Senadores do Cidadania dizem que não há espaço para golpe e cobram ação contra crise da Covid-19

Líder do partido na Casa, Eliziane Gama diz que presidente Bolsonaro testa com ‘frequência os limites institucionais’ (Foto: Reprodução)

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), disse que o apoio do presidente Jair Bolsonaro à manifestação contra a democracia neste domingo (04), em Brasília, é inaceitável e que suas atitudes reiteradas contra decisões do Judiciário estão “no limite do tolerável”. Para o senador Alessandro Vieira (Cidadania-MA), o momento exige mais atenção no combate à crise da Covid-19.

“É inaceitável que o presidente teste com essa frequência os limites institucionais. Bolsonaro está no limite do tolerável. Despreza os demais poderes, ameaça tomar decisões autoritárias, estimula o ódio entre os seus seguidores e cria um clima de instabilidade de forma exacerbada. Há evidências claras que o governo está politizando inclusive as Forças Armadas. Está completamente descontrolado no comando do País”, afirma a senadora.

Em seu perfil no Twitter, Alessandro Vieira diz que apesar da grave crise política, é preciso “salvar vidas e a economia”.

“O momento exige atenção total para as medidas de combate à crise da Covid-19. Salvar vidas e a economia. Mas não dá para ignorar as constantes ameaças à democracia. Neste ponto, é preciso ser absolutamente claro: o Brasil não aceita golpe militar, muito menos um golpe miliciano”, escreveu o senador na rede social.

O senador Jorge Kajuru disse que o País não merece viver mais uma crise institucional no momento em que milhares de famílias estão em luto por causa da Covid-19.

“O combate ao nono coronavirus requer união e clima de harmonia”, afirmou.

O senador considerou ‘inadmissível as agressoes a jornalistas registradas no domingo, em Brasilia.

“Não podemos tolerar a violência. E devemos reafirmar que a liberdade de imprensa é inerente à democracia. Esperamos que o presidente da República mantenha na memória, sempre, o compromisso de posse, de honrar a Constituição”, cobrou Kajuru, ao ressaltar que não tem dúvida de que as Forças Armadas “jamais se afastarão de seus deveres constitucionais, na defesa da ordem e da democracia”.

Ataque à jornalistas

Eliziane Gama também voltou a manifestar solidariedade aos jornalistas agredidos ontem (03) por apoiadores de Bolsonaro em frente ao Palácio do Planalto.

“Minha solidariedade aos repórteres Dida Sampaio e Orlando Brito vítimas de manifestações antidemocráticas patrocinadas pelo governo. Esses jornalistas contam a história do Brasil através de suas lentes. Quem defende o Brasil, defende a imprensa livre”, postou Eliziane Gama em seu perfi no Twitter.

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