SUS deve garantir direito dos brasileiros à vacinação contra a doença, defende presidente do Cidadania

Incompetência e negacionismo de Bolsonaro e Pazuello vão prolongar crises sanitária e econômica, avalia

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, defendeu nesta quinta-feira (3) que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja responsável pela distribuição das vacinas contra a Covid-19 que forem aprovadas pelos órgãos reguladores, conforme estabelece o projeto de lei 4023/20, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Freire avalia que a incompetência e o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, podem prolongar a pandemia.

“Em vez de apontar caminhos e soluções, o governo federal está se concentrando nos obstáculos, quando não espalhando desinformação. A da Pfizer, dizem eles, não resolve porque exige resfriamento de -70 °C. A Coronavac não pode porque, segundo eles, é chinesa. Nenhuma teria produção suficiente. Enquanto isso, São Paulo já recebeu 1 milhão de doses, o Reino Unido e a Itália já começam a vacinar em janeiro, a Alemanha já garantiu 100 milhões de doses”, analisa.

Para ele, a sinalização é de que Bolsonaro e Pazuello trabalham contra qualquer vacina. A única sobre a qual há algum consenso no governo, lembra, é a da Oxford/Astrazeneca, cujos testes para avaliação de eficácia vêm sendo questionados, o que pode atrasar o processo de aprovação da vacina. “Hoje, em plano nacional, estamos dependentes desta única iniciativa. Se o governo federal não age, cabe ao Congresso Nacional garantir que os brasileiros tenham acesso a imunização”, sustenta.

Freire defende inclusive que os estados, isolados ou em consórcio, se mobilizem pra fechar acordos com outros laboratórios como a própria Pfizer ou a Moderna, cujos testes indicaram 95% de eficácia. “Seria importante que surgissem parcerias como a que o governador de São Paulo, João Doria, estabeleceu com a Sinovac para a produção da Coronavac pelo Instituto Butantan. Não importa de onde venha a vacina ou quem fabrique, mas que ela seja segura e eficaz. Quanto mais tempo levarmos nesse processo, mais vidas estarão em risco e mais a crise econômica vai se agravar”, observa.

Seria fundamental, segundo o presidente do Cidadania, especialmente na atual fase, em que uma segunda onda de Covid está cada vez mais forte e a população já não mostra a mesma resiliência. “Eu também estou cansado. Quero voltar a abraçar filhos e netos, ir a praia, tomar cerveja, ver o futebol no estádio, jantar com a família no restaurante onde éramos clientes cativos. Show, teatro, reunir os amigos em casa? Tudo isso só com vacina. Se depender de Bolsonaro e Pazuello, a pandemia não terá fim”, lamenta.

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