Alessandro Vieira cobra Ministério da Cidadania por bloqueio preventivo de parcelas do auxílio emergencial

Pasta admitiu, num primeiro momento, estar fazendo “bloqueios preventivos” por conta de ‘cobranças dos órgãos de controle’ (Foto: Reprodução)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE) enviou na última sexta-feira (23) ofício ao ministro da Cidadania, João Roma, pedindo informações  sobre  o ‘bloqueio  preventivo  do pagamento  de  parcelas  do auxílio  emergencial’. O gabinete do senador tem recebido várias  denúncias deste bloqueio, especialmente de mães solo.

As denúncias vêem da base do senador em Sergipe, mas ele acha possível que estejam ocorrendo casos em todo o País. O ministério admitiu, num primeiro momento, estar fazendo “bloqueios preventivos” por conta de ‘cobranças dos órgãos de controle’. O senador quer informações mais detalhadas.

“É importante destacar que o bloqueio do pagamento de parcelas do auxílio emergencial por período indeterminado pode acabar por implicar em responsabilização do Poder Executivo Federal caso os indícios de irregularidades que tem motivado os chamados bloqueios preventivos não sejam confirmados”, destaca o ofício.

O senador encaminhou uma lista de perguntas ao ministério e solicitou também ‘a disponibilização dos relatórios dos órgãos de controle que apontam indícios de irregularidades e implicam no  chamado  bloqueio  preventivo’. (Assessoria do parlamentar)

Alessandro Vieira quer que CPI investigue fraudes no auxílio emergencial

Senador propõe apuração de ‘potenciais inconsistências e fragilidades que permitiram fraudes na ordem de mais de R$ 40 bilhões’ no programa do governo federal (Foto: Reproduão/Internet)

O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), protocolou requerimento de convocação do ex-secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antônio José Barreto de Araújo Júnior. O senador quer que a CPI da Pandemia também investigue as fraudes no auxílio emergencial.

Alessandro Vieira, relator no Senado do projeto que garantiu o benefício em 2020, quer que o ex-secretário do Ministério da Cidadania na gestão de Onyx Lorenzoni explique sobre o auxílio emergencial – “coronavoucher” -, “bem como das potenciais inconsistências e fragilidades que permitiram o cometimento de fraudes na ordem de mais de R$ 40 bilhões” do programa do governo federal para atender, trabalhadores informais, desempregados e pessoas vulneráveis na pandemia de Covid-19.

O auxílio em 2021 está mais restrito do que o do ano passado. Será pago em quatro parcelas, com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo da família, limitado a um benefício por família.

No ano passado, de acordo com dados da Caixa Econômica Federal, o benefício atendeu 67,9 milhões de brasileiros com R$ 293,1 bilhões.