Comissão de Ética Nacional do Cidadania recebe representação contra Fernando Cury e elege relatora

Em reunião virtual realizada nesta terça-feira (22), a Comissão de Ética do Cidadania elegeu Mariete de Paiva Souza relatora da representação assinada por Roberto Freire e Arnaldo Jardim, respectivamente presidentes do partido e do diretório estadual paulista, contra o deputado Fernando Cury, investigado por assédio sexual contra a colega de Assembleia Legislativa de São Paulo Isa Penna (PSol). Mariete, que se candidatou para a função, foi eleita por unanimidade.

O colegiado acolheu a representação e irá notificar o parlamentar nesta quarta-feira (23). Ele terá prazo de até oito dias úteis para apresentar a defesa, a serem contados a partir do recebimento da notificação, que será enviada tanto para o endereço físico quanto para os endereços eletrônicos de Cury. “Ele terá, portanto, que se pronunciar até o dia 4 de janeiro”, explicou a relatora, que, por sua vez, deve apresentar o relatório até o dia 10 de janeiro.

A Comissão de Ética terá, então, 15 dias úteis para analisar o relatório, que será, posteriormente, submetido ao Diretório Nacional, já que o caso foi considerado, conforme o presidente do colegiado, Alisson Micoski, tema de relevância nacional. A próxima reunião remota está prevista para o dia 4 de janeiro, prazo final para Cury apresentar a defesa.

Cidadania entra com representação contra o presidente da Fundação Palmares

Desde que assumiu a presidência da instituição, Sérgio Camargo tem se manifestado com declarações impregnadas de sentimento racista

O Cidadania entrou com uma representação na Comissão de Ética da Fundação Palmares nesta quarta-feira (3) contra o presidente da instituição, Sérgio Camargo. A ação é assinada conjuntamente com a Secretaria de Igualdade do partido (Igualdade 23). Na avaliação do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, Camargo demonstra total inaptidão para o cargo.

“Um bolsonarista racista que jamais deveria estar presidindo uma instituição tão importante para o país”, disse o ex-parlamentar.

Desde que assumiu o cargo, Camargo tem feito afirmações impregnadas de racismo que vão na contramão da função da instituição, voltada para a promoção e preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira.

“Sérgio Camargo é um desqualificado que presta um desserviço à pauta que deveria defender enquanto presidente da Fundação Palmares, bem como ao Brasil”, criticou o coordenador do núcleo Igualdade 23, Romero Rocha.

O jornal O Estado de São Paulo divulgou áudio de uma reunião com servidores no dia 30 de abril, em que Camargo classifica o movimento negro como “escória maldita” que abriga “vagabundos” e chamou Zumbi dos Palmares de “filho da p* que escravizava pretos”. Ele também mostrou desprezo pela agenda da Consciência Negra, chamando uma mãe de santo de “macumbeira”.

Camargo assumiu a presidência da Fundação Palmares em novembro de 2019. Diversas vezes se manifestou para relativizar o racismo, afirmando que a escravidão foi “benéfica para os descendentes”, que o racismo no Brasil é “Nutella” e que “a negrada daqui reclama porque é imbecil e desinformada pela esquerda”.

Na ação, o Cidadania cita o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, instituído pelo Decreto 1.117/1994, e reitera que a conduta do presidente da Fundação Cultural Palmares não pode passar despercebida pela Comissão de Ética, merecendo uma análise isenta e uma resposta contundente.