‘Projeto de compra de vacina por empresas é oportunismo’, diz Alessandro Vieira

Em entrevista ao site UOL, senador também chamou o Conselho de Ética do Senado de ‘ficção’, ao comentar processos envolvendo Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no caso das “rachadinhas” (Foto: Reprodução/UOL)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), disse em entrevista ao site UOL, nesta quinta-feira (08), que projeto para compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas privadas foi feito “para agradar” Luciano Hang e Carlos Wizard, empresários que apoiam o governo do presidente Jair Bolsonaro (veja vídeo abaixo).

“O que mais encontramos são opiniões de que é uma péssima ideia, projeto oportunista, feito para agradar alguns empresários”, afirmou.

Na entrevista, o líder do Cidadania também disse que o Conselho de Ética do Senado Federal é “ficção” (veja o vídeo abaixo).

O parlamentar comentou os processos que correm no colegiado, dentre eles o que envolve um dos filhos do presidente da República, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no caso das “rachadinhas”.

“O Conselho de Ética é uma ficção no Senado. Pelo menos nestes dois anos em que estou no Senado não serviu para nada. Foi instalada pelo [ex-presidente do Senado] David Alcolumbre [DEM-AP] como mecanismo para pressionar adversários internos, mas nem isso fez, não avançou”, criticou o senador.

Alessandro Vieira também disse que, caso as acusações contra Flávio sejam referentes a crimes supostamente cometidos durante seu mandato como deputado estadual, o caso do filho do presidente não cabe ao Conselho de Ética da Casa.

“No caso específico do Flávio Bolsonaro, me parece que os fatos que são colocados na denúncia contra ele são fatos anteriores ao mandato, e nesse sentido não cabe, na minha visão, o Conselho de Ética atuar”, diz.

“Mas, se ele praticou, durante o mandato, algum tipo de fato que tenha conexão com essa história de rachadinha, lavagem de dinheiro, aí sim o conselho poderia ser acionado. Mas eu sinceramente não boto fé que isso vá andar, porque a casa tem uma tradição de acobertamento recíproco, o que é muito ruim”, afirmou Alessandro Vieira. (Com informações do UOL e agências de notícias)

Falta transparência na compra de vacinas contra Covid-19, diz Eliziane Gama

‘No mundo inteiro, há uma orientação da Organização Mundial da Saúde e, no Brasil, vai-se na contramão. Esse, na verdade, é o cenário’, afirmou a senadora, ao cobrar do governo um programa organizado de combate à pandemia (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A líder do bloco parlamentar Senado Independente, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), defendeu em sessão temática semipresencial do Senado na semana passada a realização de uma campanha de esclarecimento em relação a Covid-19. Ela também apontou a falta de transparência do governo em relação ao número exato de aquisição de vacinas para imunização da população contra o coronavírus.

“A Organização Mundial da Saúde diz que precisaríamos fazer a cobertura vacinal de 70% da população para, de fato, contermos essa pandemia em todo o mundo. Por que o governo não comanda ações de combate a essa pandemia? Por que o governo não faz campanhas para o uso de máscaras, para o uso do álcool em gel? Por que o Governo não comanda um programa organizado de isolamento social? No mundo inteiro, há uma orientação da Organização Mundial da Saúde e, no Brasil, vai-se na contramão. Esse, na verdade, é o cenário”, afirmou a senadora na sessão com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel Antônio Élcio Franco Filho, e a coordenadora nacional do Programa de Imunizações, Francieli Fantinato.

Em resposta a Eliziane Gama, Franco Filho disse que a planilha com esses dados é atualizada pelo governo “a cada dia, a cada contrato”.

“Nós vamos disponibilizar também na página do ministério, colocando essas doses e o cronograma de entregas. E esses cronogramas que nós temos de entrega também estão atualizados todos esses meses, de acordo com as tabelas que nós temos recebido. Por enquanto, os fluxos estão regulares, o que é uma boa notícia para todos nós, garantindo essas doses de março e já de abril. E também a própria linha de produção que pode vir a ter algum problema”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde. (Com informações da Agência Senado)

Alessandro Vieira pede ao STF uso de recursos da Lava Jato para compra de vacinas

A petição foi enviada ao ministro do STF, Ricardo Lewandowski (Foto: Reprodução/Internet)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), e os deputados federais Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tabata Amaral (PDT-SP) pediram nesta semana ao STF (Supremo Tribunal Federal) que os recursos recuperados pela Operação Lava Jato sejam destinados ao Plano Nacional de Imunização. A petição foi enviada ao ministro Ricardo Lewandowski.

No documento, os parlamentares que integram o Movimento Acredito reforçam pedido feito em liminar, em dezembro de 2020, pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

“O uso desses fundos é absolutamente necessário para evitar ainda mais mortes”, afirmam os integrantes do movimento.

Na petição ao STF, eles declaram que, como parlamentares, são testemunhas de que até o momento ainda não ocorreu a liberação de verba suficiente pelo governo federal para garantir o sucesso da vacinação contra a Covid-19 no Brasil.

Doenças raras: Daniel Coelho tem apoio para emenda que dispensa licitação para compra de medicamentos

Líderes de 11 partidos subscreveram emenda de autoria do líder do Cidadania na Câmara, deputado federal Daniel Coelho (PE), que inclui medicamentos para o tratamento de doenças raras entre os itens que a administração pública pode deixar de realizar licitação pública para efetuar sua compra.

A emenda acrescenta inciso ao projeto de Lei 1292/95, do Senado Federal.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam entre 6 e 8 mil doenças raras, cada uma com sua especificidade, forma de diagnóstico e tratamento.

“Se a administração tiver de seguir o rito de licitação normal para a aquisição desses medicamentos, os pacientes terão um tratamento precário ou nem terão tratamento. Portanto, a inexigibilidade de licitação para estas aquisições se mostra a melhor alternativa”, justifica Coelho, em um dos trechos da emenda.

O projeto de Lei 1292 altera a Lei de Licitações (8.666/1993). O texto deve começar a ser apreciado nesta terça-feira (9) no plenário da Câmara.