Regis Cavalcante: afundamento de bairros causado pela Braskem será tema de campanha em Maceió

O presidente do Cidadania em Alagoas, Regis Cavalcante, afirmou em conversa com o Jornal de Alagoas que o partido levará a debate nas eleições de novembro em Maceió, capital do estado, os danos causados pela Braskem em quatro bairros, entre eles o Pinheiro, que estão afundando como resultado da mineração de sal-gema da empresa, afetando milhares de famílias no município.

“Uma cidade abandonada a sua própria sorte, com 4 bairros afundando e toda zona sul da cidade abandonada e entregue a uma indústria química que criminosamente suga das suas minas a esperança e os sonhos dos moradores que assistem suas casas afundando por conta da ganância da Braskem”, aponta.

O tema, conforme o jornal, tem sido evitado pelos outros partidos, que silenciam diante das dificuldades enfrentadas pelos moradores dessas áreas, em negociação direta com a empresa intermediada pelo Poder Judiciário. Na política, fora o Cidadania, o que se vê, aponta o veículo, é omissão.

Regis disse ainda ao jornal que o partido está finalizando um programa para oferecer aos maceioenses, mas que o provável nome a disputar a prefeitura pelo Cidadania deve ser o da professora Fátima Romar. Em Arapiraca, segunda cidade mais importante de Alagoas, o nome já lançado como pré-candidato é o do advogado Hector Martins.

Em live do Cidadania-AL, Cristovam Buarque defende criação de Fundeb permanente

O ex-governador e ex-senador Cristovam Buarque (Cidadania-DF) afirmou nesta quarta-feira (8) que o cenário para a Educação brasileira é preocupante e defendeu a criação de um processo de recuperação de escolas, professores e alunos, além de uma política de longo prazo para o sistema educacional brasileiro. Ele pediu que os parlamentares transformem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em política permanente.

“Temos que aprovar no Congresso Nacional o Fundeb permanente. O Fundo por si só não resolve, mas sem ele será um desastre. Veremos prefeitos fechando escolas. Precisamos também, apesar de tudo, pensar em um projeto de longo prazo. Definir uma estratégia não apenas para sanar a crise causada pela pandemia, mas para darmos um salto de qualidade. Para que, daqui a 30 anos, tenhamos escolas realmente boas”, defendeu. 

As declarações foram feitas ao ex-presidente da OAB de Arapiraca-AL e pré-candidato do Cidadania a prefeito da cidade alagoana, Hector Martins. Ao concordar com Buarque, Martins disse que o cenário da educação nacional já estava “atrofiado” mesmo antes da pandemia. Para ele, muitas escolas já não conseguiam desenvolver atividades adequadas por falta de estrutura e estão ainda mais despreparadas para a nova realidade, presas ainda a quadro e giz. 

Ele criticou as gestões municipais passadas de Arapiraca, que, em sua avaliação, focaram apenas na estrutura física e deixaram de equipar as unidades de ensino e aperfeiçoar o corpo docente.

“Aqui se esquece do próprio aluno e dos profissionais que interagem com eles e estão inseridos no contexto da escola. Já temos dois anos que esses profissionais não recebem reajuste salarial. Muitos tentam se reinventar sem o suporte do Poder Público e veêm desmotivados. A nossa Educação aqui ainda é muito precária. Precisamos de um olhar humano para tocar a alma dos professores e alunos ou não conseguiremos entrar no século 21”, sustentou. 

Em resposta, Cristovam Buarque defendeu a federalização do ensino fundamental do País como forma de solucionar os problemas enfrentados pelas cidades brasileiras. Segundo ele, a questão não é apenas falta de recursos, mas de falta de vontade política. 

“Não se faz educação em curto prazo. É preciso estar disposto a realocar recursos para isso. Se a ideia surge, pobres, ricos e políticos embarcam. Tecnicamente é fácil resolver. Não é falta de dinheiro em si e sim de gente. Então minha ideia é fazer uma estratégia para que possamos ir federalizando aos poucos e não ao mesmo tempo. Cada ano um pouquinho”, propôs.

