Leila Barros quer informações sobre fila de espera de quase 1,2 milhão do Bolsa Família

Senadora lembra ainda que o País tem ’14 milhões de desempregados e nenhum indício de recuperação da economia’ (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A senadora Leila Barros (Cidadania-DF) disse na rede social, nesta quarta-feira (08), que vai pedir informações aos Ministérios da Cidadania e da Economia sobre a fila de espera do Bolsa Família de quase 1,2 milhão de famílias que atendem os critérios para ingressar no programa social do governo.

“Enquanto os Três Poderes discutem entre si, mais de 1,2 milhão de brasileiros aguardam o Bolsa Família. Além da pandemia, que já deixou mais de 580 mil mortos, temos no Brasil 14 milhões de desempregados e nenhum indício de recuperação da economia. Muito pelo contrário”, postou a senadora no Twitter, ao considerar ‘os números assustadores’.

Os dados da fila de espera do programa foram divulgados pelo ‘O Globo’ (veja aqui)  por meio da Lei de Acesso à Informação. Segundo o jornal, ‘são exatamente 1.186.755 pessoas que atendem aos critérios do programa e estão no cadastro único para benefícios sociais do governo, mas não foram incluídas para receber a ajuda’.

“Temos visto o aumento da inflação, da gasolina, do gás, da energia, dos alimentos. Temos também crise hídrica, crise energética… e nenhuma ação do Governo para ampliar o socorro aos que mais sofrem!”, afirmou a senadora Leila Barros.

Projeto de Eliziane Gama inclui beneficiários do Bolsa Família nos grupos prioritários de vacinação

Intenção da proposta em tramitação no Senado é proteger do coronavírus a parte da população mais afetada pela pandemia (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado )

Beneficiários do programa Bolsa Família podem passar a fazer parte dos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19. É o que prevê o PL 1990/2021 (veja aqui) apresentado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), em maio. A intenção do projeto é proteger do coronavírus a parte da população mais afetada pela pandemia: tanto pela doença, à qual está mais exposta, quanto pelos efeitos econômicos da crise sanitária. A parlamentar observa que além disso, a sobrecarga do SUS (Sistema Único de Saúde) afeta o tratamento médico aos mais pobres.

Ao apresentar a proposta, Eliziane Gama citou o relatório O Vírus da Desigualdade, lançado pela Oxfam Brasil, organização de combate à desigualdade social. Segundo a senadora, o documento mostra que as pessoas mais ricas recuperam em tempo muito menor as perdas econômicas oriundas da proliferação do coronavírus, enquanto os mais pobres terão que esperar mais de uma década para isso.

Ela também citou o número de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza, que aumentou durante a pandemia.

“De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a partir de janeiro de 2021, 12,8% dos brasileiros e brasileiras passaram a viver com menos de R$ 246 ao mês, isto é, R$ 8,20 ao dia”, diz Eliziane Gama.

Ela argumenta ainda que as famílias mais pobres dependem unicamente do sistema público de saúde e, por isso, é mais afetada pelos problemas do SUS. Além disso, essas pessoas também estão mais expostas à contaminação do vírus, devido à falta de acesso à informação e à infraestrutura de saúde. (Com informações da Agência Senado)

Eliziane Gama quer prioridade de beneficiários do Bolsa Família em vacinação contra Covid-19

“Precisamos dar o devido amparo aos mais vulneráveis”, defende a senadora (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), líder do bloco parlamentar Senado Independente, apresentou projeto de lei (PL 1990/2021) para garantir que beneficiários do programa Bolsa Família tenham prioridade na fila de vacinação contra a Covid-19.

“Essa parcela da população, extremamente carente, está mais exposta ao vírus.  Eles são mais prejudicados pela falta de acesso à informação e à infraestrutura de saúde, bem como pela necessidade recorrente de comparecer em órgãos públicos e bancos,  onde há sempre formação de filas para o recebimento do benefício”, justificou a senadora.

A parlamentar lembra ainda que cresceu de forma exponencial o número de pessoas na pobreza e extrema pobreza durante a pandemia. 

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a partir de janeiro de 2021, 12,8% dos brasileiros e brasileiras passaram a viver com menos de R$ 246,  o que representa R$ 8,20 por dia. 

Para Eliziane Gama,  a imunização dos beneficiários do Bolsa Família além de ser uma questão de justiça e humanidade, acaba protegendo também toda a sociedade.

“Precisamos dar o devido amparo aos mais vulneráveis”, defende a líder.