Josias de Souza destaca movimentação de Luciano Huck pela sucessão de 2022

Apresentador pode disputar a eleição presidencial em 2022 (Foto: Antonio Milena)

Huck encara sucessão de 2022 como ‘maratona’

Blog do Josias de Souza

Candidato não declarado ao Planalto, o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, compara seu projeto presidencial com uma corrida de longa distância. “Ele diz: ‘Tenho que ter cuidado, porque isso é uma maratona”, conta Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido que ambiciona a filiação de Huck.

Numa maratona, o corredor precisa combinar força física e equilíbrio mental. Quem se deixa levar pela ansiedade, apressando demais o passo na largada, arrisca-se a perder o fôlego antes de cruzar a linha de chegada. “Ele está certo. Faltam três anos para a eleição. Não tem razão para se precipitar”, aprova Freire.

No caso de Huck, a ausência de pressa não se confunde com inação. Ao contrário, ele segue uma estratégia metódica. Na prática, realiza uma campanha invisível. Percorre o país, reúne-se com lideranças comunitárias locais, apoia movimentos apartidários de formação política e articula-se com um seleto grupo de políticos e formuladores de políticas públicas.

Nos últimos meses, Huck conversou com políticos de quatro partidos: Cidadania, PSDB, DEM e Podemos. Em privado, alguns dos interlocutores declaram-se impressionados com a desenvoltura do personagem. Os mais impactados avaliam que o astro de TV reúne potencial para se firmar como novidade em meio à polarização que opõe Jair Bolsonaro e Lula.

Alternativa à polarização

No inicio de novembro, Huck reuniu-se em Brasília com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do DEM. Já havia conversado com o presidente da legenda, Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador.

Ao trocar ideias com os correligionários, Rodrigo Maia disse apostar que a sociedade vai se cansar da disputa entre polos extremos. O DEM sonha com a candidatura de Maia, mantém um pé na canoa do governador paulista João Doria (PSDB) e tem três filiados na equipe ministerial de Bolsonaro. Mas o presidente da Câmara avalia que, se a economia não deslanchar, o eleitor pode encontrar em Huck a novidade que procurava ao optar por Bolsonaro na sucessão de 2018.

Roberto Freire faz a mesma aposta: “A sociedade vai fugir da polarização. Não dá mais para votar num candidato apenas para evitar o outro. Isso é um desastre para o país. É preciso construir uma alternativa que expresse o desejo de votar em algo mais construtivo. O Huck reúne as condições para representar esse desejo”.

Freire escora suas impressões numa pesquisa nacional feita por encomenda do Cidadania. “A pesquisa revela que, fora da polarização, Huck representa uma alternativa forte contra qualquer um dos dois extremos: o bolsonarismo e o lulopetismo. Ele reúne características que o tornam politicamente viável”.

Forte entre os pobres

Freire resume assim as linhas gerais da sondagem: “Huck é muito forte nas classes C e D, onde o Lula também é forte. Na classe B, de onde vem a maior força de Bolsonaro, o Huck aparece razoavelmente bem, acima do Lula. Na classe A, de maior renda, o Huck tem um certo obstáculo. Muitos o enxergam apenas como um apresentador de televisão. Não é só preconceito. Há também a ideia de que ele não tem experiência.”

Indagado sobre os percentuais de intenção de voto amealhados por Huck, Freire se absteve de informar. Alegou que a pesquisa foi feita apenas para consumo interno. Mas declarou que, em temos quantitativos, os resultados ficaram “muito parecidos” com os de outra pesquisa, divulgada em outubro.

Referia-se a um levantamento feito pela empresa FSB, em parceria com a revista Veja. Nele, Huck oscila no primeiro turno entre 11% e 16%, dependendo do cenário. Num hipotético segundo turno contra Jair Bolsonaro, Huck perderia por 43% a 39%. Esse placar está no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais —para cima ou para baixo.

Os entusiastas da candidatura presidencial de Huck enumeram os fatores que fariam dele um rosto adequado para representar as forças de centro na próxima sucessão presidencial. Vão abaixo, em dez tópicos, os pontos fortes de Huck na visão dos seus apoiadores:

A campanha invisível

1) Nas viagens que realiza para gravar os quadros do seu programa, exibido nas tardes de sábado na TV Globo, Huck estabelece contatos com lideranças comunitárias e formadores de opinião nos estados. Prioriza as regiões Nordeste e Norte.

2) Huck organiza os seus contatos no formato de uma rede, apresentando uns aos outros. Imagina constituir uma estrutura orgânica, acima dos partidos.

3) O apresentador mantém vínculos com movimentos suprapartidários de formação política, como o Agora! e Renova.

