Em live com agentes culturais, Freire fala sobre a importância da Lei Aldir Blanc pra economia brasileira

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, destacou a importância das atividades culturais para a economia brasileira neste sábado (25), durante live com líderes do setor. Provocado pela frase popular ‘Éramos felizes e não sabíamos’, Freire ressaltou o momento político atual, no qual o presidente Bolsonaro demonstra seu negacionismo frente à pandemia do coronavírus, o que, para ele, atinge a política cultural nacional. 

“Estamos enfrentando uma tragédia universal, mas, para nós, atinge com mais força pela outra infelicidade de termos um presidente negacionista. Por conta da sua irresponsabilidade, se aplica bem essa frase. Mas tenho o otimismo de que, da luta, se pode melhorar essa realidade. É passageiro, vamos superar. A sociedade brasileira está conseguindo garantir que as instituições continuem funcionando”, apontou. 

Freire, que foi ministro da Cultura do governo Michel Temer, avaliou que a pandemia tem reflexos relevantes na atividade cultural do país e, consequentemente, na vida dos profissionais que movimentam a economia criativa. “Todos sofrem com o impacto de não poder se expressar. A lei Aldir Blanc, mesmo emergencial, veio para ficar, para a história, porque foi uma luta que dá início a uma compreensão nacional do papel fundamental da Cultura para a economia”, sustentou.

Identidade nacional

Segundo o ex-parlamentar, quando ministro da Cultura, foi realizada uma pesquisa para entender o que significava a indústria cultural e a relação com o Produto Interno Bruto (PIB). “A expressão da cultura é hoje um dos maiores fatores de geração de emprego, de renda e com impacto crescente na economia. Com o levantamento, percebeu-se que era crescente o impacto da atividade cultural na formação do nosso PIB, na formação das nossas riquezas”, argumentou.

Na avaliação de Freire, o momento atual de pandemia colocou em evidência a dificuldade de alguns segmentos da sociedade em entender que a Cultura precisa ser rapidamente atendida. “É um setor econômico que pode mais rapidamente se recuperar e ajudar o Brasil. Essa capacidade precisa ser compreendida pelos agentes políticos e pela República”, ressaltou. 

O presidente nacional do Cidadania ainda destacou a importância da aplicação da lei. “É preciso saber efetivamente como atingir a ponta. Essa lei será marcante porque abre a compreensão no Brasil do que significam a indústria cultural e a economia criativa, o poder e a força econômica daquilo que é a nossa identidade”, concluiu.

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