Alessandro Vieira: Aras tem sim que investigar eventuais irregularidades cometidas por Bolsonaro na pandemia

“Mais um episódio lamentável de um procurador-geral da República lamentável”, reagiu o senador ao comentar nota do PGR atribuindo a investigação ao Legislativo (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O vice-líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), disse que ao contrário do que afirmou em nota Augusto Aras, o procurador-geral da República tem sim que investigar eventuais ilícitos cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 no País.

“Há um erro técnico, primeiro, porque ele tem, sim, a função de investigar eventuais irregularidades do presidente”, afirmou o parlamentar à coluna do Estadão (veja aqui).

Alessandro Vieira disse ainda que a nota de Aras atribuindo a outros órgãos, como o Poder Legislativo, a responsabilidade da investigação e julgamento de possíveis crimes de Bolsonaro nas ações de combate à pandemia, foi uma ‘tentativa de confundir a opinião pública’.

“Mais um episódio lamentável de um procurador-geral da República lamentável. É um político ocupando um cargo essencial para o País”, afirmou o senador.

Supremo e subprocuradores

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e os subprocuradores da República também reagiram à declaração do PRG. Para os subprocuradores, Aras ‘precisa cumprir o seu papel’ e investigar Bolsonaro.

Já os ministros do Supremo manifestaram preocupação e espanto com a nota de Aras, e disseram temer que o atraso na vacinação agrave ainda mais a crise sanitária no Brasil.

Freire representa contra Eduardo Pazuello por prevaricação e improbidade administrativa

Presidente do Cidadania pede que PGR investigue o ministro da Saúde e sua equipe pela falta de oxigênio em Manaus

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, representou nesta sexta-feira (15) contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, junto à Procuradoria-Geral da República por prevaricação e improbidade administrativa. A peça observa que o ministro e sua equipe foram avisados de que faltaria oxigênios para atender os pacientes nos hospitais públicos de Manaus e nada fizeram a respeito, omissão que levou à morte de doentes por asfixia.

“Já havia indícios de que a situação catastrófica era consequência, em grande parte, da gestão incompetente e claudicante do representado à frente da pasta da Saúde. Tal suspeita agora se confirma. O procurador da República Igor da Silva Spíndola teria afirmado que o Ministério da Saúde fora alertado há pelo menos quatro dias de que faltaria oxigênio nos hospitais de Manaus. No entanto, nenhuma medida preventiva foi adotada pelo Ministério da Saúde, permanecendo a pasta comandada pelo representado inerte, aguardando o caos que era anunciado” sustenta.

Ante a gravidade dos fatos, Freire pede que o procurador-geral da República, Augusto Aras, abra investigação contra Pazuello, que esteve em Manaus e chegou a dizer publicamente que nada poderia fazer. “ O Brasil inteiro, talvez o mundo, vem acompanhando, com angústia, a grave situação vivida pela população de Manaus/AM, causada pela pandemia da Covid-19. Trata-se de uma questão gravíssima, tendo em vista as terríveis consequências humanitárias e até mesmo civilizatórias do quadro apocalíptico vivido pela sofrida população amazonense”, aponta.

Veja abaixo a representação:

Alessandro Vieira critica parecer da PGR sobre a reeleição para a presidências da Câmara e do Senado

Senador diz parecer de Aras ao STF sobre o caso, ‘para usar uma expressão popular, confunde alhos com bugalhos’ (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) criticou, nesta segunda-feira (21) a manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, ao STF (Supremo Tribunal Federal) de que quem deve decidir se os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) podem se reeleger ao cargo é o Congresso Nacional, e não a Corte.

“O parecer do procurador-geral da República, para usar uma expressão popular, confunde alhos com bugalhos. Pior: parece fazer isso com plena consciência, posto que não é crível imaginar que o PGR seja um ignorante ou um tolo”, criticou.

Para ele, a jurisprudência citada no ‘infeliz parecer’ de Aras ao Supremo faz referência a eleições em Casas Legislativas de entes subnacionais, ou seja, estados e municípios, para as quais realmente não existe restrição expressa na Constituição Federal a possibilidades ilimitadas de reeleição.