4) Conforme a contabilidade de um dos apologistas de Huck, os grupos comunitários e os movimentos de formação política devem enviar às urnas na eleição municipal de 2020 algo em torno de 2 mil candidatos a vereador.

5) Trabalha-se com a perspectiva de que boa parte desses candidatos, em sua maioria jovens e novatos na política, componham a base de apoiadores de uma ainda hipotética candidatura presidencial de Huck.

6) “O que está sendo feito é algo orgânico, absolutamente novo, que não existe em nenhum partido”, entusiasma-se o apoiador de Huck.

7) Simultaneamente, Huck se equipa para a disputa estreitando relações com políticos e técnicos. Conserva os contatos já consolidados com gente como o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador capixaba Paulo Hartung e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. E adiciona nomes novos ao seu WhatsApp.

8) No PSDB, Huck aproxima-se, por exemplo, do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. No DEM, além de Maia e ACM Neto, achega-se ao ex-deputado pernambucano Mendonça Filho, que realizou uma gestão bem avaliada como ministro da Educação do governo de Michel Temer.

9) Afora o assessoramento econômico e administrativo que obtém de Armínio e Hartung, Huck estreita relações com especialistas em áreas estratégicas como a segurança pública. Por exemplo: Ilona Szabó, diretora do Instituto Igarapé; e Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública da gestão de Temer.

10) Os críticos avaliam que a demora de Huck em assumir-se como candidato prejudica suas pretensões políticas. Os conselheiros do apresentador discordam. Acreditam que sua presença no vídeo, associado a quadros em que aparece como benfeitor de pessoas humildes, funciona como um poderoso palanque eletrônico.

Caminho sem volta

Pelo menos um dos conselheiros políticos de Huck rumina uma dúvida quanto à sua disposição para inaugurar uma carreira política. Em conversas francas, chegou mesmo a aconselhar o apresentador a refletir profundamente sobre a iniciativa, pois tomará “um caminho sem volta”.

“Tivemos duas ou três conversas na casa dele”, contou o interlocutor de Huck. “Eu disse para ele: Acharei ótimo se você vier. Mas não ficaria bem se não o aconselhasse a pensar profundamente. É como se você tivesse que morrer para renascer num outro personagem. Uma celebridade é, de certo modo, uma unanimidade. Um político divide opiniões, vai ser xingado, terá a vida devassada, vai expor a família.”

De saída, Huck terá de se desligar da Globo. Perderá o faturamento milionário de patrocinadores que não convivem bem com a ideia de vincular suas marcas a um projeto político. Isso já ficou claro em 2018. Por tabela, Huck prejudicará a carreira de sua mulher, Angélica, também contratada da emissora.

Em privado, Huck declara ter despertado para a política depois que sobreviveu, junto com Angélica e os dois filhos, a um acidente aéreo, em 2015. Diz que o episódio o estimulou a pensar em formas de colaborar com o país. Obteve a concordância de Angélica. Ela disse que apoiará a decisão do marido, seja qual for.

Candidatura é ‘um chamado’

Há dois meses, numa entrevista à revista Marie Claire, Angélica referiu-se à eventual candidatura de Huck como “um chamado que ele não buscou”. Declarou: “Acredito na capacidade de trabalho e no olhar para o outro que ele tem. Mas é uma escolha minha? Que acho muito legal? Não posso falar isso porque não seria verdade. Teríamos mais a perder do que a ganhar. Mas estamos em um momento tão louco na política que não quero, jamais, ser egoísta e leviana de impedir algo nesse sentido. Jamais falaria ‘não, você não vai’.”

“Em algum momento, o Huck terá que tomar a atitude”, afirma Roberto Freire. “Como se trata de uma maratona, ele vai levando. Não tem motivo para precipitar. Ele tem que ficar à vontade para definir o momento. Cada um sabe onde o calo aperta. Mas creio que tudo está absorvido”.

Huck ensaia o ingresso nos quadros do Cidadania desde o final de 2017, quando o partido ainda se chamava PPS. Disse a Freire que pendia para a legenda porque não está associada a nenhum escândalo.

Desde então, o ex-PPS vem se reestruturando para absorver em seus quadros os jovens egressos dos movimentos suprapartidários de formação política. Líder do Cidadania na Câmara, o deputado Daniel Coelho (PE), também simpático à ideia de uma candidatura presidencial de Huck, disse que o movimento é de mão dupla. Membros do Cidadania também se integram aos movimentos.

Huck acelera agenda de encontros políticos para disputa presidencial de 2022, diz jornal

Luciano Huck intensifica articulação para ser presidenciável em 2022

Apresentador, que quase foi candidato em 2018, acelerou agenda de encontros políticos

Joelmir Tavares – Folha de S. Paulo

O discurso oficial é o de que ele está imerso em uma jornada de busca por conhecimento, mas a expressão “candidato a candidato” passou a ser vista como mais apropriada para o momento atual de Luciano Huck, 48.