Cristovam ponderou que não adianta culpar apenas o presidente e os políticos se a própria sociedade não estabelece o ensino de qualidade como prioritário. “O eleitor não vota em quem fala de estratégia de 20 anos para a Educação e muito menos tem vontade de tirar dinheiro de um lugar para colocar nessa área. Infelizmente, não é prioridade da sociedade”, concluiu.

Em conversa com Hector Martins, Regis Cavalcante defende a renovação para superar a crise política

Para presidente do Cidadania-AL, país precisa de novos quadros que dialoguem com a sociedade

O presidente do Cidadania em Alagoas, Regis Cavalcante, falou sobre a situação da saúde no país durante live com o pré-candidato a prefeito do município de Arapiraca (AL), Hector Martins, nesta segunda-feira (6). Ele elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS) e reconheceu que é preciso fortalecê-lo.

“O SUS é um sistema que funciona. Outros países não têm um sistema público de saúde e um nível de organização como o nosso, mesmo com todas as dificuldades que conhecemos. Precisamos ajustar o SUS a uma realidade de atendimento pleno, a um sistema que chegue a nível de qualidade da dignidade humana”, afirmou.

Na avaliação de Cavalcante, mesmo com um sistema eficiente, a pandemia do coronavírus revelou a deficiência na saúde em muitos estados brasileiros.

“Essa pandemia mostrou a escolha terrível que os profissionais de saúde realizam nos hospitais para definir quem vai viver ou não. É importante ter hospitais, mas também ter a manutenção. Essa pandemia mostrou leitos e equipe médica insuficientes, falta de insumo, mostrou a deficiência de gestão na questão da saúde”, apontou.

Hector Martins criticou a falta de aquisição de respiradores pelo governo do estado de Alagoas.

“As pessoas que precisam ser hospitalizadas, boa parte necessita de um cuidado especial. Você cria uma maquiagem, uma estrutura faraônica para dizer que montou hospital de campanha, mas falta eficiência, faltam equipamentos que fazem com que as pessoas que estão precisando possam reverter o quadro”, condenou.

O presidente do Cidadania em Alagoas concordou e disse que esse é um problema verificado em todo o país.

“É o oportunismo. Tivemos alguns casos de governadores querendo ganhar dinheiro em cima da miséria humana. Precisamos tratar essas questões de forma transparente e coletiva na sociedade. Essa eleição tem ramificações com essas questões, quem se envolveu com essas situações, principalmente nessa questão cara da saúde. Haverá uma mudança profunda nessas eleições porque a população está acordando”, sustentou.

Educação

Os dois também debateram as deficiências na área de Educação, ainda mais evidentes agora na pandemia. Cavalcante lembrou que cerca de 76 mil crianças em Maceió estão fora da escola. “Isso é um caos, uma irresponsabilidade. Educação é base para tudo. Não se investe no saber nesse país. Por isso que acredito na renovação da política, de quadros, para que a gente possa incrementar políticas públicas que sirvam ao público e não a meia dúzia”, assinalou.

Para o pré-candidato do partido em Arapiraca, também nesta área há clara deficiência de gestão. Martins disse que a Educação transforma e o investimento na área não pode ficar apenas no discurso de campanha.

“Nossa educação pública poderia ser a melhor do mundo, mas infelizmente nossos gestores, muitos que inclusive se elegem com a bandeira da educação, quando têm o poder da caneta fecham os olhos e infelizmente isso continua da mesma forma de antes”, alertou.

Como ex-presidente da Ordem dos Advogados do município, Martins falou ainda da escolha do Cidadania para a entrada na política. “O propósito do partido coincide com a minha visão de mundo. Tinha muito medo de errar, de entrar numa sigla e me arrepender por ser algo contrário às minhas ideias. Me senti muito acolhido e em casa”, elogiou.