“Ocorre que estamos tratando, no caso, da hipótese de reeleição nas Casas do Congresso Nacional, a Câmara e o Senado, e de uma clara proibição constitucional”, diz Alessandro Vieira.

O parlamentar lembra que a norma imposta pela Constituição ‘é cristalina, de leitura simples, em seu artigo 57, parágrafo 4º: “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.”

“Trata-se de vedação expressa, que só pode ser alterada por Emenda Constitucional, respeitado o devido processo legal”, afirma o senador.

“Tentar fugir dessa expressa vedação constitucional usando dos velhos truques da interpretação regimental não é apenas uma aberração jurídica, mas sim o equivalente a tratar todos os brasileiros, em especial senadores e senadoras, aí sim, como tolos ou ignorantes”, disse  Alessandro Vieira.

Aras tem de esquecer inimigos imaginários’, diz Alessandro Vieira

Para o parlamentar do Cidadania, procurador-geral deveria focar sua ação no combater à corrupção e à impunidade no País’ (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A coluna Painel, do jornal ‘Folha de S. Paulo’ (veja abaixo), destaca na edição desta segunda-feira (10) postagem do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) no Twitter no qual o parlamentar diz que o procurador-geral da República, Augusto Aras, deveria ‘deixar de lado inimigos imaginários e combater a corrupção e a impunidade no País’.

Após ser classificado como adversário, senador diz que Aras tem que esquecer ‘inimigos imaginários’

Alessandro Vieira afirma que PGR tem que focar em combater a corrupção e a impunidade

Após o Painel mostrar que Aras elegeu Alessandro Vieira (Cidadania-SE) como inimigo pessoal depois de sua briga com a Lava Jato, o senador reagiu nas redes sociais: “O Procurador-Geral devia deixar de lado inimigos imaginários e focar no que é importante, ou seja, combater a corrupção e a impunidade”.

Em reuniões fechadas, Aras tem dito que Vieira o persegue desde antes de sua nomeação para o cargo.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2020/08/apos-ser-classificado-como-adversario-senador-diz-que-aras-tem-que-esquecer-inimigos-imaginarios.shtml

Alessandro Vieira defende subprocuradores e critica ataques de Aras

‘Não bastasse querer sepultar a Lava Jato, quer fazer o mesmo com a reputação de uma das mais respeitáveis servidoras do MPF, através de insinuações descabidas a respeito de sua vida pessoal’, diz o senador sobre o ataque do PGR à subprocuradora Luiza Frischeisen (Foto: Reprodução/Youtube)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) criticou os ataques do procurador-geral da República Augusto Aras aos membros do CSMPF (Conselho Superior do Ministério Público Federal), especialmente em relação aos subprocuradores Nicolau Dino e Luiza Frischeisen.

“Lamento profundamente o teor da fala do procurador-geral da República, ontem [31], em reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, em especial a respeito da subprocuradora Luiza Frischeisen. Não bastasse querer sepultar a Lava Jato, quer fazer o mesmo com a reputação de uma das mais respeitáveis servidoras do MPF [Ministério Público Federal], através de insinuações descabidas a respeito de sua vida pessoal. Nosso apoio e deferência à doutora Luiza e ao seu trabalho”, disse o parlamentar

Na reunião remota desta sexta-feira (31) do CSMPF, quando ocorreram os ataques, Aras afirmou que os procuradores espalham “fake news” contra ele.

Dirigindo-se a Nicolao Dino e Luiza Frischeisen, Aras afirmou: “Doutor Nicolao, o senhor não vai gostar de ver uma fake news sobre sua família. Muito menos a doutora Luiza, que talvez não tenha família, ou talvez tenha”. Luiza Frischeisen não tem filhos.

Ataques à Lava Jato

Augusto Aras foi criticado pelos colegas por seus recentes ataques à Operação Lava Jato. Em live nesta terça-feira (23), ele disse a um grupo de advogados ser “hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”.

