Campos (RJ) recebe segunda menor compensação da história pela exploração de petróleo

“Este é o momento de nos unirmos [governo e sociedade] para enfrentarmos a maior crise financeira da história de Campos”, diz o prefeito Rafael Diniz, do Cidadania (Foto: Reprodução/PMCG)

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes recebeu, na semana passada, a menor PE (Participação Especial) já registrada em um mês de fevereiro desde que começou a ser paga, em 2000, e a segunda menor de sua história. A PE é uma compensação financeira extraordinária devida pelas empresas como remuneração à sociedade pela exploração de petróleo e gás natural, recursos não renováveis.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) repassou à Prefeitura de Campos R$ 5,8 milhões. O montante é 97% menor que fevereiro de 2013, quando o Município recebeu sua maior PE, de R$ 188,9 milhões.

O prefeito Rafael Diniz, do Cidadania, destaca que esta é mais uma comprovação da nova realidade de Campos.

“Desde 2017, no início de nossa gestão, vínhamos falando desta questão. E está provado, com a Participação Especial de agora, que registra uma queda histórica. É como se o dia 29 de abril, para quando está marcado o julgamento no Supremo Tribunal Federal, já tivesse chegado e com resultado desfavorável. Este é o momento de nos unirmos [governo e sociedade] para enfrentarmos a maior crise financeira da história de Campos”, disse o prefeito.

O secretário municipal de Fazenda, Leonardo Wigand, pontua que já se esperava uma PE baixa, mas não neste patamar.

“Isso nos obriga a refazer todos os nossos cálculos e confirma o que estamos dizendo há tempo: Campos vive uma nova realidade financeira. É diferente de 2018 e, muito distante do que se vivia na época dos royalties fartos. Essa realidade reforça a necessidade de se rediscutir o custeio da máquina pública, como foi feito pelo governo ao final de 2019, quando enviou os projetos de Lei para o Legislativo, bem como a necessidade de buscar parcerias estaduais e federais e também com a iniciativa privada, para manutenção dos serviços ora prestados”, afirma.

De acordo com o diretor de Petróleo e Gás da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Inovação, Diogo Manhães Henriques, a redução no valor da PE recebida neste mês deve-se à redução do preço do petróleo e da produção dos dois principais campos produtores que pagam este tipo de compensação para o município, os campos de Roncador e Marlim Sul, além da queda de produção também no campo de Marlim Leste.

“A expectativa era de que recebêssemos em torno de R$ 9 milhões em Participação Especial, mas o campo de Roncador, além da queda de produção, teve no trimestre considerado para cálculo [outubro/novembro/dezembro] um custo de produção maior que o esperado, não pagando a PE. Isso fez com que a PE reduzisse para R$ 5,87 milhões”, explica, ao considerar que o “quadro” poderia ser pior.

“A redução não foi ainda maior porque os campos de Barracuda e Marlim pagaram PE neste trimestre. A tendência destes campos é que sofram uma queda natural de produção ao longo do tempo, já que são campos maduros, e que tenham um aumento dos custos de produção, o que prejudica sobremaneira o pagamento das futuras PEs”, disse. (Prefeitura de Campos dos Goytacazes)

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