Leila Barros cobra governo do DF pela longa fila de espera de cirurgias eletivas

Cerca de 21 mil pessoas aguardam à espera de uma cirurgia eletiva em unidades públicas do Distrito Federal (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A senadora Leila Barros (Cidadania-DF) criticou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pela longa fila de cerca de 21 mil pessoas que aguardam no banco de dados da Secretaria de Saúde à espera de uma cirurgia eletiva em unidades públicas do DF.

“O sofrimento de 21 mil famílias do DF parece não ter fim. A espera é angustiante e, além disso, pode agravar ainda mais os problemas de saúde”, afirmou a senadora na rede social.

A cirurgia eletiva é um procedimento planejado com antecedência, não considerada de urgência e agendada pelo médico de acordo com o dia e o horário disponível nas unidades da rede pública de saúde para sua realização.

“A retomada dos procedimentos ocorreu em julho do ano passado e, até hoje, a demanda acumulada com a pandemia não foi atendida pela Secretaria de Saúde. Agora, a promessa é zerar a fila ‘até o fim do ano’. Quantas vidas mais o GDF [Governo do Distrito Federal] vai esperar perder para resolver este problema?”, questionou Leila Barros.

Leila Barros diz que aumento da pobreza no DF é ‘revoltante’

População do Distrito Federal foi a unidade da federação que mais empobreceu entre o primeiro trimestre de 2019 e janeiro de 2021, mostra estudo de economista do FGV-Ibre (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A senadora Leila Barros (Cidadania-DF) disse na rede social, nesta segunda-feira (30), que o aumento da pobreza no Distrito Federal de 12,9% para 20,8% da população, registrado pelo estudo do economista Daniel Duque, pesquisador do FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), é ‘revoltante’.

“Não bastassem as 10.024 mortes por Covid-19 no DF, os escândalos de corrupção e o descaso do GDF [Governo do Distrito Federal], temos de lidar ainda com o aumento dos preços e da pobreza”, postou a senadora em seu perfil no Twitter, ao comentar matéria do jornal Correio Braziliense sobre o estudo (veja aqui).

De acordo com o levantamento, a população do Distrito Federal foi a unidade da federação que mais empobreceu entre o primeiro trimestre de 2019 e janeiro de 2021. Já a extrema pobreza, cresceu 4,1%, de 3,2% para 7,3% dos habitantes.

No Brasil, a fatia de população pobre passou de 25,2% para 29,5%. Conforme dados do estudo, a pandemia de Covid-19 é considerada como a maior causa do empobrecimento dos brasileiros.