Nestor Costa Borba: Não ao aumento da taxa Selic

Os economistas ligados ao mercado financeiro estão pressionando para que o Banco Central, através do Copom (Comitê de Política Monetária), que se reúne nesta semana, eleve a taxa de juros básica da economia, a SELIC, em pelo menos 0,5%. Ela passaria para 2,5% ao ano, devido ao aumento da inflação.

A medida seria um grande erro, uma vez que a nossa inflação nesse momento não é de demanda. Estamos longe de uma inflação com tais características.

Pelo contrário, nossa demanda está muito aquém do seu teto em virtude do grande desemprego que ocorre em nossa economia, agravado com a crise do coronavírus.

No setor de alimentos , se existe um descompasso entre a oferta e a demanda é porque o governo, com sua exagerada política liberal, reduziu drasticamente os estoques reguladores no âmbito do Ministério da Agricultura, através da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A Conab, com seus estoques reguladores, abastecia o mercado quando determinados produtos tinham a oferta reduzida, devido a entressafra e a outros problemas como os climáticos. Assim, os preços eram mantidos mais estáveis e era garantida a segurança alimentar da população brasileira.

Pegando o exemplo do arroz, em 2015 havia 115 mil toneladas no estoque regulador.

Em 2020 esses estoques foram de apenas 21,6 mil toneladas. Ou seja, os estoques públicos reguladores que deveriam ser utilizados para garantir o preço e evitar o desabastecimento estão 81% menores do que a cinco anos atrás.

Claro, outro fator deve ser considerado nesse cenário: o aumento das exportações estimuladas pela valorização do dólar e incremento da demanda externa provocada pela covid-19, afetando principalmente o grupo arroz.

Esses são os reais motivos do aumento no preço do arroz e de outros produtos de nossa alimentação e não a taxa básica de juros.

Elevar a taxa de juros não vai acelerar a disponibilidade de alimentos. Pelo contrário, a oferta deve se reduzir, pois o crédito estará mais caro, inibindo a produção e elevando ainda mais os preços.

Os economistas ligados ao mercado financeiro estão pressionando para que o Banco Central, através do Copom (Comitê de Política Monetária), que se reúne nesta semana, eleve a taxa de juros básica da economia, a Selic, em pelo menos 0,5%. Ela passaria para 2,5% ao ano, devido ao aumento da inflação.

A medida seria um grande erro, uma vez que a nossa inflação nesse momento não é de demanda. Estamos longe de uma inflação com tais características.

Pelo contrário, nossa demanda está muito aquém do seu teto em virtude do grande desemprego que ocorre em nossa economia, agravado com a crise do coronavírus.

No setor de alimentos, se existe um descompasso entre a oferta e a demanda é porque o governo, com sua exagerada política liberal, reduziu drasticamente os estoques reguladores no âmbito do Ministério da Agricultura, através da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

A Conab, com seus estoques reguladores, abastecia o mercado quando determinados produtos tinham a oferta reduzida, devido a entressafra e a outros problemas como os climáticos. Assim, os preços eram mantidos mais estáveis e era garantida a segurança alimentar da população brasileira.

Pegando o exemplo do arroz, em 2015 havia 115 mil toneladas no estoque regulador.

Em 2020 esses estoques foram de apenas 21,6 mil toneladas. Ou seja, os estoques públicos reguladores que deveriam ser utilizados para garantir o preço e evitar o desabastecimento estão 81% menores do que a cinco anos atrás.

Claro, outro fator deve ser considerado nesse cenário: o aumento das exportações estimuladas pela valorização do dólar e incremento da demanda externa provocada pela covid-19, afetando principalmente o grupo arroz.

Esses são os reais motivos do aumento no preço do arroz e de outros produtos de nossa alimentação e não a taxa básica de juros.

Elevar a taxa de juros não vai acelerar a disponibilidade de alimentos. Pelo contrário, a oferta deve se reduzir, pois o crédito estará mais caro, inibindo a produção e elevando ainda mais os preços. (Reformistas – 15/03/2021)

Nestor Borba, economista

Fonte: http://reformistas.blog.br/nao-ao-aumento-da-taxa-selic/

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