Freire: ao zerar impostos pra importação de revólveres e pistolas, Bolsonaro inverte prioridades e pode armar bandidos

Presidente do Cidadania diz que governo abre mão de recursos que poderiam ser usados no auxílio emergencial ou na compra de vacinas contra Covid

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, avaliou nesta quarta-feira (9) que a decisão de zerar impostos para a importação de revólveres e pistolas mostra que o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, estão colocando prioridades pessoais acima das necessidades da população, que enfrenta, ao mesmo tempo, a maior crise sanitária e a maior crise econômica da história.

“A inflação dos alimentos em alta, o desemprego e a miséria avançando, muitos voltaram até a cozinhar com lenha. Quando têm o que comer. São as famílias que se beneficiarão do imposto zero pra pistolas ou o crime organizado? A prioridade de Guedes e Bolsonaro é armar as milícias”, criticou o ex-parlamentar, ao registrar que o governo está abrindo mão de recursos no momento em que a necessidade de investimentos é crescente, seja para o auxílio emergencial, seja para garantir um plano nacional de imunização contra Covid.

Freire ainda ironizou a alegação de que acesso facilitado a armas ajudaria a diminuir a violência ou poderia levar mais segurança à população. Ele lembrou episódio em que o próprio presidente se disse “indefeso”, mesmo estando armado, quando foi rendido em um assalto.

“Vacina pro governo é irrelevante, necessário mesmo é importar pistola e revólver sem impostos. Na mão de gente bunda-mole, serão uma festa pra bandidos. Não precisarão comprar nem contrabandear. É só fazer como fizeram com Bolsonaro ainda deputado, quando tomaram sua arma e sua motocicleta”, destacou, ao apontar o episódio de 1995 que marcou a carreira do capitão reformado. 

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