Roberto Freire defende afirmação da democracia contra autoritarismos de esquerda e de direita

Em live do movimento Direitos Já, presidente do Cidadania diz que garantia de um regime de liberdades passa pelo enfrentamento das desigualdades e do racismo e por mecanismos de solução de controvérsias próprias de sociedades plurais

Em live do movimento Direitos Já, nesta terça-feira (15), o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, comemorou o Dia da Democracia. “É com imensa alegria que no mundo está se comemorando esta data. Eu convivi nas últimas décadas do século passado com o ressurgir da democracia em vários países, inclusive no Brasil com o fim da ditadura militar”, destacou.

Freire lembrou que houve no mundo um florescer de regimes democráticos e um crescimento da liberdade, num movimento importante que continuou no século 21, mas que, agora, enfrenta “ondas facistas muito fortes” e contestação diante da desigualdade ainda existente.

“Estamos vendo agora, e não só no Brasil, onde movimentos fascistas muito fortes estão existindo. E um processo em que se discute como enfrentar problemas como desigualdade, injustiças, de como acabarmos com o racismo, e termos uma sociedade mais justa e fraterna”, observou.

Diante desse cenário, o ex-parlamentar argumentou é preciso discutir novos caminhos que preservem a democracia e as liberdades. “É necessária a afirmação da questão democrática no sentido da liberdade, de instituições que garantam a pluralidade. Que as controvérsias e antagonismos próprios de qualquer sociedade livre tenham regras para serem resolvidos sem afrontar a própria liberdade”, pontuou.

Para Freire, é preciso combater autoritarismos de direita ou esquerda. “São abjetos e, portanto, têm de merecer a nossa condenação. No Brasil, estamos vendo, do ponto de vista estratégico, forças democráticas muito coesas. Temos um objetivo claro contra este governo que aí está. Ainda não tivemos uma unidade possível na forma de nos organizarmos, mas ela chegará”, ressaltou. 

Na avaliação do presidente do Cidadania, essa concepção democrática tem de ser afirmada por todas as forças na busca de unidade contra um governo protofascista.

“Venho de uma experiência dentro do antigo PCB em que o valor universal da democracia se impunha, até porque era um componente claro da derrota de uma visão de ditadura do proletariado. Superamos. Mas isso ainda precisa ser derrotado em setores da oposição iludidos com alternativas autoritárias. A democracia precisa ser afirmada acima de qualquer debate”, resumiu.

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