Órgãos de cooperação do Cidadania divulgam carta de apoio a movimentos cívicos e deputados Tabata e Rigoni

O Igualdade 23, Secretaria Nacional de Mulheres M23 e Diversidade divulgaram carta de apoio e solidariedade (veja abaixo) aos movimentos cívicos e aos deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).

Além de destacar a independência de seus membros com o mandato eletivo, o documento ressalta que o “Cidadania tem compromisso real com os movimentos cívicos, inclusive incluindo-os nos núcleos decisórios do partido”.

O Cidadania tem em seus quadros o deputado federal Marcelo Calero (RenovaBR-RJ) e o senador Alessandro Vieira (Acredito-SE), integrantes de movimentos cívicos.

CARTA DE SOLIDARIEDADE AOS MOVIMENTOS CÍVICOS E DEPUTADOS TABATA AMARAL E FELIPE RIGONI

Os órgãos de cooperação do Cidadania que abaixo subscrevem, se solidarizam e apoiam a independência dos membros com mandato eletivo dos Movimentos Cívicos.

No RenovaBR as pautas reformistas foram amplamente divulgadas, mesmo antes das filiações de Tábata Amaral e Felipe Rigoni, o que nos faz vir a público e nos solidarizarmos com ambos os deputados.

Nosso apoio a deputada TÁBATA AMARAL, cofundadora do Movimento Mapa Educação e do Movimento Acredito, vítima ainda deste universo político carregado de machismo, de uma exposição cruel e de linchamento. Ela, jovem, sempre foi muito clara em suas posições, compromissos e ideias.

O Cidadania, que tem em seus quadros com mandato eletivo, o deputado federal Marcelo Calero (RenovaBR ) e o senador Alessandro Vieira (Acredito ), respeita os valores impingidos que, independente de cartas-compromisso, exercem na prática a autonomia e o respeito vindos dos Movimentos Cívicos.

O Cidadania tem compromisso real com os movimentos cívicos, inclusive incluindo-os nos núcleos decisórios do Partido.

A lição disso tudo o que vem acontecendo é fundamental ao mundo da política e das já envelhecidas estruturas partidárias; é imperativo o respeito a cláusula de independência existente com os Movimentos Cívicos, e que os políticos tradicionais assumam a postura ética, séria e responsável diante do pactuado.

Brasília-DF, 15 de julho de 2019.

Diversidade 23
Secretaria de Mulheres M23
Igualdade 23

Freire destaca apoio da bancada do Cidadania na Câmara pela aprovação da reforma da Previdência

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, saudou, nesta terça-feira (9), a bancada do partido na Câmara dos Deputados por apoiar e entender a necessidade da aprovação da reforma da Previdência. O dirigente destacou que o partido sempre apoiou e defendeu as reformas estruturais para modernizar o Estado e atender os clamores da sociedade.

“Um partido reformista”

“Quero aqui saudar a bancada do Cidadania pela decisão de apoiar a reforma da Previdência. Nada estranho. Até porque o nosso partido, desde os tempos do PPS, sempre defendeu e votou a favor das  [das propostas de]  reformas da Previdência que foram apresentadas. Inclusive eu, como senador, apresentei (veja aqui) o primeiro projeto que tratava de um fundo de capitalização para os servidores públicos nos moldes dos fundos de pensão, que são e regem a relação previdenciária dos servidores e funcionários das estatais brasileiras”, disse.

Segundo Freire, o Cidadania/PPS, em toda sua história, se portou como um partido reformista e ciente da sua responsabilidade com o País.

“Essa história nossa, vinculada a necessidade de reformas administrativas e da economia brasileira, nos coloca como um partido reformista. Daí a nossa posição histórica a favor da reforma da Previdência, que se consolida com essa decisão da bancada. Parabéns para todos que fazem a bancada do Cidadania na Câmara e no Senado”, saudou.

Movimentos promovem atos em 26 estados e no DF em apoio a Moro e à Lava Jato

Movimentos como o Nas Ruas, Vem Pra Rua e o MBL (Brasil Livre) realizaram neste domingo (30) em várias cidades brasileiras manifestações de apoio à aprovação de mudanças nas regras para aposentadoria e do chamado pacote anticrime.

Os atos também serviram de defesa à Operação Lava Jato, com a qual o MPF (Ministério Público Federal) e a Polícia Federal investigam um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo políticos e empresários, e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Segundo os organizadores, os atos foram convocados em mais de 200 municípios e ocorreram em 26 estados e no Distrito Federal.

Rio de Janeiro

A manifestação pró-ministro Sergio Moro e em apoio às medidas econômicas do governo federal, convocada por vários movimentos da sociedade civil, levou milhares de pessoas à praia de Copacabana, zona sul da capital fluminense. Bandeiras gigantes nas cores verde e amarelo cobriram várias ruas de Copacabana a partir das 10h.

Os manifestantes se estenderam do Posto 5, na altura da Rua Sá Ferreira, até a Rua Barão de Ipanema, portando bandeiras do Brasil, faixas e cartazes onde se liam frases como “Nova Previdência Já”, “Para a Frente Brasil”, “Apoiamos as instituições íntegras” e “Se parar a Lava Jato, o Brasil Morre”.

Sete carros de som animavam as pessoas com convidados especiais e palavras de ordem.

Policiais militares acompanhavam de perto a manifestação para garantir a segurança dos participantes do evento.

