Diretório Nacional do Cidadania aprova indicativo de impeachment de Bolsonaro

O Diretório Nacional do Cidadania aprovou nesta quinta-feira (4) a indicativo pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, discutido e acolhido no dia 20 de janeiro pela Executiva Nacional. O presidente do partido, Roberto Freire, avaliou que a construção do afastamento de Bolsonaro passa pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a inércia do governo Bolsonaro em relação à pandemia do coronavírus.

“Desde o começo da pandemia, esse governo deu sinais de que não levaria a doença a sério, com seu negacionismo, desrespeitando a ciência, as autoridades sanitárias e aprofundando, assim, a crise econômica. Podemos ter um colapso na vacinação porque o presidente tudo fez para sabotar negociações não apenas da Coronavac, mas também da Pfizer e da Oxford AstraZeneca ao insultar parceiros como China e Índia. Ele não cuidou da vida dos brasileiros. Há fatos de sobra para uma CPI. Já há algum tempo o partido e suas bancadas discutem com as demais lideranças e pressionam por uma investigação, que, agora, parece que vai sair”, explicou.

Freire aproveitou o momento para elogiar as bancadas da Câmara e do Senado pela atuação nas eleições para a presidência das duas Casas. “O partido se saiu muito bem. Manteve a unidade, a coerência durante todo o processo, apoiando Baleia Rossi e Simone Tebet, enquanto outros partidos se omitiram e preferiram deixar de construir uma alternativa a Bolsonaro”, apontou.

Ainda segundo Freire, setores ligados à indústria, ao agronegócio, ao comércio e parte do mercado financeiro já percebem que o governo Bolsonaro não tem condições de resolver a crise econômica. Ele disse ver a emergência de um cenário semelhante ao que antecedeu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Ela tinha vitórias, mais de dois terços do Congresso e, num determinado momento, esses setores e a sociedade, por conta da profunda crise econômica, entraram no dilema do que era melhor para o país: manter um governo que está se demonstrando um desastre, incapaz de sair da situação que ele mesmo criou, ou abrir caminho e começar a viabilizar uma nova gestão. Esta disjuntiva está colocada na sociedade”, argumentou.

O ex-parlamentar citou a fala do presidente Bolsonaro sobre o ataque ao Capitólio, sede do Congresso Nacional dos Estados Unidos, na qual o presidente afirma que, no Brasil, a situação pode ser pior em 2022. “Além de ser um governo inepto e irresponsável, o golpe está sendo articulado. Nesse sentido, o partido analisa a hipótese do impeachment como a grande alternativa por conta do desastre que significa este governo”, ressaltou.

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