade nas reformas estruturais da economia brasileira para que os juros permaneçam em níveis baixos por longo tempo. O texto indicou que uma nova redução de 0,5% deverá ocorrer antes do fim do ano.

“O Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude”, destacou o texto.

A próxima reunião do Copom está marcada para 10 e 11 de dezembro.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 0,9% para este ano e de 1,8% em 2020.

A expectativa está em linha com as do mercado. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos preveem crescimento de 0,91% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019. (Com informações da Agência Brasil)

Mercado financeiro eleva projeção de crescimento da economia e inflação

Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) para 2020 é de 2%, e de 2,50% em 2021 e 2022 (Foto: Divulgação)

O mercado financeiro, após meses de projeções negativas ou estagnadas, elevou de forma irrisória a projeção de crescimento da economia brasileira de 0,88% para 0,91%. Além de elevar a projeção de crescimento, as instituições também aumentaram a estimativa de inflação de 3,26% para 3,29% em 2019. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29) pelo BC (Banco Central) por meio do boletim Focus.

Segundo o boletim, a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto), para 2020 é de 2%, e de 2,50% em 2021 e 2022.

Inflação

No que tange a inflação, em 2020 a estimativa caiu de 3,66% para 3,60%, a quinta redução seguida. Já para os anos seguinte não houve alterações ficando em 3,75% para 2021 e 3,50% em 2022. As projeções de 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC que de 4,25% em 2019; 4% em 2020; 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022.

Juros

Ao analisar a taxa Selic – utilizada como instrumento pelo BC para controlar a inflação e atualmente em 5,5% – as instituições financeiras deve cair para 4,5% até o fim de 2019. Para 2020, a previsão é que a taxa de juros permaneça no mesmo patamar, 2021 em 6,38% e 2022 em 6,5%.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em R$ 4 para o fim deste ano e para 2020. (Com informações da agências de notícias)