Brasília

Na capital federal, os manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios. Com faixas, cartazes e discursos de apoio à Operação Lava Jato e ao ministro Sergio Moro, eles pediam o fortalecimento das ações de combate à corrupção e a aprovação do pacote anticrime – projeto que o governo federal enviou ao Congresso Nacional com proposta de mudanças em várias leis, visando a combater o crime organizado, a corrupção e os crimes violentos.

Os primeiros participantes começaram a chegar ao local de concentração, em frente ao Museu da República, por volta das 10h. Sob sol forte e acompanhado por quatro carros de som, o grupo aumentou à medida que marchava em direção ao Congresso Nacional. O público começou a dispersar-se pouco depois das 13h. A Polícia Militar não calculou o número de participantes.

Parlamentares como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno, participaram do evento, discursando para o público.

São Paulo

Convocado pelos movimentos MBL e Vem Pra Rua, o ato foi realizado na avenida Paulista, em São Paulo, em defesa da Operação Lava Jato, da reforma da Previdência e do pacote anticrime do ministro Sergio Moro.

Quatro carros de som concentraram-se em três quarteirões da avenida. Um deles, com faixas “Direita São Paulo”, defendia a flexibilização na legislação para que cada cidadão possa ter sua arma de fogo.

Um carro de som do MBL exibia uma faixa em apoio à Lava Jato. O movimento Nas Ruas inflou um boneco gigante com a imagem de Moro ao lado de um carro de som.

Manifestantes de todas as idades, vestidos de verde e amarelo, com bandeiras do Brasil, cartazes e faixas em defesa de Moro, se misturaram a quem passava pela avenida.

Houve confusão entre participantes. Segundo o MBL, membros do movimento Direita São Paulo chegaram em frente ao caminhão do movimento, agredindo ativistas no meio de famílias e crianças, e foram detidos pela polícia.

Outras capitais

Em Porto Alegre, a manifestação foi realizada sob forte chuva por volta as 15h30 na Avenida Goethe, ao lado do Parque Moinhos de Vento, na Região Central de Porto Alegre. Convocado pelo MBL, o ato tinha pautas a favor da reforma da Previdência, do pacote anticrime e também em apoio ao ministro Sergio Moro e à Operação Lava Jato.

Em Curitiba, o ato foi realizado na Boca Maldita, no centro da cidade. Os manifestantes vestidos de camisas verde-amarelas se reuniram em torno de um carro de som por volta das 15h.

No Recife, os atos começaram às 14h, no bairro de Boa Viagem, zona sul da capital pernambucana. Os atos foram realizados em apoio a Moro e à Lava Jato. Acompanhados por dois trios elétricos, os manifestantes cantaram o hino nacional e carregavam bandeiras do Brasil. (Agência Brasil)

#BlogCidadania23 mantém o apoio à Lava Jato

Aqui neste espaço fazemos jornalismo e política, jamais religião ou mitologia. Portanto, não seguimos gurus nem idolatramos lideranças populares ou figuras midiáticas. Ao contrário, para citar os exemplos da polarização da moda, criticamos igualmente Lula e Bolsonaro e seus seguidores mais fanáticos e intolerantes.

Também não consideramos Sergio Moro um herói, mas um servidor público que desempenhou uma importante função como juiz e – pelo que entendíamos até ele assumir o ministério da Justiça – um dos idealizadores e responsáveis estratégicos pelo bom andamento da Operação Lava Jato.

Registre-se que sempre defendemos a democracia e o estado de direito.

Portanto, fica a dúvida: Estaremos desviando desses princípios ao manter o apoio à Lava Jato? Por que?

Precisamos responder com clareza e objetividade uma pergunta essencial, em meio a toda essa polêmica:

Consideramos criminosa a participação de Sergio Moro na coordenação das ações da Operação Lava Jato (comprovada agora por meio do vazamento de conversas privadas)? Sim ou não?

Se SIM, defendemos a nulidade de suas ações? Todas elas ou só aqueles que se referem à condenação do Lula, que são as que foram pinçadas das conversas vazadas e mereceram destaque no material publicado pelo The Intercept?

Se NÃO, é importante destacar que em uma Operação complexa e inédita como a Lava Jato parece natural que juiz e MP troquem informações sobre os caminhos jurídicos a tomar e que isso não significa nenhuma ilegalidade, nem tampouco indica fraude ou parcialidade que tenha interferência processual ou implique cerceamento na defesa do réu.

O #BlogCidadania23 é da segunda opinião. Mantemos o apoio à Operação Lava Jato. Entendemos que é fundamental para a democracia depurar a boa política.

Se há crimes, puna-se quem os cometeu. Excessos, ilegalidades, fraudes, idem. E isso vale para todos. Acusados e acusadores. Investigadores e investigados. Réus e vítimas. Corruptos e corruptores. Juízes, policiais, procuradores ou políticos envolvidos.

Até sobre a suposta perseguição exagerada ao Lula já comentamos por aqui, antes mesmo de todo esse escândalo das conversas vazadas, com uma posição bastante clara e objetiva: Chegou a hora de soltar o Lula: ou o Brasil prende todo político corrupto ou não prende ninguém, tá ok? (clique no link e leia até o fim antes de dar opiniões precipitadas e tirar conclusões pelo título, apenas).

Mas nada do que ocorreu até aqui é motivo suficiente para que nós entremos nessa campanha insana pela nulidade da Operação Lava Jato, que ganha corpo entre formadores de opinião e em alguns setores significativos da política e da sociedade.

Apoiamos a Lava Jato: no passado, no presente e no futuro.

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