Mortes de motoristas de aplicativos: Paula Belmonte reúne-se com sindicato de trabalhadores

Somente no último fim de semana, três trabalhadores foram assassinados em assaltos no Distrito Federal (Foto: Robson Gonçalves)

A deputada federal Paula Belmonte (DF), vice-líder do Cidadania na Câmara, defendeu, nesta terça-feira (11), mais segurança para os motoristas de aplicativo de transporte. Somente no último fim de semana, três trabalhadores foram assassinados em assaltos no Distrito Federal. Dirigentes do sindicato que congrega a categoria no Distrito Federal (SINDMAAP) reuniram-se com a parlamentar para pedir providências que modifiquem o cenário e evitem mortes.

Paula Belmonte é autora do Projeto de Lei 215/2020, que prevê aumento de pena nos casos de homicídio doloso, lesão corporal, roubo, latrocínio e restrição de liberdade quando esses crimes forem cometidos contra motoristas, inclusive de transporte privado individual, que abarca os autônomos de aplicativo.

“Me deixa muito triste e indignada saber que o trabalhador saiu de casa para ganhar  seu pão, sustentar sua família e não voltou, que perdeu a vida”, disse a deputada.

Ela adiantou que está pedindo uma audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para discutir a segurança dos motoristas de aplicativos com representantes da categoria, das empresas de aplicativos, dos governos estaduais e dos usuários.

De outro lado, a parlamentar quer se juntar ao presidente da Frente Parlamentar Mista dos Aplicativos de Transporte, Daniel Coelho (Cidadania-PE) para fazer valer as demandas dos motoristas. O presidente do SINDMAAP, Marcelo Chaves disse à deputada que os condutores de transporte por aplicativo estão sofrendo “assalto delivery”.

“A gente é chamado até o assaltante e ele te rouba. Parece piada, mas é um problema muito sério”, lamentou.

Chaves defendeu, na conversa com Paula Belmonte, que as empresas de aplicativo passem a usar um cadastro mais criterioso e o reconhecimento facial do usuário.

“O carro só seria liberado depois que o usuário fizesse o reconhecimento facial. Eu, como motorista, teria certeza de estar andando com o passageiro que me solicitou”, disse.

Paula Belmonte salientou que o trabalho como condutor de transporte por aplicativo é uma alternativa de muitas pessoas que perderam o emprego.

“Muitas famílias dependem dessa atividade e os trabalhadores não podem perder a vida por causa da falta de segurança”, afirmou.