Queiroga descarta em resposta a Alessandro Vieira que vai investir em medicamentos fora do rol do SUS

Pergunta do senador ao ministro foi feita após ele confirmar que a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a ‘Capitã Cloroquina’, continuava no cargo (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Ao ser questionado pelo líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira (SE), na CPI da Pandemia, nesta quinta-feira (06), se o Ministério da Saúde usaria recursos públicos para divulgação de remédios contra a Covid-19 que não foram inseridos no rol SUS (Sistema Único de Saúde), o ministro Marcelo Queiroga negou que essa seja uma política da sua gestão à frente da pasta.

A pergunta foi feita após Queiroga confirmar ao senador que a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como ‘Capitã Cloroquina’, continuava no cargo.

“Então imagino que não vai voltar a acontecer o que já aconteceu: emprego de recursos públicos para a distribuição de remédios, a catequização de profissionais, inclusive a criação de aplicativo que automaticamente referendava a indicação desse medicamento. Não vai existir mais?”, perguntou Alessandro Vieira.

“Na nossa gestão não há esse tipo de política”, afirmou o ministro da Saúde.

‘Capitã Cloroquina’

Segundo reportagem desta quinta-feira do jornal ‘O Globo’, Mayra Pinheiro confirmou em depoimento ao MPF (Ministério Público Federal) ter sido ela ‘a responsável pelo planejamento de uma comitiva de médicos que difundiu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina, em Manaus dias antes de o sistema de saúde do Amazonas entrar em colapso, em janeiro’ deste ano.

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