‘Defender ditadura é defender tortura’, afirma Eliziane Gama

Senadora reage aos áudios com falas de ministros do STM discutindo tortura física e psicológica durante o regime militar (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A líder da Bancada Feminina do Senado, Eliziane Gama (Cidadania-MA), repudiou na  rede social os áudios com a fala de ministros do STM (Superior Tribunal Militar) e de membros das Forças Armadas discutindo a existência de tortura física e psicológica nos porões da ditadura militar, de 1964 a 1985.

“Os áudios revelados pelo historiador Carlos Fico e [a jornalista] Míriam Leitão mostram o quão abjeta é uma ditadura, em que mulheres grávidas eram torturadas para confessar crimes que não haviam praticado. Defender ditadura é defender tortura, é deixar a sociedade na mão de monstros”, escreveu a senadora no Twitter.

Os áudios e o trabalho de análise de Fico, pesquisador da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), foram revelados pela colunista do jornal ‘O Globo’ neste domingo (17). A própria Míriam Leitão já havia relatado ter sido torturada quando presa no período em que os militares tomaram o poder no País.

Fico, titular de História do Brasil da UFRJ, obteve o material por meio de um pedido do advogado Fernando Fernandes. Em 2006, ele solicitou as gravações do STM e ganhou na Justiça, em 2011, o acesso ao material que é analisado pelo pesquisador desde 2018.

O STM passou a gravar as sessões a partir de 1975, mesmo as secretas. Até 1985, são 10 mil horas de material que vêm sendo transcritas pelo pesquisador.

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