Nota oficial – Repúdio à chacina do ambientalista Zé do Lago e família no Pará

O Cidadania se soma à Anistia Internacional e cobra das autoridades competentes, com especial atenção do Ministério Público, rigorosa e célere investigação sobre o assassinato de Zé do Lago, Márcia Nunes Lisboa e Joene Nunes Lisboa, família de ambientalistas paraenses que atuava na proteção de tartarugas e tracajás no rio Xingu.

O Brasil se tornou o quarto país que mais mata ativistas ambientais do mundo. Impossível dissociar tamanha violência e covardia do espírito de destruição ambiental que norteia a gestão Jair Bolsonaro, que assumiu em 2019 prometendo acabar com todos os ativismos.

É preciso punição exemplar para os culpados a fim de evitar que desmatadores e criminosos ambientais logrem o intento de intimidar aqueles que, atendendo a um chamado de seu tempo e atuando em nome da verdadeira soberania nacional, defendem esses que são os maiores ativos brasileiros: a Amazônia e sua complexa biodiversidade.

Além de fazer cumprir a lei e responder aos entes queridos que ficam, é dever do Poder Público impedir que um pequeno número de marginais, que encontram respaldo no discurso oficial, continue a manchar a imagem do Brasil no mundo como um país que respeita e protege o Meio Ambiente e a vida.

Aos familiares de Zé do Lago, Marcia e Joene Lisboa, nossos profundos sentimentos e toda solidariedade neste momento de dor.

Roberto Freire

Presidente Nacional do Cidadania

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