O empresário e apresentador da TV Globo, que esteve perto de concorrer ao Planalto em 2018, intensificou sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura é uma vontade mais viva do que nunca.

Aliados de Huck ouvidos pela Folha confirmam que ele “está considerando” a possibilidade, embora a decisão concreta só deva vir mais tarde.

Com a preparação, ele chegaria a 2022 com a ideia amadurecida, diferentemente do que ocorreu em 2018, quando acabou atropelado por acontecimentos e concluiu prescindir de uma estrutura sólida o suficiente para encarar uma batalha presidencial.

Gestos recentes, tanto de iniciativa dele quanto de atores externos, indicam estar em curso o surgimento de uma campanha para ocupar o espaço do centro na sucessão de Jair Bolsonaro (PSL), que já disse que deve tentar a reeleição.

Huck desde 2017 se articula ancorado no seu engajamento em movimentos que pregam renovação política. Ele agora estabeleceu um ritmo acelerado de conversas com líderes políticos e partidários, entrevistas à imprensa, palestras em eventos para formadores de opinião e aparições públicas para debater temas urgentes, como a crise na Amazônia.

A face política do apresentador do “Caldeirão do Huck”, o programa das tardes de sábado que ele comanda na Globo há 19 anos, pode ser acompanhada nas redes sociais. Ele se define nos perfis como “apresentador de TV e curioso”.

Ali, diante de seus 48 milhões de seguidores, posicionamentos de tom mais sério dividem espaço com fotos da mulher, a apresentadora Angélica, junto com os três filhos, vídeos de sua atração na Globo e selfies com amigos como Neymar.

Nos bastidores, o caldeirão de Huck também ferve. Ele passou a aproveitar as muitas viagens para gravações (chega a visitar três estados por semana) para reuniões com governantes e influenciadores.

Foi assim, por exemplo, que esteve neste ano com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e do Paraná, Ratinho Junior (PSD). No encontro com o filho do apresentador Ratinho, Huck estava com Junior Durski, criador do Madero, rede de hamburguerias da qual é sócio.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), também esteve no rol dos que sentaram com Huck. Há três meses, o tucano participou de evento no Instituto Criar, ONG fundada em 2003 pelo apresentador.

A lista de interlocutores reflete proximidade com partidos que buscam se posicionar ao centro do espectro político. Hoje sem filiação, o comunicador estabeleceu pontes com o Cidadania, antigo PPS (destino mais provável caso efetive a candidatura), o DEM (jantou com o presidente da legenda, ACM Neto) e o PSDB (onde tem a bênção de Fernando Henrique Cardoso, há tempos entusiasta de uma aventura eleitoral sua).

FHC, que costuma ser ouvido por Huck em momentos decisivos, continua reiterando simpatia à candidatura para a Presidência da República.

O núcleo embrionário em torno da ideia reúne figuras experimentadas: Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central (governo FHC); Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo (que passou por PMDB, PSDB, PPS e PSB e hoje está sem partido); e Roberto Freire, dirigente do Cidadania, disposto a tudo para garantir o “passe” do novato.

Também orbitam o projeto: o cientista político Leandro Machado, do Agora!, movimento que o apresentador integra desde 2017 e que formula políticas públicas; e o empresário Eduardo Mufarej, que teve a ajuda de Huck para fundar o RenovaBR, curso para novos políticos que depende de doações privadas e se diz suprapartidário.

Atuando como assessores informais, eles se encarregam de dar conselhos ao apresentador e de aproximá-lo de potenciais aliados, tanto no ambiente político quanto no meio empresarial e no setor não governamental.

Nessa mesma toada, Huck adota publicamente um discurso de conciliação e respeito às diferenças. Há alguns dias, em um seminário promovido pela revista Exame em São Paulo, disse ser uma pessoa “com a cabeça aberta”, avessa à lógica de polarização.

À esquerda, contudo, ele direcionou ataques desde o segundo turno da eleição de 2018. Quando a disputa estava entre Bolsonaro e o petista Fernando Haddad, Huck falou: “No PT eu nunca votei e jamais vou votar. Isso é fato”.

No imbróglio entre Tabata Amaral e a cúpula do PDT de Ciro Gomes, o apresentador ficou do lado da deputada federal, eleita com o apoio da escola de políticos RenovaBR, uma das organizações de renovação que ele apadrinha.

No mesmo evento da Exame, no qual deixou na plateia a impressão de já falar como presidenciável, Huck alfinetou Lula (PT), ao criticar a retórica do ex-presidente. “O ‘nunca antes na história deste país’ só foi possível porque antes disso teve um governo que organizou e equilibrou o Estado”, afirmou, em alusão à gestão FHC e ao Plano Real.

