Roberto Freire vê Luciano Huck candidato e defende “zero intolerância”

Presidente do Cidadania disse ao Congresso em Foco que o partido e o apresentador mantêm diálogo com todas as forças democráticas, mas discussão de chapa só em 2022

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, defendeu, em entrevista ao portal Congresso Em Foco, nesta quarta-feira (11), “zero intolerância” nas conversas, ainda embrionárias, para construir uma frente de oposição ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro, cuja gestão vem aprofundando a desigualdade e a crise econômica, elevando o custo de vida e isolando o país no cenário internacional.

Freire argumentou que nomes e composição de chapa não estão em discussão no momento, mas reiterou que o partido está de “tapete vermelho” estendido para uma candidatura de Luciano Huck, que, segundo avalia, nunca esteve tão decidido quanto agora a entrar na disputa.

“Ainda é um momento muito mais de articulação política do que de decisões, ainda está distante, mas ele já está se movimentando há muito tempo, tendo um papel muito significativo no processo. Talvez ele tenha maior mobilidade pelo fato de não ter ainda filiação política”, explicou, ao observar que a definição se dará antes do prazo final, em abril de 2022.

Sobre a possível chegada de Huck ao partido, o ex-senador disse que “não é questão que estamos discutindo agora”. “Nem ele está, nem nós. Temos que fazer o que ele está fazendo: abertos para o diálogo democrático. Ninguém imaginando que essas conversas já estão discutindo 2022”, adiantou o presidente do Cidadania

Ele sustentou que é preciso “construir esse ambiente primeiro de diálogo com todas as forças que são oposição a Bolsonaro e não são lulistas”. “A gente conversa com todos aqueles que estejam no campo democrático e sejam oposição ao lulismo e ao Bolsonaro especialmente. Nós defendemos zero intolerância. Isso não quer dizer que teremos que apoiar, não vamos discutir isso agora”, pontuou.

Freire alertou para a necessidade de não impor veto a dissidentes – Bolsonaro foi eleito em 2018 com 55 milhões de votos – e disse não ver problema na conversa de Huck com o ex-juiz Sérgio Moro. O ex-parlamentar avaliou que rejeitar o diálogo de quem votou no atual presidente é trabalhar a favor do adversário.

Clique abaixo para ler a entrevista:

Roberto Freire: Cidadania espera Huck com tapete vermelho e não veta Moro

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