Para presidente do BC, privatização do Banco do Brasil é ‘política’ que o governo tem de discutir

Senadora Eliziane Gama diz que venda do Banco do Brasil acabaria afetando a questão do crédito e aumentaria a concentração bancária no País (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Ao responder pergunta da líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), sobre a possibilidade de o governo federal privatizar o BB (Banco do Brasil), o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, destacou o valor da instituição mas ressaltou não poder manifestar opinião pelo fato de o banco ser o regulador do mercado. A venda do BB foi defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na reunião ministerial do dia 22 de abril.

“Em relação à privatização ou não do Banco do Brasil, o Banco Central é regulador, eu sou regulador dos bancos. Então, como regulador, não posso ter opinião de se deveria ser privatizado ou não. Eu acho que isso é uma política do governo, que tem que ser discutida. Acho que o Banco do Brasil tem uma marca que tem um valor enorme e que ele tem prestado um enorme serviço à sociedade”, disse Campos Neto, nesta segunda-feira (01), na audiência pública remota da comissão mista do Congresso da Covid-19.

Eliziane Gama destacou ainda na reunião a avaliação de economistas de que privatização do BB acabaria afetando a questão do crédito, aumentaria a concentração bancária e também reduziria a concorrência.

“Nós sabemos que os bancos públicos têm hoje um papel muito estratégico no desenvolvimento do País por conta do fornecimento do crédito, de juros baixos e do financiamento de moradias para quem deseja realmente comprar a casa própria”, ressaltou a senadora.