Na palestra, Huck apresentou à plateia de executivos um conceito com jeito de slogan de campanha: disse acalentar um “sonho maior” para o Brasil, uma plataforma que envolveria diminuição da desigualdade, eficiência da gestão e crescimento econômico aliado a programas sociais.

O discurso que vem sendo testado pelo apresentador é uma evolução das ideias que difunde desde 2017, quando despontou como provável concorrente ao Planalto. Nas falas, sempre ressaltou a defesa da educação e da igualdade de oportunidades.

O “país afetivo” a que ele se refere nas declarações seria o reflexo de uma visão híbrida, nem de direita nem de esquerda, que conciliaria valores liberais na economia com um dedo do Estado em políticas de enfrentamento à miséria.

Ele emerge como “um excelente candidato para derrotar a disjuntiva nefasta entre lulopetismo e bolsonarismo”, na opinião de Freire. “Tem uma boa visão do mundo e compreensão política dos problemas brasileiros”, acrescenta o apoiador.

Enquanto tenta se colocar como alguém que circula bem da Faria Lima (a avenida do PIB em São Paulo) aos grotões do país (onde entrevista anônimos para quadros de seu programa), Huck e seus correligionários sondam o terreno.

E no caminho há o governador paulista, João Doria (PSDB), apontado também como candidato a preencher a lacuna do centro. Ainda que o pleito esteja distante, interlocutores do apresentador já fazem cálculos e projeções de cenário. Dizem que ambos têm pontos fracos e fortes.

Huck tem em suas mãos pesquisas demonstrando que é conhecido nacionalmente (graças a uma carreira de mais de 20 anos na TV) e goza de popularidade da classe A à E. Numa eleição, encarnaria a figura de outsider e conseguiria angariar apoio das celebridades de quem é amigo.

Doria, por outro lado, tem armas competitivas: controla a máquina do principal estado do país e a estrutura do PSDB, acumula experiência de gestão, rivaliza à altura em habilidade de comunicação e sabe também manejar o apoio de empresários e artistas.

Huck e Doria, não por acaso, viraram alvo de ataques de Bolsonaro —e pelo mesmo motivo. Em agosto, o presidente disse que ambos se aproveitaram da “teta” do BNDES, por terem comprado jatinhos a juros subsidiados pela instituição.

O apresentador, em resposta, sustentou que a negociação foi feita dentro da lei. Depois decidiu se calar sobre o episódio, no estilo “quando um não quer, dois não brigam”.

Recentemente, disse a amigos ter ficado com a impressão de que o escândalo pretendido por Bolsonaro teve efeito passageiro, já que, nas incursões país afora para gravações, ele não ouviu provocação ou comentário sobre o tema.

O entorno de Huck está consciente de que polêmicas nas quais ele se envolveu ao longo da vida voltarão à tona no contexto de guerra eleitoral. Além do jatinho, o grupo antevê adversários resgatando a amizade do apresentador com o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

Para isso o posicionamento também já está dado: Huck era, nas palavras de um interlocutor, “amigo de balada” d o tucano, que caiu em desgraça após a Lava Jato. O apresentador disse que sentiu “enorme tristeza” com o que foi revelado pelas investigações e que se decepcionou com Aécio, para quem fez campanha na eleição presidencial de 2014.

A parte negativa de seu currículo tem ainda uma condenação por dano ambiental em sua casa de Angra dos Reis (RJ), pela qual pagou multa de R$ 40 mil, afirmações do passado consideradas machistas e a vez em que supostamente estimulou turismo sexual no Brasil durante a Copa de 2014.

Antes de revisitar essas questões, ele terá que resolver sua situação na Globo, onde tem contrato até 2021. Questionada, a emissora não comentou o caso específico de Huck, mas disse ter “uma política interna sobre eleições ainda mais rigorosa do que a lei”.

Segundo a nota, o canal “respeita a liberdade de manifestação de pensamento, expressão e informação” dos funcionários, “mas entende que posicionamento pessoal e profissional não podem se misturar”.

A Globo afirmou que, no período que antecede anos eleitorais, lembra a profissionais de seus quadros “sobre as regras que, entre outras restrições, impedem que contratados da emissora que desejem se candidatar permaneçam no ar em qualquer programa”.

Procurado pela Folha, Huck preferiu o silêncio. Sua assessoria informou que ele não conseguiria dar entrevista. A primeira das perguntas enviadas a ele era: “O sr. quer ser candidato a presidente da República em 2022?”.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/09/luciano-huck-intensifica-articulacao-para-ser-presidenciavel-em- 2022.shtml