Covid-19: Cidadania defende renda básica para a população vulnerável

Para o partido, é preciso ampliar os investimentos em saúde e reforçar rede de proteção social para diminuir o sofrimento das famílias brasileiras diante da crise provocada pelo coronavírus

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, sugeriu nesta terça-feira (24) a adoção de medidas mais enérgicas para proteger os milhões de brasileiros que vivem na pobreza e informalidade durante o período de quarentena. Entre elas, a urgência de se garantir uma renda básica a esse público.

“Certíssimo o economista Armínio Fraga, que reforçou a necessidade do atendimento imediato aos mais necessitados. O Estado precisa aumentar os gastos para atender as pessoas, a economia e os serviços de Saúde”, disse Freire.

Nesta segunda-feira, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, concedeu entrevista ao Programa Roda Viva, em que ele defende a criação de uma rede de solidariedade, por meio da distribuição de uma renda básica, que alcance 100 milhões de brasileiros de baixa renda.

Entre as medidas iniciais, ele sugere incluir 3 milhões pessoas que estão na fila para receber o Bolsa Família, além de inscrever os trabalhadores informais no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. “É possível atingir um número grande de pessoas rapidamente”, avalia.

Segundo Fraga, seriam necessários cerca de R$ 300 bilhões para se criar essa rede de proteção social. O economista acredita que há espaço para o País aumentar a dívida pública e controlar os efeitos do covid-19. “Tem dinheiro. É um recurso para gastos temporários”, afirmou.

O Cidadania também vem defendendo uma série de ações e projetos para minorar os efeitos negativos do coronavírus sobre os mais vulneráveis. Parlamentares do partido têm trabalhado para aumentar os gastos com a Saúde e atenção aos mais pobres nesse momento de crise.

“É necessário, que de forma temporária, o governo aumente o gasto público para minimizar o sofrimento das famílias brasileiras”, justificou a líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama. Ela sugere que 10% do superávit dos fundos públicos sejam utilizados no atendimento a esse público.

Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) encaminhou carta ao presidente Jair Bolsonaro solicitando a ampliação do benefício extraordinário para trabalhadores informais. O governo estipulou o pagamento de R$ 200 por três meses. Na visão do senador, esse valor deve ser de R$ 300, pagos por quatro meses.

Na Câmara, a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania-SC) e relatora da Comissão Externa solicitou ao Ministério da Saúde o pagamento de R$191 milhões de cirurgias eletivas realizadas no ano passado em todo o País.

“Esses recursos vão ajudar os estados e municípios a terem mais aporte para enfrentar esta epidemia do coronavírus. Esse dinheiro vai reforçar os fundos municipais e estaduais de saúde neste momento de pandemia”, argumentou.

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