Nicolao Dino leu uma manifestação contra a fala elaborada em conjunto com outros subprocuradores e foi interrompido pelo procurador-geral inicando um bate-boca na sessão do Conselho Superior que discutia o orçamento do MPF.

O PGR também acusou os colegas de vazarem manifestações à imprensa, pediu que as considerações fora da pauta da reunião remota fossem deixadas para o final da sessão e adiantou que pretende rebater os questionamentos com documentos.

O bate-boca só terminou quando o subprocurador-geral José Elaeres pediu a palavra, sugerindo que os participantes seguissem com as discussões sobre o orçamento e que, ao final, se manifestassem sobre outros assuntos.

Aras encerrou bruscamente a sessão e após declarar seu fim, levantou-se da cadeira e deixou falando sozinhos os participantes. (Com informações das agências de notícias)

Alessandro Vieira critica “atuação cínica” de Aras e vê tentativa de “estancar sangria” em ataques à Lava-Jato

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou nesta quarta-feira (29) que irá denunciar a “atuação cínica” de Augusto Aras à frente da Procuradoria-Geral da República após os seguidos ataques do procurador à Lava-Jato. Em live nesta terça-feira, Aras disse a um grupo de advogados ser “hora de corrigir os rumos para que o lavajatismo não perdure”.

Em seu perfil no Twitter, Vieira disse enxergar na movimentação uma tentativa de acabar com a maior operação de combate à corrupção da história do país, tal qual como ocorreu na Itália.

“ A corrupção não é questão de ideologia, mas sim de caráter. A soma de corrupção e impunidade destrói os sonhos de um Brasil mais justo. Repetem o roteiro italiano, onde o casamento de corruptos, oportunistas e populistas espalhados nos 3 Poderes sepultou a operação Mãos Limpas”, alertou, em referência às investigações nas quais o grupo brasileiro que liderou a Lava-Jato se inspirou.

O senador considerou preocupante que o PGR possa estar servindo a interesses não republicanos ao se converter em porta-voz de um movimento contra o combate à corrupção, ameaça que sempre pairou sobre o trabalho dos procuradores em Curitiba. 

“Vamos denunciar a atuação cínica do PGR como porta-voz dos ataques à Lava-Jato, tentando esconder sob o manto de um garantismo de araque os reais interesses de quem sempre quis “estancar a sangria” e “zerar o jogo”, beneficiando os bandidos que roubam este país desde sempre”, criticou.

Também no Twitter, o ex-juiz Sérgio Moro ponderou que suas decisões foram corroboradas pelas instâncias superiores e que as ações da Laja-Jato sempre foram transparentes.

“Desconheço segredos ilícitos no âmbito da Lava Jato. Ao contrário, a Operação sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas Cortes superiores, como STJ e STF”, sustentou.

Ao falar sobre insinuações de Aras para o STF feitas por Bolsonaro, Jardim denuncia troca de favores

O líder do Cidadania na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), disse nesta quinta-feira (28) que as declarações do presidente Jair Bolsonaro afirmando que pode indicar o procurador-geral da República, Augusto Aras, a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) são “uma explícita troca ou insinuação de favores, de interferência para preservação de interesses pessoais”.

Arnaldo Jardim afirmou, ao comentar a fala do presidente que se soma a todos os brasileiros que desejam uma postura republicana do mandatário e “não transformar aquilo que são atribuições num toma-lá-dá-cá explícito”. Para o líder do Cidadania, as manifestações de Bolsonaro são “estarrecedoras” e cabe a Aras “manter distância em relação a isso”.

Aras é responsável por investigações com potencial para atingir Bolsonaro, que informou que o procurador-geral é forte candidato a uma terceira vaga na corte. Os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello deixarão o STF no atual mandato de Bolsonaro por aposentadoria compulsória. Em caso de reeleição do chefe do Executivo, uma cadeira poderia surgir com uma saída não programada de algum ministro, como morte, por exemplo. “Se aparecer uma terceira vaga – espero que ningém desapareça -, mas o Augusto Aras está fortemente na terceira vaga”, disse Bolsonaro.