Saudação à Bancada do Cidadania e seu papel na formação da frente ampla por uma Câmara livre e independente

À luz dos graves fatos ocorridos nos Estados Unidos, inspiração para os neofascistas, negacionistas e obscurantistas que administram o Brasil, na qualidade de presidente nacional do Cidadania, em nome de todos os nossos filiados, saúdo a bancada do Cidadania, que, sob a liderança do deputado Arnaldo Jardim, soube construir sua unidade interna e foi de fundamental importância na luta pela formação de uma frente ampla que se concretizou em torno de Baleia Rossi (MDB-SP) para o comando da Câmara dos Deputados.

A unidade não vem do pensamento único ou da imposição de uma agenda de cima para baixo, mas da construção conjunta de projetos, tendo o diálogo como base e como norte os valores caros à cidadania, à liberdade e à democracia. O foco está e tem de estar nas semelhanças que nos aproximam, porque temos convergência de princípios. Eventuais diferenças, na democracia, são dirimidas no voto.

Aqueles que não acreditam na democracia, temem o voto e desejam subtrair direitos e liberdades atacam as instituições com palavras e depois com paus, pedras e armas, como vimos nos Estados Unidos de Donald Trump. A invasão do Capitólio, símbolo de uma república democrática de mais de 200 anos, fato inusitado e inédito que estarreceu o mundo, nos serve de alerta. Ocorreu sob patrocínio do próprio presidente e de seu extremismo de direita.

Contra essa ameaça, mimetizada aqui por Bolsonaro e seus seguidores, muitos deles armados, é que é preciso garantir uma Câmara dos Deputados livre e independente e uma democracia viva. Para que o Legislativo siga a serviço do povo, como esteve na pandemia e na crise, e não subalterno a um projeto pessoal de poder, ligado a uma rede subterrânea e marginal de ações, e disposto, em seu obscurantismo, a aprofundar a desigualdade, o atraso, o racismo e toda sorte de divisões na sociedade brasileira.

Roberto Freire
Presidente Nacional do Cidadania