STF pede explicações a Alcolumbre sobre sabatina de Mendonça na CCJ do Senado

‘Não há motivo republicano para o atraso’, argumentam senadores (Foto: Reprodução/Internet)

O relator do mandado de segurança impetrado na última quinta-feira (16) pelo líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), e o senador Jorge Kajuru (Podemos – GO), ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, solicitou nesta terça-feira (21) informações ao presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça ), Davi Alcolumbre (DEM – AP), sobre o atraso na sabatina do indicado pelo presidente da República para o Supremo, André Mendonça.

O mandado de segurança foi apresentado pelos parlamentares após as recorrentes tentativas do presidente da CCJ em protelar a sabatina de Mendonça na comissão.

Segundo os senadores, “não há motivo republicano para o atraso, e a inércia de Davi caracteriza-se como flagrante e indevida interferência do sadio equilíbrio entre os Poderes, na medida em que inviabiliza a concreta produção de efeitos que deve emanar do livre exercício de atribuição típica do Presidente da República”.

‘Crimes de Bolsonaro não se resumem à prevaricação’, afirma Alessandro Vieira

Senador diz que apurações da CPI apontam que ‘é muito evidente’ que o presidente ‘é o verdadeiro ministro da Saúde do Brasil’ (Foto: Reprodução/GloboNews)

O líder do Cidadania no Senado e suplente da CPI da Pandemia, Alessandro Vieira (SE), disse nesta segunda-feira (02) ao Estúdio I, da GloboNews (veja aqui), que as apurações da comissão apontam que ‘é muito evidente’ que o presidente Jair Bolsonaro ‘é o verdadeiro ministro da Saúde do Brasil’.

“Crimes cometidos pelo presidente Bolsonaro não se resumem à prevaricação. Quando ele não adota, deliberadamente, a conduta de adquirir vacinas e de fazer uma grande campanha de esclarecimento da população, ele acaba colaborando para a disseminação do vírus. Isso é crime”, defende o senador, que falou na entrevista sobre a retomada dos depoimentos da CPI nesta terça (03).

Alessandro Vieira também foi questionado (veja aqui) sobre as sabatinas a que Augusto Aras e André Mendonça serão submetidos no Senado após serem indicados por Bolsonaro para, respectivamente, ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da República e ocupar vaga de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

‘Se colocou em uma posição de subserviência e isso é incompatível com o exercício da nobre função de ministro do Supremo’, diz o parlamentar sobre Mendonça.

Em relação a Aras, Alessandro Vieira disse que o Senado tem uma grande oportunidade de mandar o atual procurador-geral para casa.