Aumento do desmatamento é resultado de uma política ambiental ‘desastrosa’ e ‘ultrapassada’, diz Eliziane Gama

“O afrouxamento da fiscalização e o aceno ao garimpo e a extração ilegal de madeira estão reduzindo drasticamente a área da floresta [Amazônica]”, afirma a coordenadora da Parlamentar Ambientalista do Senado (Foto: Roprodução/Imazon)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), voltou a criticar a política ambiental do governo federal nesta terça-feira (01) ao analisar os dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquiasa Espacias) mostrando que o desmatamento na Amazônia avançou 9,5% em um ano, passando de 11 mil km².

“O Brasil teve o maior índice de desmatamento na Amazônia em 12 anos. No ano passado, a área desmatada equivale a 7,2 vezes a cidade de SP.  É o resultado da política ambiental desastrosa e de uma visão de desenvolvimento ultrapassada”, afirmou a senadora, coordenadora da Frente Parlamentar Ambientalista do Senado.

Para Eliziane Gama, os números do Prodes – sistema do que fornece a taxa oficial do desmatamento da Amazônia no período de um ano – mostra o fracassado do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com cumprimento da meta anunciada no ano passado de eliminar o desmate ilegal no País.

“O afrouxamento da fiscalização e o aceno ao garimpo e a extração ilegal de madeira estão reduzindo drasticamente a área da floresta. Não poupa terras indígenas da invasão, como a de  Cachoeira Seca (PA),  a mais desmatada do Brasil pelo 6º ano seguido”, postou a parlamentar na rede social.

No caso da terra indígena Cachoeira Seca, homologada em 2016 depois de 30 anos de espera, há forte pressão de madeireiros da região que foi afetada pela construção da Usina de Belo Monte.

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